A Chevron Corporation (CVX), maior holding de energia de Warren Buffett, segue sendo apontada como uma das oportunidades mais atraentes do setor. Com dividendos anualizados de 4,27% e uma trajetória de 37 anos consecutivos de aumentos, a empresa combina solidez financeira com perspectivas de valorização no curto e médio prazo.
Buffett detém 6,79% de sua carteira da Berkshire Hathaway em ações da Chevron, superando até a Occidental Petroleum. Para analistas, a companhia está negociada a múltiplos abaixo do potencial, considerando que o lucro por ação (EPS) deve crescer quase 50% até 2027.
Fatores que sustentam o crescimento da Chevron
Demanda de energia: o consumo global de petróleo e gás segue em alta, apoiado pela expansão de data centers e pela revolução da inteligência artificial, que exigem maior produção energética.
Produção recorde: nos EUA, a Chevron atingiu mais de 1 milhão de barris por dia na Bacia do Permiano, dobrando sua produção em cinco anos.
Aquisição da Hess: a compra fortalece o portfólio de xisto, aumentando o fluxo de caixa livre projetado em US$ 12,5 bilhões até 2026.
Diversificação: a entrada no setor de lítio, com 125 mil acres adquiridos no Texas e Arkansas, amplia a estratégia rumo a energias do futuro.
Eficiência: a empresa reduziu custos unitários de produção em 30% e prevê mais US$ 3 bilhões em cortes estruturais até 2026.
Chevron frente à concorrência
Na comparação com gigantes como Exxon Mobil (XOM), Coca-Cola (KO) e Procter & Gamble (PG), a Chevron aparece descontada. Enquanto sua relação preço/lucro de 2025 é de 20,18x, a expectativa é que esse múltiplo caia para 13,6x em 2027, acompanhando o crescimento acelerado do EPS.
Além disso, o dividend yield da empresa supera o retorno dos títulos de 10 anos do Tesouro americano, reforçando o apelo para investidores em busca de renda.
Impacto da queda dos juros nos dividendos
Com o Federal Reserve iniciando cortes de juros e o mercado projetando mais reduções até o fim de 2026, os dividendos da Chevron tornam-se ainda mais atrativos. Em um cenário de menor rentabilidade em ativos livres de risco, a empresa oferece não apenas renda, mas também perspectiva de valorização do capital.
Enquanto o mercado se concentra em empresas de tecnologia, a Chevron segue subvalorizada e com um portfólio sólido, capaz de sustentar o crescimento mesmo em ciclos desafiadores. A combinação de produção recorde, diversificação com lítio, aquisição da Hess e dividendos robustos coloca a companhia em posição estratégica para capturar valor no médio e longo prazo.
Para investidores que buscam equilíbrio entre renda passiva e potencial de valorização, a Chevron aparece como uma das apostas mais promissoras de 2025 e além.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






