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Início » Últimas Notícias » Magazine Luiza (MGLU3): operação com opções gera lucro de 100% em 10 dias e expõe o poder da alavancagem
Ações

Magazine Luiza (MGLU3): operação com opções gera lucro de 100% em 10 dias e expõe o poder da alavancagem

Movimento de alta da Magazine Luiza abriu uma janela rara no mercado de opções, permitindo ganhos expressivos com capital reduzido e controle de risco.
Carlos MenezesPor Carlos Menezes19 de dezembro de 20254 minutos lidos
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Após uma forte movimentação de preços, a Magazine Luiza (MGLU3) voltou a chamar atenção do mercado ao apresentar um comportamento técnico clássico: depois de alcançar a região dos R$ 11, a ação devolveu todo o movimento e encontrou forte suporte próximo de R$ 8,50.

Esse nível de preço marcou o retorno agressivo dos compradores, com aumento expressivo no volume negociado e sinais claros de retomada da tendência de alta no curto prazo. Em apenas um pregão, foram registradas cerca de 27 milhões de negociações, número que reforça o interesse institucional e especulativo no papel.

Esse cenário abriu espaço para uma estratégia mais eficiente do que a simples compra de ações: a utilização de opções.

Identificação da tendência: o ponto-chave da operação

Assim como em qualquer negócio, o foco não está em prever o futuro, mas em identificar onde a demanda começa a aparecer de forma consistente. No mercado financeiro, isso se traduz em fluxo comprador, aumento de liquidez e continuidade do movimento.

A leitura feita foi clara:

  • O mercado voltou a aceitar preços mais altos

  • Compradores mostraram disposição para sustentar a alta por mais tempo

  • O risco-retorno favorecia uma operação direcional de curto prazo

Diante disso, havia duas alternativas práticas:

  1. Comprar ações da Magazine Luiza

  2. Comprar contratos de opções atrelados à mesma movimentação de alta

A escolha pelas opções: menos capital, mesmo movimento

A operação foi estruturada por meio da compra de opções, que funcionam como um ativo alavancado: elas acompanham a direção do preço da ação, mas exigem um capital inicial muito menor.

Na prática:

  • A ação era negociada em torno de R$ 9,10

  • O contrato de opção custava R$ 0,63

Ou seja, enquanto uma ação exigia mais de nove reais por unidade, a opção permitia participar da mesma tendência com centavos — assumindo, obviamente, um risco maior e prazo limitado.

Resultado da operação em apenas 10 dias

A movimentação ocorreu exatamente conforme o cenário esperado. Em um período de 10 dias, a ação subiu cerca de R$ 1,20, alcançando a região de R$ 10,30.

As opções reagiram de forma muito mais intensa.

Resumo da operação

AtivoPreço de EntradaPreço de SaídaVariação
MGLU3 (ação)R$ 9,10R$ 10,30+13%
Opção de MGLU3R$ 0,63R$ 1,26+100%

Mesmo com a opção chegando a valorizações próximas de 250% posteriormente, a saída foi realizada com 100% de ganho, respeitando o plano de risco e o conceito de que lucro realizado é lucro garantido.

Comparação direta: ação x opção

O contraste entre as duas estratégias deixa claro o impacto da alavancagem.

Cenário com opções

  • Capital investido: R$ 1.035

  • Lucro obtido: R$ 1.035

  • Retorno: 100% em 10 dias

Cenário com ações

  • Para obter o mesmo lucro de aproximadamente R$ 1.000, seria necessário:

    • Comprar cerca de 870 ações

    • Investimento total próximo de R$ 7.917

Ou seja, a mesma leitura de mercado e a mesma tendência geraram resultados semelhantes, mas com sete vezes menos capital utilizando opções.

Por que sair antes do topo também é estratégia

Muitos investidores cometem o erro de olhar apenas o quanto o ativo subiu depois da saída. No entanto, operações profissionais seguem três pilares:

  • Planejamento

  • Gestão de risco

  • Disciplina na execução

Encerrar a operação com 100% de lucro em apenas 10 dias já representava um retorno extremamente acima da média. Manter a posição buscando ganhos adicionais significaria assumir riscos desnecessários, especialmente em um ativo historicamente volátil como a Magazine Luiza.

Opções não são investimento, são comércio

Esse tipo de operação não se encaixa no conceito tradicional de investimento de longo prazo. Trata-se de comércio financeiro:

  • Compra-se um ativo com expectativa de valorização

  • Aguarda-se a movimentação planejada

  • Vende-se no momento oportuno

  • O capital retorna para o caixa, pronto para a próxima operação

Tudo isso pode ser feito com baixo consumo de tempo, muitas vezes exigindo apenas alguns minutos por dia para acompanhamento e ajustes.

O que essa operação ensina ao investidor

O caso da Magazine Luiza deixa lições claras:

  • Tendência bem identificada vale mais do que previsão

  • Alavancagem pode multiplicar resultados, quando bem utilizada

  • Menos capital não significa menos eficiência

  • Gestão de risco é mais importante do que tentar acertar o topo

Operações como essa não garantem resultados futuros, mas mostram como leitura de mercado, disciplina e estratégia podem transformar movimentos curtos em oportunidades relevantes.

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Carlos Menezes
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Carlos Menezes é economista e analista de mercado, com MBA em Finanças pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e mais de 15 anos de experiência acompanhando indicadores econômicos e políticas públicas. Na A Revista, analisa juros, inflação, câmbio, economia e mercados, com atenção às fontes dos dados, ao período de referência e aos efeitos para empresas e investimentos.

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