A Kepler Weber, referência no setor de armazenagem de grãos, lançou um programa robusto de recompra de ações válido até 2027. O objetivo é fortalecer a valorização do papel, que já caiu mais de 40% em 12 meses, mas mantém fundamentos sólidos.
Segundo estimativas de analistas, o preço justo projetado para o papel gira em torno de R$ 11,36, contra uma cotação atual próxima de R$ 7,75. Isso significa uma margem de valorização de quase 50%.
Dividendos atraentes mesmo com queda
Além da recompra, a Kepler mantém uma política consistente de distribuição de dividendos. Nos últimos 12 meses, foram pagos cerca de R$ 0,70 por ação, garantindo um dividend yield superior a 9%.
Esse retorno se torna ainda mais atrativo no cenário de queda gradual da Selic, já que reduz o custo do crédito e aumenta a competitividade da empresa frente à renda fixa.
Déficit de armazenagem: a tese por trás do crescimento
A grande tese de investimento na Kepler está no déficit brasileiro de capacidade de armazenagem de grãos. O país bate recordes de safra, mas ainda carece de silos suficientes.
Essa lacuna representa uma oportunidade bilionária, já que produtores precisam estocar e comercializar sua produção em melhores momentos de preço.
Com tecnologia aplicada ao agro, a Kepler não apenas constrói silos, mas também oferece soluções logísticas e inteligência de dados, ampliando o valor agregado do negócio.
Outras ações do agro que merecem atenção
Além da Kepler, outras companhias do setor estão no radar dos investidores:
Agro3: cotada a R$ 20, com preço teto projetivo de R$ 28. Dividendos atrativos acima de 8% e queda expressiva no último ano.
São Martinho (SMTO3): uma das gigantes sucroenergéticas do país, sofreu forte desvalorização de quase 50% recentemente, mas continua sendo líder em receita e expansão no etanol e açúcar.
Essas quedas podem abrir espaço para ganhos de médio e longo prazo, especialmente para quem busca diversificação no agro.
Indicadores e fundamentos
ROE acima de 20%: a Kepler mantém uma das maiores rentabilidades entre empresas listadas do setor.
Margem líquida próxima de 10%: sinal de eficiência operacional mesmo em períodos de queda.
Endividamento controlado: caixa sólido e dívida equilibrada, o que dá segurança adicional ao investidor.
| Empresa | Dividend Yield (2024/25) | Preço atual | Preço teto projetado | Potencial de valorização |
|---|---|---|---|---|
| Kepler Weber | ~9% | R$ 7,75 | R$ 11,36 | +46% |
| Agro3 | ~8% | R$ 20,00 | R$ 28,00 | +40% |
| São Martinho | ~7% | R$ 12,00 | R$ 12,25 | Estável |
O setor agroindustrial, mesmo em meio à volatilidade da Bolsa, segue oferecendo grandes oportunidades de valorização e dividendos atrativos.
A Kepler, com recompra de ações e uma tese única ligada ao déficit de armazenagem, desponta como a favorita entre analistas e investidores.
Já Agro3 e São Martinho, apesar das quedas recentes, podem ser alternativas estratégicas para quem busca posições em empresas resilientes, ligadas ao coração da economia brasileira: o agronegócio.
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