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Início » Últimas Notícias » Metal Leve (LEVE3) surpreende no 3T25 com lucro em alta, caixa dobrado e novo pagamento de dividendos
Dividendos

Metal Leve (LEVE3) surpreende no 3T25 com lucro em alta, caixa dobrado e novo pagamento de dividendos

Metal Leve registra forte crescimento no 3T25, dobra o caixa, melhora margens e anuncia dividendos, enquanto analistas avaliam se LEVE3 ainda oferece bom ponto de entrada.
Eduardo MartinsPor Eduardo Martins21 de novembro de 20255 minutos lidos
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Metal Leve (LEVE3) surpreende no 3T25 com lucro em alta, caixa dobrado e novo pagamento de dividendos
Metal Leve (LEVE3) surpreende no 3T25 com lucro em alta, caixa dobrado e novo pagamento de dividendos

A Metal Leve (LEVE3) divulgou seu resultado do terceiro trimestre de 2025, surpreendendo o mercado com expansão consistente nas vendas, fortalecimento do caixa, melhora operacional e novo pagamento de dividendos ainda para este ano. O desempenho reforça o ciclo positivo da companhia, que vem entregando crescimento trimestre após trimestre especialmente no Brasil e na Argentina e atraiu forte reação dos investidores: as ações chegaram a saltar 7% apenas no dia da divulgação.

Ao mesmo tempo, cresce a dúvida entre investidores: a LEVE3 ainda vale a compra após a forte valorização e o anúncio do dividendo? A seguir, destrinchamos todos os números, fundamentos e projeções para chegar a esse consenso.

Crescimento forte no mercado doméstico e avanço consistente na Argentina

O coração do resultado da Metal Leve veio do mercado interno. No Brasil e na Argentina, a empresa registrou alta significativa na produção e nas vendas, com destaque para o avanço contínuo da operação argentina, que já acumula crescimento relevante trimestre após trimestre.

Nos veículos leves principal frente operacional a companhia entrega expansão sólida. Já no segmento de pesados, há estabilidade, porém ainda contribuindo positivamente.

Mercado externo cai em produção, mas receita avança

Apesar da queda na produção voltada ao mercado externo, a receita líquida ainda registrou leve crescimento, em torno de 2,5%. Isso reforça a capacidade da empresa de sustentar margens mesmo em momentos de oscilação operacional.

O cenário contrasta com o desempenho doméstico: a receita líquida no Brasil e na Argentina disparou quase 80%, consolidando a posição da Metal Leve como empresa com maior dependência e também maior força no mercado interno.

Caixa dobra e dívida segue sob controle

Um dos pontos mais positivos do trimestre foi o fortalecimento da estrutura financeira. No fim de 2024, a companhia possuía R$ 382 milhões em caixa. Agora, em 2025, o montante praticamente dobrou, fruto de:

  • Crescimento de receita e lucro;

  • Ganhos de eficiência operacional;

  • Melhoria no resultado financeiro devido ao caixa mais robusto;

  • Controle rigoroso do endividamento.

Em um ambiente de juros altos, o mercado industrial geralmente sofre mas a Metal Leve nadou contra a corrente.

DRE mostra evolução robusta: lucro líquido cresce 32%

A receita operacional subiu quase 26%, acompanhada por alta nos custos devido ao aumento da produção. Ainda assim, o lucro bruto cresceu, e o resultado operacional avançou cerca de 16%.

A melhora no resultado financeiro com menor desembolso impulsionou o lucro antes dos impostos, superando inclusive o lucro operacional.

O lucro líquido atingiu R$ 187 milhões, contra R$ 141 milhões no mesmo período de 2024, um avanço de 32%.

No acumulado do ano, o crescimento é próximo de 10%, com tendência de melhora pela queda da inflação e da Selic, que deve favorecer o setor industrial a partir de 2026.

Dividendos: JCP de R$ 0,60 bruto por ação, com datacom já encerrada

A Metal Leve anunciou JCP de:

  • R$ 0,60 por ação (bruto)

  • R$ 0,51 por ação (líquido)

  • Pagamento em 17 de dezembro de 2025

  • Data-com: 14 de novembro (já passou)

O anúncio ocorreu no dia 11 de novembro, apenas três dias antes da data-com algo que frequentemente leva o mercado a “inflar” o preço no curto prazo, o que de fato aconteceu.

Dividend yield real de 2025: 7,7%

Somando todos os pagamentos do ano, o dividend yield projetado da LEVE3 em 2025 fica em 7,7%, abaixo dos anos anteriores por um motivo simples:

A ação esticou demais.

Nos últimos 12 meses, a cotação saiu da casa dos R$ 27 para superar R$ 33, comprimindo o dividend yield que melhora novamente quando a ação cai no pós-data-com, como usualmente ocorre.

Preço teto, valuation e posição no ranking das ações mais baratas

O preço teto projetado da empresa para 8% de dividend yield é de cerca de R$ 33 e LEVE3 hoje negocia ligeiramente acima disso.

Destaques da análise:

  • Ranking DBazin (pagadoras de dividendos): LEVE3 é a 14ª melhor empresa da B3, muito por conta do pagamento extraordinário de 2023.

  • Preço justo: aparece “cara” por apresentar ágio sobre o patrimônio líquido.

  • Mas o valuation compensa: o ROI da empresa ultrapassa 70%, justificando pagar mais pelo patrimônio, já que ele é extremamente rentável.

No indicador Medo x Ganância, o mercado está mais ganancioso, reflexo do salto das ações nos últimos dias.

Vale a pena comprar LEVE3 hoje?

O consenso técnico, com base nos fundamentos apresentados, é claro:

A Metal Leve é uma excelente empresa, sólida, eficiente, com lucros crescentes e boa pagadora de dividendos.
Mas está cara no curto prazo.

Após subir mais de R$ 3 (acima de 10%) desde o anúncio dos dividendos, o ativo se encontra esticado. Para investidores disciplinados, que priorizam preço e margem de segurança, a recomendação estratégica é:

Esperar o pós-data-com e buscar correções naturais da cotação.

A faixa entre R$ 27 e R$ 30 costuma oferecer boa janela de oportunidade.

Sugestão final ao investidor

A decisão deve considerar:

  • Projeções de dividendos;

  • Momento macroeconômico;

  • Ponto de entrada;

  • Risco do setor industrial.

A empresa segue firme, eficiente e pagando bem, mas entrada agora reduz o potencial de retorno.

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Eduardo Martins
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Eduardo Martins é planejador financeiro certificado (CFP®) e consultor de investimentos, com mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro. Na A Revista, explica renda fixa, fundos imobiliários, dividendos, simulações de quanto rende e planejamento financeiro. Apresenta premissas, custos, tributação e riscos, sem converter cenários em promessa de retorno.

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