Fechar Menu
A Revista | Inteligência em Investimentos
  • Ações
  • Dividendos
  • Fundos Imobiliários
  • Renda Fixa
  • Quanto Rende
  • Bolsa Hoje
  • Petróleo
  • Criptomoedas
Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
  • Quem Somos
  • Equipe
  • Política Editorial
  • Expediente
  • Política de privacidade
  • Contato
  • Termos de Uso
Login
Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
A Revista | Inteligência em Investimentos
terça-feira, 29 setembro / 2026
  • Ações
  • Dividendos
  • Fundos Imobiliários
  • Renda Fixa
  • Quanto Rende
  • Bolsa Hoje
  • Petróleo
  • Criptomoedas
A Revista | Inteligência em Investimentos
Início » Últimas Notícias » Marcopolo (POMO4) lucra R$ 271 milhões, mas queda de 15,5% acende alerta
Ações

Marcopolo (POMO4) lucra R$ 271 milhões, mas queda de 15,5% acende alerta

Fabricante aumentou produção e ganhou participação no mercado brasileiro, mas custos maiores, mix de vendas e fraqueza em México e Argentina pressionaram o EBITDA e o lucro
André CarvalhoPor André Carvalho4 de agosto de 20266 minutos lidos
WhatsApp Facebook Twitter Pinterest E-mail Telegrama

A Marcopolo (POMO3; POMO4) encerrou o segundo trimestre de 2026 com crescimento de receita e produção, mas apresentou deterioração importante da rentabilidade. O lucro líquido caiu 15,5%, para R$ 271,2 milhões, enquanto o EBITDA recuou 15%, para R$ 338,6 milhões.

A receita líquida avançou 3%, atingindo R$ 2,37 bilhões, mas o crescimento não foi suficiente para compensar a combinação de matérias-primas mais caras, menor participação de produtos de maior valor agregado e desempenho mais fraco das operações internacionais.

Os números oficiais foram divulgados pela companhia em 3 de agosto.

Marcopolo no 2T26: confira os principais números

Indicador2T262T25Variação
Receita líquidaR$ 2,37 bilhõesR$ 2,31 bilhões+3,0%
Receita no BrasilR$ 1,46 bilhãoR$ 1,31 bilhão+11,3%
Exportações a partir do BrasilR$ 289,9 milhõesR$ 249,4 milhões+16,2%
Receita das operações no exteriorR$ 621,3 milhõesR$ 742,0 milhões-16,3%
Lucro brutoR$ 519,7 milhõesR$ 593,2 milhões-12,4%
EBITDAR$ 338,6 milhõesR$ 398,3 milhões-15,0%
Lucro líquidoR$ 271,2 milhõesR$ 321,1 milhões-15,5%
Lucro por açãoR$ 0,218R$ 0,285-23,3%
Margem bruta21,9%25,7%-3,8 p.p.
Margem EBITDA14,3%17,3%-3,0 p.p.
Margem líquida11,4%13,9%-2,5 p.p.

No acumulado do primeiro semestre, a receita atingiu R$ 4,03 bilhões, avanço de 1,2%. Já o EBITDA caiu 2,6%, para R$ 643,3 milhões, e o lucro líquido recuou 5%, chegando a R$ 535,8 milhões.

Receita cresce, mas rentabilidade da Marcopolo piora

O ponto central do balanço não foi a receita, mas a queda das margens.

O lucro bruto recuou 12,4%, de R$ 593,2 milhões para R$ 519,7 milhões. Com isso, a margem bruta caiu de 25,7% para 21,9%.

Segundo a própria Marcopolo, um dos motivos foi a maior participação de produtos de menor valor agregado. Os micro-ônibus passaram a representar 17,7% da receita líquida, ante apenas 8,2% no mesmo trimestre de 2025.

A companhia também apontou aumento nos custos de matérias-primas, especialmente derivados de petróleo. Parte das entregas ligadas aos programas Caminhos da Saúde e Caminho da Escola havia sido precificada anteriormente, dificultando o repasse integral dos custos.

A XP classificou o resultado como fraco e destacou que a margem EBITDA ficou abaixo de suas projeções e do consenso de mercado. Segundo a casa, os programas governamentais representaram mais de 40% das entregas do trimestre.

EBITDA recua 15% e margem cai para 14,3%

O EBITDA da Marcopolo passou de R$ 398,3 milhões para R$ 338,6 milhões, queda de 15%.

A margem EBITDA recuou três pontos percentuais, de 17,3% para 14,3%.

O trimestre ainda sofreu um impacto não recorrente de R$ 10,4 milhões relacionado à reestruturação da Metalsur, operação da companhia na Argentina.

Sem esse efeito, o EBITDA teria alcançado aproximadamente R$ 349 milhões, com margem de 14,7%. Ainda assim, continuaria abaixo dos números apresentados um ano antes.

Mercado brasileiro avança, mas exterior perde força

O desempenho doméstico foi um dos destaques positivos.

A receita obtida no Brasil cresceu 11,3%, chegando a R$ 1,46 bilhão. As exportações realizadas a partir das fábricas brasileiras também avançaram 16,2%, para R$ 289,9 milhões.

O problema apareceu nas fábricas internacionais: a receita dessas operações caiu 16,3%, de R$ 742 milhões para R$ 621,3 milhões.

Em unidades faturadas diretamente no exterior, a retração foi ainda mais significativa.

Operação internacional2T262T25Variação
África do Sul61102-40,2%
Argentina58140-58,6%
Austrália170142+19,7%
China3837+2,7%
México67272-75,4%
Total exterior394693-43,1%

México e Argentina foram, portanto, os maiores pontos de pressão. A Austrália seguiu na direção contrária e apresentou crescimento próximo de 20%.

Produção aumenta 8% e Marcopolo ganha mercado

Mesmo com o resultado financeiro mais fraco, a produção consolidada cresceu.

A Marcopolo produziu 4.105 veículos no trimestre, alta de 8% sobre as 3.800 unidades do 2T25.

No Brasil, a produção alcançou 3.675 unidades, crescimento de 19,4%. Já nas operações internacionais houve redução de 40,5%, para apenas 430 veículos.

O principal impulso doméstico veio dos micro-ônibus relacionados ao programa federal Caminhos da Saúde.

A empresa também ampliou ligeiramente sua participação na produção brasileira de carrocerias.

Participação de mercado2T262T25
Rodoviários46,1%53,1%
Urbanos20,5%26,3%
Micros63,3%64,7%
Total Marcopolo48,3%47,7%

No primeiro semestre, a participação consolidada ficou em 46,1%.

Setor brasileiro de ônibus cresce 12%

O mercado brasileiro também permaneceu aquecido em volume.

A produção nacional de carrocerias atingiu 7.634 unidades no 2T26, crescimento de 12% sobre o mesmo período de 2025.

A produção destinada ao mercado interno cresceu 17,5%, para 6.841 unidades, enquanto as exportações recuaram 20,3%, para 793 unidades.

O destaque foi o segmento de micro-ônibus, cuja produção praticamente dobrou, avançando 97,6%, para 3.174 unidades. Rodoviários, em contrapartida, recuaram 20%, enquanto urbanos diminuíram 15,9%.

Dívida da Marcopolo continua controlada

Apesar da piora no resultado, o balanço patrimonial continua sendo um ponto de conforto.

A dívida financeira líquida consolidada terminou junho em R$ 1,82 bilhão, ante R$ 1,56 bilhão três meses antes. Entretanto, desse total, R$ 1,34 bilhão estava associado ao Banco Moneo.

Na operação industrial, que oferece uma leitura mais adequada do endividamento do negócio, a dívida líquida ficou em R$ 475,1 milhões.

Esse montante corresponde a apenas 0,3 vez o EBITDA dos últimos 12 meses, um nível relativamente baixo de alavancagem.

O caixa, equivalentes e aplicações financeiras terminaram junho em R$ 1,59 bilhão, ante R$ 1,83 bilhão ao final de março.

Dividendos de POMO4 continuam elevados?

A Marcopolo distribuiu proventos excepcionalmente altos em 2025. Segundo os dados oficiais de RI, foram aproximadamente R$ 0,94 por ação, com dividend yield de 15,7% naquele ano e payout de 94,9%.

Esse nível, porém, não deve ser interpretado automaticamente como recorrente. Historicamente, a companhia apresentou percentuais de distribuição bem menores em vários exercícios.

Com a desaceleração do lucro em 2026, a capacidade de manter pagamentos extraordinários dependerá da geração de caixa e das decisões do conselho.

A XP ainda considera o dividend yield um dos atrativos da ação, mas alerta que a pressão sobre as margens pode provocar revisões negativas nas estimativas. A casa trabalha com lucro líquido entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,3 bilhão em 2026, projeção que poderá ser reduzida se os atuais ventos contrários continuarem.

O que esperar de POMO4 nos próximos trimestres?

O balanço deixa uma situação dividida.

De um lado, a Marcopolo mantém 48,3% do mercado brasileiro, produção doméstica crescente, presença forte em micro-ônibus e baixo nível de endividamento industrial.

Do outro, três pontos precisam ser acompanhados: recuperação de México e Argentina, evolução dos custos de matérias-primas e capacidade de recuperar as margens.

A XP espera um cenário sazonalmente melhor no segundo semestre, com aumento dos volumes de ônibus rodoviários e algum impulso do Move Brasil. Entretanto, uma recuperação mais significativa da produção consolidada pode aparecer apenas próximo do quarto trimestre.

Para POMO3 e POMO4, portanto, o próximo teste não será simplesmente voltar a crescer receita. A questão será saber se a companhia consegue transformar o aumento de volumes em crescimento de EBITDA, lucro e margens, evitando que a atual desaceleração da rentabilidade se prolongue.

Quer saber tudo
o que está acontecendo?

Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

ENTRAR NO GRUPO

ações Marcopolo dividendos Marcopolo POMO3 POMO4
Siga-nos: Google Notícias Siga-nos: Instagram Siga-nos: WhatsApp
Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail
Artigo anteriorISAE4: ISA Energia vê EBITDA saltar 22,5%, mas lucro cai 32% e dívida chega a 3,78 vezes
Próximo artigo VGHF11 corta dividendos para R$ 0,06 e queda da cota preocupa investidores
André Carvalho
  • Site

André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

Leia Também

HGLG11 negocia com desconto de 11%, mas dividendos exigem atenção

HGLG11 negocia com desconto de 11%, mas dividendos exigem atenção

28 de setembro de 2026 Fundos Imobiliários
Vale (VALE3) perto de R$ 70: o que pode mudar nas ações?

Vale (VALE3) perto de R$ 70: o que pode mudar nas ações?

28 de setembro de 2026 Ações
Vale (VALE3) compra 30% de mineradora por US$ 190 milhões em Carajás

Vale (VALE3) compra 30% de mineradora por US$ 190 milhões em Carajás

28 de setembro de 2026 Ações
Ibovespa cai com petróleo em alta e dólar a R$ 5,22

Ibovespa cai com petróleo em alta e dólar a R$ 5,22

28 de setembro de 2026 Ações

Ações da Raízen (RAIZ4) a R$ 0,28: o que pode mudar?

28 de setembro de 2026 Ações
Petrobras pode render 14% em dividendos, mas há uma conta que o acionista não pode ignorar

Petrobras pode render 14% em dividendos, mas há uma conta que o acionista não pode ignorar

28 de setembro de 2026 Ações
Últimas Notícias
Nissan Rogue 2027 ganha nova geração híbrida e telas de 14,3 polegadas

Nissan Rogue 2027 ganha nova geração híbrida e telas de 14,3 polegadas

Por Thailane Oliveira28 de setembro de 20264 minutos lidos
NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

28 de setembro de 2026
Leapmotor B10 híbrido chega por R$ 179.990, roda até 900 km e coloca BYD e Jaecoo sob pressão

Leapmotor B10 híbrido chega por R$ 179.990, roda até 900 km e coloca BYD e Jaecoo sob pressão

28 de setembro de 2026
Quanto rendem R$ 50 mil no Tesouro Selic com os juros atuais?

Quanto rendem R$ 50 mil no Tesouro Selic com os juros atuais?

28 de setembro de 2026
INSTITUCIONAL
  • Expediente
  • Política de Cookies
  • Política Editorial
  • Quem Somos
  • Termos de Uso | A Revista
TRANSPARÊNCIA
  • Depoimentos sobre A Revista
  • Fontes Oficiais
  • Histórico
  • Aviso Legal
  • Política de Correções
EQUIPE E CREDIBILIDADE
  • Especialistas
  • Nossa linha editorial
  • Todas as editorias
  • Metodologia de Conteúdo
  • Equipe
© 2026 A Revista | Inteligência em Investimentos. Notícias e análises sobre ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo e mercados. Todos os direitos reservados. A Revista pertence à SEO Prime Soluções Web Ltda., CNPJ nº 39.501.110/0001-72. Conteúdo jornalístico e informativo. Publicidade não representa recomendação editorial.

Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.

Entrar ou Registrar

Bem vindo de volta!

Entre na sua conta abaixo.

Esqueceu a senha?