O Banco Santander Brasil (SANB11) apresentou nesta quarta-feira (29) os resultados do terceiro trimestre de 2025, com lucro líquido de R$ 4 bilhões, representando alta tanto em relação ao mesmo período de 2024 quanto ao trimestre anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) atingiu 17,5%, reforçando a rentabilidade sólida da instituição.
Segundo o banco, o desempenho foi impulsionado pelo crescimento das receitas com comissões, controle de despesas e expansão da carteira de crédito — especialmente nas linhas de cartões, financiamento ao consumo e pequenas e médias empresas (PMEs).
Receita e rentabilidade em alta
A margem financeira bruta do Santander somou R$ 15 bilhões, mantendo trajetória de crescimento. Já as receitas com comissões avançaram 6,7% na comparação anual e 4,1% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Os destaques vieram de cartões, seguros e operações de crédito, que seguem sendo as principais fontes de rentabilidade do banco. A eficiência operacional também melhorou, refletindo menor despesa administrativa e ganhos com digitalização.
Crescimento na base de clientes e avanço digital
O Santander reportou 72,8 milhões de clientes cadastrados, sendo 33,7 milhões ativos — o foco do banco está justamente na ampliação desse público engajado. O crescimento veio principalmente por meio de ofertas personalizadas baseadas no comportamento do cliente, o que gerou aumento de 30% na abertura de novas contas e forte conversão em cartões e portabilidade de salário.
Outro destaque é o projeto Oneep, que será o superapp do Santander, reunindo todos os serviços em uma única plataforma. A solução está sendo testada com mais de 50 mil clientes, com o objetivo de integrar banco, seguros, financiamentos e investimentos em um único ambiente.
Expansão de crédito e foco em segurança
A carteira de crédito total do Santander atingiu R$ 688 bilhões, alta de 3,8% em relação ao ano anterior. A composição mostra forte presença no segmento de pessoa física (R$ 264 bilhões), seguida por financiamento ao consumo (R$ 89 bilhões) e PMEs (R$ 89,6 bilhões).
O banco também destacou uma redução no risco do crédito pessoal e aumento das operações com garantias, reforçando o foco em créditos mais seguros e rentáveis.
Controle de custos e eficiência operacional
Os custos de crédito totalizaram 3,86%, estáveis em relação ao trimestre anterior, enquanto as despesas administrativas e de pessoal recuaram 0,5% frente ao 3T24. O índice de eficiência financeira melhorou, refletindo gestão de custos rigorosa mesmo em cenário de inflação elevada.
O banco mantém o índice de Basileia estável, com estrutura de capital sólida e controle de inadimplência.
Ações descontadas e reação positiva do mercado
Apesar dos resultados fortes, as ações SANB11 continuam negociadas abaixo do valor considerado justo pelo mercado. O lucro crescente sugere que o papel deveria estar próximo a R$ 40, enquanto o preço atual gira em torno de R$ 30, apontando upside de aproximadamente R$ 10.
Após a divulgação do balanço, as ações subiram 2,5%, refletindo o otimismo dos investidores com a rentabilidade e a digitalização do banco.
Perspectivas
O Santander Brasil reforça sua estratégia de crescimento sustentável e digitalização completa da experiência do cliente, buscando aumentar a base ativa e rentabilizar mais produtos por cliente. A gestão segue confiante de que o ciclo de resultados positivos deve continuar, apoiado pela diversificação de receitas e controle de custos.
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