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Início » Últimas Notícias » GGRC11 fecha 2025 com vendas, aquisições e renda projetada para 2026
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GGRC11 fecha 2025 com vendas, aquisições e renda projetada para 2026

Relatório gerencial de dezembro mostra venda de ativo vago, queda quase total da vacância, crescimento recorde de cotistas e manutenção da renda base para 2026.
André CarvalhoPor André Carvalho14 de janeiro de 20264 minutos lidos
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O GGRC11 encerrou dezembro de 2025 com um dos relatórios gerenciais mais movimentados de sua história. O período foi marcado por venda relevante de ativo, finalização de aquisição estratégica, renovação contratual e forte expansão da base de cotistas — fatores que reposicionam o fundo para 2026.

Na virada do ano, o fundo era negociado próximo de R$ 9,90, acumulando valorização superior a 22% em 12 meses, mas ainda com P/VP de 0,88, o que representa deságio de cerca de 12% frente ao valor patrimonial. O patrimônio líquido gira em torno de R$ 2,4 bilhões, com liquidez média diária acima de R$ 9 milhões e mais de 208 mil cotistas, número que segue em trajetória acelerada de crescimento.

Portfólio, contratos e estrutura operacional

O portfólio do fundo soma 36 imóveis, com 711 mil m² de área bruta locável (ABL). O prazo médio dos contratos é de aproximadamente 4,5 anos, com forte predominância de contratos atípicos, que representam 87% da carteira, trazendo previsibilidade de caixa.

Após a venda realizada em dezembro, a vacância física caiu para apenas 0,21%, praticamente zerada, um avanço relevante frente aos níveis observados meses antes. O fundo segue majoritariamente exposto a ativos logísticos, além de imóveis industriais e híbridos.

Venda do CT Campinas: impacto direto nos resultados

O principal destaque do mês foi o desinvestimento do Centro de Distribuição de Campinas, anunciado em 30 de dezembro de 2025. O imóvel foi vendido por R$ 77 milhões, operação que:

  • Eliminou um ativo vago que pressionava a vacância

  • Melhorou a liquidez do fundo

  • Gerou lucro estimado de R$ 21,5 milhões, equivalente a cerca de R$ 0,10 por cota

  • Representou taxa interna de retorno próxima de 17% ao ano

Parte da exposição econômica ao ativo foi mantida por meio das cotas recebidas na transação, estratégia que preserva potencial de ganho sem comprometer o caixa.

Aquisição e renovação contratual reforçam previsibilidade

Além da venda, o fundo concluiu a aquisição definitiva do imóvel locado à ICT Brasil, também em Campinas, após o pagamento da última parcela de R$ 7,7 milhões, consolidando 100% da propriedade.

Outro ponto relevante foi a renovação do contrato do Centro de Distribuição da AEP, em Santa Luzia (MG), com prorrogação por mais cinco anos, estendendo o vencimento para 2030 e reforçando a estabilidade da receita.

Resultado financeiro de dezembro

Em dezembro de 2025, o fundo apresentou:

  • Receita total: R$ 23,5 milhões

  • Despesas: R$ 4,19 milhões

  • Resultado líquido: R$ 19,34 milhões

Mesmo com resultado distribuível inferior ao total pago, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota, graças ao resultado acumulado de vendas anteriores, mostrando capacidade de sustentar o patamar atual de rendimentos.

Renda projetada para 2026

A gestão estabeleceu R$ 0,10 por cota como renda base para todo o exercício de 2026. Esse valor não considera eventos extraordinários que podem elevar os rendimentos, como:

  • Novas vendas de ativos com lucro

  • Ganhos operacionais adicionais

  • Reajustes contratuais

  • Alocação do galpão de Queimados

  • Possível liberação de valores depositados em juízo relacionados a aluguéis antigos

Somente em dezembro, quase 19% dos contratos foram reajustados, e em janeiro outros 8% passam por correção, majoritariamente atrelados ao IPCA, índice usado em cerca de 90% da carteira.

Inquilinos e diversificação

Os principais inquilinos em receita no período foram Renault, Ambev e Americanas. A diversificação avançou de forma significativa, reduzindo a concentração que no passado superava 30% em poucos locatários. Atualmente, o fundo apresenta exposição equilibrada a diferentes setores, com destaque para varejo e máquinas e equipamentos.

Crescimento da base de cotistas e perspectiva

Somente em dezembro, o fundo registrou entrada aproximada de 37 mil novos investidores, sinalizando aumento expressivo de visibilidade e confiança do mercado. A combinação de vacância mínima, contratos longos, renda previsível e desconto patrimonial coloca o fundo em posição competitiva para 2026.

A expectativa é de continuidade na estratégia de reciclagem de portfólio, com possível redução gradual da exposição a ativos industriais e reforço em imóveis logísticos, ampliando ainda mais a qualidade da carteira.

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André Carvalho
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André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

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