Após uma forte movimentação de preços, a Magazine Luiza (MGLU3) voltou a chamar atenção do mercado ao apresentar um comportamento técnico clássico: depois de alcançar a região dos R$ 11, a ação devolveu todo o movimento e encontrou forte suporte próximo de R$ 8,50.
Esse nível de preço marcou o retorno agressivo dos compradores, com aumento expressivo no volume negociado e sinais claros de retomada da tendência de alta no curto prazo. Em apenas um pregão, foram registradas cerca de 27 milhões de negociações, número que reforça o interesse institucional e especulativo no papel.
Esse cenário abriu espaço para uma estratégia mais eficiente do que a simples compra de ações: a utilização de opções.
Identificação da tendência: o ponto-chave da operação
Assim como em qualquer negócio, o foco não está em prever o futuro, mas em identificar onde a demanda começa a aparecer de forma consistente. No mercado financeiro, isso se traduz em fluxo comprador, aumento de liquidez e continuidade do movimento.
A leitura feita foi clara:
O mercado voltou a aceitar preços mais altos
Compradores mostraram disposição para sustentar a alta por mais tempo
O risco-retorno favorecia uma operação direcional de curto prazo
Diante disso, havia duas alternativas práticas:
Comprar ações da Magazine Luiza
Comprar contratos de opções atrelados à mesma movimentação de alta
A escolha pelas opções: menos capital, mesmo movimento
A operação foi estruturada por meio da compra de opções, que funcionam como um ativo alavancado: elas acompanham a direção do preço da ação, mas exigem um capital inicial muito menor.
Na prática:
A ação era negociada em torno de R$ 9,10
O contrato de opção custava R$ 0,63
Ou seja, enquanto uma ação exigia mais de nove reais por unidade, a opção permitia participar da mesma tendência com centavos — assumindo, obviamente, um risco maior e prazo limitado.
Resultado da operação em apenas 10 dias
A movimentação ocorreu exatamente conforme o cenário esperado. Em um período de 10 dias, a ação subiu cerca de R$ 1,20, alcançando a região de R$ 10,30.
As opções reagiram de forma muito mais intensa.
Resumo da operação
| Ativo | Preço de Entrada | Preço de Saída | Variação |
|---|---|---|---|
| MGLU3 (ação) | R$ 9,10 | R$ 10,30 | +13% |
| Opção de MGLU3 | R$ 0,63 | R$ 1,26 | +100% |
Mesmo com a opção chegando a valorizações próximas de 250% posteriormente, a saída foi realizada com 100% de ganho, respeitando o plano de risco e o conceito de que lucro realizado é lucro garantido.
Comparação direta: ação x opção
O contraste entre as duas estratégias deixa claro o impacto da alavancagem.
Cenário com opções
Capital investido: R$ 1.035
Lucro obtido: R$ 1.035
Retorno: 100% em 10 dias
Cenário com ações
Para obter o mesmo lucro de aproximadamente R$ 1.000, seria necessário:
Comprar cerca de 870 ações
Investimento total próximo de R$ 7.917
Ou seja, a mesma leitura de mercado e a mesma tendência geraram resultados semelhantes, mas com sete vezes menos capital utilizando opções.
Por que sair antes do topo também é estratégia
Muitos investidores cometem o erro de olhar apenas o quanto o ativo subiu depois da saída. No entanto, operações profissionais seguem três pilares:
Planejamento
Gestão de risco
Disciplina na execução
Encerrar a operação com 100% de lucro em apenas 10 dias já representava um retorno extremamente acima da média. Manter a posição buscando ganhos adicionais significaria assumir riscos desnecessários, especialmente em um ativo historicamente volátil como a Magazine Luiza.
Opções não são investimento, são comércio
Esse tipo de operação não se encaixa no conceito tradicional de investimento de longo prazo. Trata-se de comércio financeiro:
Compra-se um ativo com expectativa de valorização
Aguarda-se a movimentação planejada
Vende-se no momento oportuno
O capital retorna para o caixa, pronto para a próxima operação
Tudo isso pode ser feito com baixo consumo de tempo, muitas vezes exigindo apenas alguns minutos por dia para acompanhamento e ajustes.
O que essa operação ensina ao investidor
O caso da Magazine Luiza deixa lições claras:
Tendência bem identificada vale mais do que previsão
Alavancagem pode multiplicar resultados, quando bem utilizada
Menos capital não significa menos eficiência
Gestão de risco é mais importante do que tentar acertar o topo
Operações como essa não garantem resultados futuros, mas mostram como leitura de mercado, disciplina e estratégia podem transformar movimentos curtos em oportunidades relevantes.
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