O Itaú Unibanco divulgou o resultado do quarto trimestre de 2025 com lucro recorrente de R$ 12,3 bilhões, o maior da história do banco para um trimestre. O desempenho representa:
- Alta de 3,7% frente ao trimestre anterior
- Crescimento de 13,2% na comparação anual
- Resultado acima das estimativas do mercado, reforçando a consistência operacional da instituição
Mesmo sem novo anúncio de dividendos neste momento, o balanço mostra um banco ainda mais rentável, eficiente e resiliente.
Por que não houve novo anúncio de dividendos?
O ponto que gerou dúvida entre investidores foi a ausência de novo comunicado de dividendos neste início de ano. Porém, não houve corte, e sim antecipação.
No fim de 2024, o Itaú adiantou pagamentos por causa da discussão sobre possível tributação de dividendos. Assim:
O dividendo referente ao exercício de 2025 já foi parcialmente distribuído antes
O fluxo de remuneração ao acionista segue preservado
A política de proventos do banco não foi alterada
A expectativa de mercado continua apontando para aproximadamente R$ 3,25 por ação ao longo do ano, o que representa um dividend yield relevante para o setor bancário.
Produto bancário cresce e mostra força do negócio
O produto bancário avançou 7,9% em relação ao ano anterior, puxado principalmente por:
| Linha de Receita | Variação |
| Margem financeira com clientes | +8,6% |
| Receita de serviços | +7,4% |
| Seguros | +15,3% |
O grande destaque foi a área de serviços, que cresce acima da inflação mesmo com a pressão das fintechs, mostrando fidelização de clientes e capacidade de geração de receitas recorrentes.
Custo do crédito sobe, mas inadimplência segue controlada
O cenário de juros elevados pressionou o sistema financeiro, e o Itaú não ficou imune:
- Custo do crédito +8,7%
- Maior pressão no varejo pessoa física
- Pequenas e médias empresas também registram leve alta
Porém, os números mostram controle do risco:
- Inadimplência acima de 90 dias no Brasil próxima de 2%
- Inadimplência consolidada em 1,9%
- América Latina fora do Brasil mostra queda no atraso
Ou seja, o banco absorve o aumento das perdas sem comprometer o crescimento do lucro.
Despesas sob controle: eficiência em destaque
Mesmo investindo forte em tecnologia e digitalização, o banco manteve disciplina:
- Custos operacionais crescendo abaixo da inflação
- Despesas totais +3%
- Brasil com leve pressão por investimentos em tecnologia e pessoal
Isso ajuda a explicar o salto da rentabilidade.
ROE impressiona e consolida liderança
O retorno sobre patrimônio (ROE) fechou o ano em 23,4%, um dos maiores entre grandes bancos do mundo. Isso mostra:
Forte geração de valor
Modelo de negócios eficiente
Capacidade de crescer mesmo em cenário macro desafiador
A ação já subiu muito isso pesa?
Nos últimos 12 meses:
- Ações do Itaú acumulam cerca de 70% de valorização, considerando dividendos
- A holding Itaúsa também disparou e ainda negocia com desconto histórico relevante em relação às participações
Esse forte desempenho pode gerar volatilidade no curto prazo, mas reforça a tese de banco sólido e previsível.
Resultado forte, estrutura saudável
O balanço mostra que o Itaú:
Bateu recorde histórico de lucro
Cresce em serviços e receitas recorrentes
Mantém inadimplência controlada
Segura custos mesmo investindo em tecnologia
Preserva a política de dividendos (mesmo com antecipações)
Mesmo sem novo anúncio imediato de proventos, o banco segue como uma das instituições mais rentáveis e eficientes da América Latina, sustentando sua posição de destaque no setor financeiro.
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