O GGRC11 encerrou dezembro de 2025 com um dos relatórios gerenciais mais movimentados de sua história. O período foi marcado por venda relevante de ativo, finalização de aquisição estratégica, renovação contratual e forte expansão da base de cotistas — fatores que reposicionam o fundo para 2026.
Na virada do ano, o fundo era negociado próximo de R$ 9,90, acumulando valorização superior a 22% em 12 meses, mas ainda com P/VP de 0,88, o que representa deságio de cerca de 12% frente ao valor patrimonial. O patrimônio líquido gira em torno de R$ 2,4 bilhões, com liquidez média diária acima de R$ 9 milhões e mais de 208 mil cotistas, número que segue em trajetória acelerada de crescimento.
Portfólio, contratos e estrutura operacional
O portfólio do fundo soma 36 imóveis, com 711 mil m² de área bruta locável (ABL). O prazo médio dos contratos é de aproximadamente 4,5 anos, com forte predominância de contratos atípicos, que representam 87% da carteira, trazendo previsibilidade de caixa.
Após a venda realizada em dezembro, a vacância física caiu para apenas 0,21%, praticamente zerada, um avanço relevante frente aos níveis observados meses antes. O fundo segue majoritariamente exposto a ativos logísticos, além de imóveis industriais e híbridos.
Venda do CT Campinas: impacto direto nos resultados
O principal destaque do mês foi o desinvestimento do Centro de Distribuição de Campinas, anunciado em 30 de dezembro de 2025. O imóvel foi vendido por R$ 77 milhões, operação que:
Eliminou um ativo vago que pressionava a vacância
Melhorou a liquidez do fundo
Gerou lucro estimado de R$ 21,5 milhões, equivalente a cerca de R$ 0,10 por cota
Representou taxa interna de retorno próxima de 17% ao ano
Parte da exposição econômica ao ativo foi mantida por meio das cotas recebidas na transação, estratégia que preserva potencial de ganho sem comprometer o caixa.
Aquisição e renovação contratual reforçam previsibilidade
Além da venda, o fundo concluiu a aquisição definitiva do imóvel locado à ICT Brasil, também em Campinas, após o pagamento da última parcela de R$ 7,7 milhões, consolidando 100% da propriedade.
Outro ponto relevante foi a renovação do contrato do Centro de Distribuição da AEP, em Santa Luzia (MG), com prorrogação por mais cinco anos, estendendo o vencimento para 2030 e reforçando a estabilidade da receita.
Resultado financeiro de dezembro
Em dezembro de 2025, o fundo apresentou:
Receita total: R$ 23,5 milhões
Despesas: R$ 4,19 milhões
Resultado líquido: R$ 19,34 milhões
Mesmo com resultado distribuível inferior ao total pago, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota, graças ao resultado acumulado de vendas anteriores, mostrando capacidade de sustentar o patamar atual de rendimentos.
Renda projetada para 2026
A gestão estabeleceu R$ 0,10 por cota como renda base para todo o exercício de 2026. Esse valor não considera eventos extraordinários que podem elevar os rendimentos, como:
Novas vendas de ativos com lucro
Ganhos operacionais adicionais
Reajustes contratuais
Alocação do galpão de Queimados
Possível liberação de valores depositados em juízo relacionados a aluguéis antigos
Somente em dezembro, quase 19% dos contratos foram reajustados, e em janeiro outros 8% passam por correção, majoritariamente atrelados ao IPCA, índice usado em cerca de 90% da carteira.
Inquilinos e diversificação
Os principais inquilinos em receita no período foram Renault, Ambev e Americanas. A diversificação avançou de forma significativa, reduzindo a concentração que no passado superava 30% em poucos locatários. Atualmente, o fundo apresenta exposição equilibrada a diferentes setores, com destaque para varejo e máquinas e equipamentos.
Crescimento da base de cotistas e perspectiva
Somente em dezembro, o fundo registrou entrada aproximada de 37 mil novos investidores, sinalizando aumento expressivo de visibilidade e confiança do mercado. A combinação de vacância mínima, contratos longos, renda previsível e desconto patrimonial coloca o fundo em posição competitiva para 2026.
A expectativa é de continuidade na estratégia de reciclagem de portfólio, com possível redução gradual da exposição a ativos industriais e reforço em imóveis logísticos, ampliando ainda mais a qualidade da carteira.
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