A Prio (PRIO3) encerrou o terceiro trimestre de 2025 com lucro líquido de US$ 91,7 milhões e EBITDA de US$ 309 milhões, demonstrando a resiliência operacional mesmo após um período desafiador. A margem EBITDA atingiu 55%, superando as expectativas iniciais, refletindo a capacidade da companhia de manter rentabilidade elevada em meio a oscilações na produção.
Com o dólar médio de R$ 5,40, o resultado operacional equivale a R$ 1,6 bilhão de EBITDA e R$ 500 milhões de lucro líquido, mostrando que, apesar de ajustes pontuais em custos e margens, a Prio continua apresentando crescimento consistente e previsível.
Eficiência operacional recorde e retomada de produção
O trimestre foi marcado por eficiência operacional recorde de 91%, impulsionada pela retomada do campo de Peregrino, que havia passado por paralisações temporárias, e pela conclusão de manutenções programadas em Tubarão Martelo.
A companhia também obteve a licença de instalação de Wahoo, passo essencial para iniciar o desenvolvimento do novo campo, considerado um dos projetos mais estratégicos de seu portfólio. Com Peregrino em plena operação e a futura entrada de Wahoo, a empresa projeta elevar a produção para até 180 mil barris por dia até 2026, consolidando seu plano de crescimento orgânico.
Estrutura financeira sólida e controle da alavancagem
Mesmo com um aumento temporário na dívida líquida, decorrente do investimento em novos ativos e paradas operacionais, a Prio manteve posição de caixa robusta, próxima de US$ 1,7 bilhão. A companhia segue com endividamento sob controle, sustentada por forte geração de caixa e alongamento do perfil de dívida por meio de novas captações no mercado internacional.
O lifting cost, que chegou a US$ 17 por barril no trimestre, deve recuar nos próximos períodos com o retorno integral da produção de Peregrino e a entrada de Wahoo. A expectativa é que o custo volte para a faixa de US$ 9 por barril, patamar considerado competitivo e estratégico para manter margens elevadas mesmo em cenários de petróleo mais volátil.
Cenário do petróleo e expectativas para 2026
Durante o trimestre, o preço médio do Brent negociado pela companhia foi de US$ 68 por barril, valor que reforça a qualidade do petróleo comercializado e a boa precificação das operações. O foco permanece em crescimento via reinvestimento, priorizando projetos com alta taxa interna de retorno, em vez de adotar uma política agressiva de dividendos.
Analistas de mercado avaliam que, com a maturação de Peregrino e o início da produção de Wahoo, a empresa deve atingir novos patamares de rentabilidade e geração de caixa. A perspectiva de valorização das ações se mantém positiva, com estimativas que variam entre R$ 70 e R$ 80 por ação no médio prazo, diante do preço atual em torno de R$ 36.
Visão geral: estabilidade e avanço no plano de expansão
A Prio encerra o terceiro trimestre de 2025 consolidando sua posição como a principal produtora independente de petróleo do Brasil. Os resultados refletem disciplina operacional, gestão financeira prudente e visão estratégica de longo prazo.
Com Peregrino retomado, Wahoo em fase final de implantação e novos investimentos em curso, a companhia reforça sua meta de ampliar produção, reduzir custos e aumentar o valor entregue aos acionistas.
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