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Cinco ações internacionais que continuam lucrando mesmo com risco de bolha

Apesar das incertezas globais e do temor de uma bolha, gigantes como Amazon, Microsoft, Nvidia, JPMorgan e Morgan Stanley continuam entregando lucros recordes e se destacam no mercado internacional.
Eduardo MartinsPor Eduardo Martins22 de outubro de 20254 minutos lidos
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O temor de uma nova bolha no mercado global voltou a preocupar investidores, mas os resultados das grandes companhias americanas mostram um cenário ainda robusto. Mesmo em meio a tensões comerciais entre Estados Unidos e China, apagões no governo americano e desaceleração prevista para 2026, empresas como Amazon, Microsoft, Nvidia, JPMorgan e Morgan Stanley continuam registrando lucros expressivos, sustentando o otimismo no mercado internacional.

A queda recente do dólar também tem favorecido brasileiros que desejam diversificar seus investimentos no exterior. Com juros americanos em trajetória de queda e uma possível recessão no radar, o momento é visto por especialistas como propício para dolarizar parte do patrimônio — aproveitando o câmbio mais acessível e o desempenho sólido das big techs e dos grandes bancos dos EUA.

Amazon: inovação e lucro em alta

Fundada em 1994, a Amazon mantém sua posição como a maior empresa de e-commerce do mundo. Com expansão global e novas linhas de receita — como Amazon Fresh, Whole Foods, Amazon Prime e o crescimento da AWS (sua divisão de nuvem) —, a companhia registrou lucro líquido de US$ 18 bilhões, alta de 34,7%.

Mesmo após instabilidades na infraestrutura da AWS, as ações da empresa seguem em valorização, impulsionadas pela constante inovação e pela diversificação das fontes de receita.

Microsoft: liderança na corrida da inteligência artificial

A Microsoft, criada em 1975, continua sendo uma das empresas mais sólidas do planeta. Recentemente, fechou acordos estratégicos para aquisição de GPUs da Nvidia, fortalecendo sua posição na corrida pela inteligência artificial e pela expansão de data centers.

O lucro trimestral da companhia atingiu US$ 27,2 bilhões, um salto de 24%, impulsionado por sua diversificação entre softwares (Windows e Office), jogos (Xbox), redes sociais (LinkedIn) e serviços em nuvem (Azure).

Nvidia: a mais valiosa do mundo

Fundada em 1993, a Nvidia se consolidou como líder global em chips gráficos e inteligência artificial. Com valor de mercado superior a US$ 4 trilhões, ultrapassou Apple e Microsoft, tornando-se a empresa mais valiosa do planeta.

Seu lucro no segundo trimestre foi de US$ 26,4 bilhões, alta de quase 60%, sustentada pela demanda crescente de data centers e soluções voltadas para IA. Apesar de críticas sobre uma possível “ciranda” entre gigantes de tecnologia comprando produtos entre si, a Nvidia segue ditando o ritmo da inovação global.

JPMorgan: solidez em meio à instabilidade

Maior banco dos Estados Unidos, o JPMorgan mantém reputação de estabilidade e força mesmo com crises bancárias regionais. No terceiro trimestre, registrou lucro líquido de US$ 14,3 bilhões, crescimento de 12%, impulsionado pela expansão nos segmentos de investimentos e gestão de patrimônio.

O banco anunciou ainda um plano de US$ 1,5 trilhão para fortalecer a indústria americana, reforçando sua posição estratégica na economia do país e seu compromisso com a agenda “America First”.

Morgan Stanley: foco global e aposta no Brasil

Com forte presença em mais de 40 países, o Morgan Stanley tem ampliado suas apostas em mercados emergentes, incluindo o Brasil e o México. No último trimestre, reportou lucro líquido de US$ 4,6 bilhões, crescimento de 44%, superando as projeções do mercado.

Além disso, o banco passou a oferecer maior acesso a fundos de criptomoedas, mostrando uma mudança de postura frente ao avanço dos ativos digitais.

Diversificação e dólar mais barato impulsionam investimentos

Com o dólar em queda e juros americanos em retração, o cenário é visto como uma oportunidade para brasileiros iniciarem a dolarização do patrimônio e acessarem empresas de grande performance global. Plataformas internacionais já permitem a compra de frações de ações, democratizando o acesso a papéis de gigantes como Amazon, Microsoft e Nvidia.

A diversificação geográfica é uma das estratégias mais defendidas por especialistas, especialmente diante dos riscos políticos e econômicos do Brasil e da volatilidade global.

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Eduardo Martins
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Eduardo Martins é planejador financeiro certificado (CFP®) e consultor de investimentos, com mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro. Na A Revista, explica renda fixa, fundos imobiliários, dividendos, simulações de quanto rende e planejamento financeiro. Apresenta premissas, custos, tributação e riscos, sem converter cenários em promessa de retorno.

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