Desde a privatização, a Eletrobras (ELET3/ELET6) passou por mudanças profundas na gestão, que já refletem em números mais sólidos e em expectativas otimistas para os investidores. O Itaú BBA elevou o preço-alvo das ações para R$ 63, representando um potencial de valorização superior a 30% frente à cotação atual de R$ 47,92.
Além disso, o banco destaca que a empresa pode se consolidar como uma das maiores pagadoras de dividendos do setor elétrico nos próximos anos, combinando fundamentos robustos com uma gestão mais eficiente.
Margens fortalecidas pela queda no preço da energia
O mercado projeta queda gradual nos preços da energia elétrica até 2033, mas a Eletrobras deve se beneficiar desse cenário. A companhia consegue operar com custos médios de geração na faixa de R$ 108 por MWh, o que garante margens atrativas em relação às concorrentes.
Projeções para preços médios da energia no Brasil:
| Ano | Preço médio estimado (R$/MWh) |
|---|---|
| 2025 | 310 |
| 2026 | 251 |
| 2027 | 213 |
| 2028 | 190 |
| 2029-2032 | 200 |
| 2033 em diante | 160 |
Essa diferença estrutural cria uma assimetria positiva para a Eletrobras, capaz de sustentar lucros e dividendos mesmo diante da queda no mercado de energia.
RBSE garante receita extra
Outro fator que reforça a projeção positiva é o acordo firmado entre a União e a Eletrobras sobre a RBSE (Rede Básica do Sistema Existente). Essa receita, referente a investimentos antigos em transmissão, foi renegociada e terá fluxo de pagamentos definido, trazendo previsibilidade ao caixa da companhia.
A expectativa é que essa receita adicional fortaleça a capacidade da empresa de manter pagamentos recorrentes de dividendos.
Dividendos em alta
Em 2025, a Eletrobras já distribuiu R$ 2,65 por ação em proventos, alcançando um dividend yield próximo de 8% no período. O mercado espera que a companhia finalize o ano com quatro pagamentos de dividendos, reforçando o perfil de retorno ao acionista.
Com redução de despesas operacionais (PMSO), aumento de eficiência e investimentos estratégicos em novos ativos, os analistas projetam que a empresa poderá combinar crescimento e distribuição generosa de lucros.
A maior elétrica da América Latina
Com 44 GW de capacidade instalada — 99% em fontes renováveis — e mais de 73 mil km em linhas de transmissão, a Eletrobras é a maior companhia de energia elétrica da América Latina.
Hoje, a empresa responde por:
17% da capacidade de geração elétrica do Brasil
37% do market share em transmissão
Receita anual regulatória (RAP) de R$ 17 bilhões
Mesmo após oscilações em seus balanços recentes, a companhia mostra sinais de fortalecimento no médio e longo prazo.
A combinação de margens elevadas, receitas adicionais da RBSE, corte de despesas e política de investimentos pode tornar a Eletrobras uma das maiores oportunidades do setor elétrico.
Embora o cenário dependa das condições macroeconômicas e da evolução regulatória, os analistas destacam que a companhia tem potencial para unir valorização das ações e dividendos acima da média do mercado.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






