A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) confirmou o pagamento de dividendos na ordem de R$ 604 milhões até o fim de 2025, reforçando sua posição entre as principais pagadoras da Bolsa brasileira. No ranking nacional de dividendos, a empresa ocupa atualmente a 18ª colocação, considerando o ticker CEMIG4.
A empresa programou um pagamento relevante de R$ 0,32 por ação em 30 de dezembro de 2025, referente à data-com de 30 de abril de 2025. Além disso, há valores já previstos para 2026, contemplando novas distribuições de JCP e dividendos residuais, prática comum na política da companhia, que tradicionalmente realiza pagamentos com defasagem superior a 12 meses.
Desempenho recente e oportunidades de compra
As ações da Cemig têm mostrado volatilidade em 2025. Após atingir R$ 11,50, os papéis recuaram para R$ 10,50, aproximando-se de um possível piso técnico próximo de R$ 10,00.
Mesmo com essa queda, casas de análise seguem projetando preço-alvo de R$ 12,40, indicando potencial de valorização de até 10%.
O dividend yield projetado para os próximos 12 meses gira em torno de 6,5%, abaixo da média histórica de 7,3% registrada nos últimos cinco anos, sem contar bonificações e JCPs adicionais. Segundo cálculos da plataforma GF+, o preço-teto ideal para o papel é de R$ 11,76, podendo atingir R$ 13,10 em um cenário otimista.
Fundamentos sólidos e rentabilidade acima da média
Mesmo com a redução no rendimento, a Cemig continua se destacando por sua eficiência operacional e estrutura financeira equilibrada. A companhia apresenta retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 22,8% e P/L de apenas 4,7, um múltiplo considerado atrativo para o setor elétrico.
A dívida líquida permanece controlada e o EBITDA sólido demonstra que a empresa segue com margens consistentes e previsíveis. O setor elétrico, por sua natureza defensiva, mantém a Cemig como uma opção estável para investidores que buscam renda passiva e previsibilidade em lucros e dividendos.
Dividendos em queda, mas empresa mantém atratividade
Embora o dividendo pago em 2025 tenha recuado de R$ 1,26 para R$ 0,73 por ação, uma queda de quase 50%, a empresa ainda é considerada uma das mais atrativas para o longo prazo.
Sua combinação de baixo endividamento, alta rentabilidade e histórico de bonificações garante presença constante nas carteiras de investidores de perfil conservador e moderado.
Além disso, há expectativas no mercado sobre possíveis bonificações futuras, já que a companhia apresenta forte geração de caixa e distribuições consistentes, mesmo em períodos de menor lucro.
Movimentação dos controladores e perspectivas futuras
Entre fevereiro e agosto de 2024, houve movimentos de venda por parte de controladores e membros do conselho, coincidindo com as discussões sobre federalização da empresa. No entanto, em 2025, o quadro se estabilizou, com novas compras entre R$ 10 e R$ 11 por ação, indicando confiança dos gestores no potencial de valorização dos papéis.
O mercado também aguarda a divulgação de resultados de novembro de 2025, que pode trazer sinais sobre alavancagem, novos investimentos e eventual revisão na política de dividendos.
Cemig mantém força e previsibilidade
Apesar de cortes nos dividendos e leve desvalorização das ações, a Cemig se mantém como uma das elétricas mais sólidas da Bolsa, sustentada por indicadores financeiros robustos e gestão eficiente.
Com potencial de valorização de 10%, yield próximo de 6,5% e payout sustentável, o papel segue atrativo para investidores que priorizam estabilidade e renda recorrente.
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