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Início » Últimas Notícias » ITUB4, ITSA4, CMIG4, KLBN11 e SUZB3: o que explica a busca por dividendos em meio à queda das ações
Ações

ITUB4, ITSA4, CMIG4, KLBN11 e SUZB3: o que explica a busca por dividendos em meio à queda das ações

Enquanto Itaú e Itaúsa seguem no radar dos dividendos, Klabin e Suzano sofrem com o ciclo da celulose, e Cemig chama atenção por movimentações de grandes investidores.
André CarvalhoPor André Carvalho27 de maio de 20264 minutos lidos
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ITUB4, ITSA4, CMIG4, KLBN11 e SUZB3: o que explica a busca por dividendos em meio à queda das ações
ITUB4, ITSA4, CMIG4, KLBN11 e SUZB3: o que explica a busca por dividendos em meio à queda das ações

A busca por ações de dividendos voltou a ganhar força entre investidores que acompanham empresas tradicionais da Bolsa brasileira. Nomes como Itaú Unibanco, Itaúsa, Cemig, Klabin e Suzano aparecem no centro das discussões por motivos diferentes: remuneração ao acionista, queda nas cotações, exposição a ciclos de commodities e movimentações de grandes investidores.

No caso do Itaú Unibanco, a comparação entre ITUB3 e ITUB4 chamou atenção porque as ações preferenciais historicamente costumam negociar com maior liquidez. O banco informa que remunera acionistas desde julho de 1980 por meio de dividendos e juros sobre capital próprio, com distribuição igual para ações ordinárias e preferenciais.

A discussão, porém, não se limita ao dividendo. Para pequenos investidores, a diferença entre ITUB3 e ITUB4 precisa considerar preço, liquidez, tributação em caso de venda com lucro e custos de troca de posição. Mesmo que uma ação pareça mais descontada, uma eventual “arbitragem” pode não compensar se houver imposto de renda, spread e taxas.

Itaúsa ainda depende fortemente do Itaú

A Itaúsa (ITSA4) segue sendo uma das holdings mais conhecidas da Bolsa, mas sua tese continua muito ligada ao desempenho do Itaú. A companhia mantém política de dividendo mínimo de 25% do lucro líquido ajustado e prevê proventos trimestrais de R$ 0,02 líquidos por ação, além de pagamentos adicionais quando a administração considerar adequado.

No primeiro trimestre de 2026, a Itaúsa registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,5 bilhões, alta de 17% na comparação anual, segundo dados divulgados ao mercado. O desempenho foi sustentado principalmente pelo Itaú Unibanco e pela recuperação das investidas não financeiras.

Klabin e Suzano sofrem com ciclo ruim da celulose

Já Klabin e Suzano vivem outro momento. As empresas do setor de papel e celulose são mais sensíveis ao ciclo internacional da commodity, ao câmbio e à demanda global. A Suzano é a maior produtora mundial de celulose e uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina.

Com preços mais pressionados da celulose e resultados operacionais mais fracos em relação aos picos recentes, as ações do setor passaram por forte correção. Esse tipo de movimento não é incomum em empresas cíclicas: quando o ciclo está favorável, lucros e dividendos podem crescer; quando vira, as cotações costumam sofrer com intensidade.

Para investidores de longo prazo, o setor pode parecer mais atrativo após quedas expressivas, mas exige tolerância à volatilidade. Suzano historicamente não é vista como uma grande pagadora recorrente de dividendos, enquanto Klabin também pode ter períodos de menor distribuição dependendo do lucro, alavancagem e ciclo de investimentos.

Cemig chama atenção por dividendos e grandes acionistas

A Cemig também entrou no radar por causa da queda recente das ações e da presença de investidores relevantes na companhia. A empresa continua sendo uma das elétricas mais acompanhadas da Bolsa, especialmente por quem busca dividendos, exposição ao setor de energia e ativos considerados mais defensivos.

A tese em Cemig envolve fatores como distribuição de lucro, controle estatal, regulação do setor elétrico, privatização ou não da companhia e movimentos de acionistas relevantes. Para o investidor pessoa física, o ponto principal é entender que ações ordinárias e preferenciais podem ter liquidez, direitos e comportamentos de mercado diferentes.

Principais pontos para observar

EmpresaTese principalPonto de atenção
ItaúBanco lucrativo e pagador recorrenteDiferença entre ITUB3 e ITUB4
ItaúsaHolding com foco em dividendosForte dependência do Itaú
CemigElétrica com apelo de dividendosRisco político e regulação
KlabinPapel e celulose no ciclo baixoVolatilidade e possível queda de lucro
SuzanoLíder global em celulosePreço da celulose e câmbio

Rentabilidade passada não garante resultado futuro

O esboço também cita uma carteira que teria rendido acima do Ibovespa e do CDI em determinados períodos. Esse tipo de comparação pode ser útil para avaliar estratégia, mas precisa ser lido com cautela. Uma carteira pode superar o mercado em uma janela e ficar abaixo em outra, especialmente em períodos de crise.

O mais importante é observar consistência, diversificação, controle de risco, reinvestimento de dividendos e capacidade de atravessar ciclos negativos sem decisões impulsivas.

Itaú e Itaúsa seguem como nomes fortes para quem busca previsibilidade e dividendos no setor financeiro. Cemig combina potencial de renda com riscos políticos e regulatórios. Klabin e Suzano, por outro lado, dependem mais da recuperação do ciclo da celulose e exigem visão de médio e longo prazo.

Para o investidor, a principal lição é clara: dividendos importam, mas não devem ser analisados isoladamente. Preço, qualidade do negócio, endividamento, ciclo econômico e risco setorial precisam entrar na conta.

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André Carvalho
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André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

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