O CDII11, fundo de infraestrutura da Sparta, iniciou 2026 ampliando sua diversificação ao adicionar quatro novos emissores à carteira: Copel, Claro, Way 306 (rodovias) e Proton Energy (energia)**. O movimento fortalece a estratégia de crédito pulverizado e reforça o posicionamento do fundo como um dos maiores FI-Infras do mercado.
Com patrimônio próximo de R$ 3 bilhões, mais de 68.500 cotistas e carteira com mais de 147 ativos, o CDII11 segue entre os fundos mais diversificados do segmento.
Indicadores atualizados do CDII11 (Janeiro/2026)
| Indicador | Dado Atual |
|---|---|
| Cota Patrimonial | R$ 103,81 |
| Cota de Mercado | ~R$ 104,38 a R$ 106,36 |
| Dividendos últimos 12 meses | R$ 17,30 por cota |
| Dividend Yield 12 meses | 17,6% |
| Equivalência CDI | 121% do CDI |
| Spread médio da carteira | 0,3% a.a. |
| Duration | 2,5 anos |
| Caixa | ~52% a 53% |
| Número de ativos | +147 |
| Liquidez média diária | ~R$ 8 milhões |
A negociação em bolsa ocorre com leve ágio em relação ao valor patrimonial, refletindo demanda elevada por fundos atrelados ao CDI em cenário de juros altos.
Dividendos: 110% do CDI e perspectiva para 2026
Para pagamento referente a janeiro (distribuído em fevereiro), o fundo anunciou R$ 1,32 por cota, equivalente a aproximadamente 110% do CDI acumulado no período.
Nos últimos 12 meses, o retorno total distribuído alcançou 17,6%, superando o CDI no período e reforçando o perfil de renda.
A expectativa da gestão é manter distribuições mensais próximas ou acima de 110% do CDI ao longo do primeiro semestre de 2026, caso o ambiente de crédito permaneça estável.
Além disso, o fundo acumula cerca de R$ 3,81 por cota em reserva, o que oferece colchão para suavizar oscilações futuras na distribuição.
Fechamento de spreads melhora marcação a mercado
Após meses de abertura relevante nos spreads de crédito no fim de 2025, janeiro registrou fechamento de aproximadamente 0,5%, favorecendo a marcação positiva dos ativos.
A atribuição de desempenho do mês mostrou:
Retorno total: 1,6%
Contribuição do CDI: 1,2%
Contribuição da marcação de crédito: 0,6%
Carrego da carteira: marginal
O fechamento dos spreads contribuiu para valorização das debêntures incentivadas na carteira.
Alocação atual: caixa elevado chama atenção
A estrutura atual da carteira revela:
52% em caixa
47% em debêntures incentivadas
Pequena parcela em letra financeira
Por setor:
13% geração de energia
6% saneamento
6% rodovias
5% telecomunicações
Demais setores diluídos
O nível elevado de caixa está ligado à recente emissão de cotas e pode indicar postura conservadora à espera de novas oportunidades de crédito com spreads mais atrativos.
Novos emissores adicionados em janeiro
| Emissor | Setor | Spread | Duration | % PL |
|---|---|---|---|---|
| Copel | Energia | -0,2% | 7,1 anos | 0,4% |
| Claro | Telecom | -0,6% | 6,8 anos | 0,5% |
| Way 306 | Rodovias | 0,3% | 6,8 anos | 0,3% |
| Proton Energy | Energia | 1,1% | 1,8 ano | 0,3% |
Mesmo spreads negativos podem ser estratégicos em debêntures incentivadas, considerando a isenção de IR e possibilidade de valorização tática.
Retorno histórico desde o início
Desde o lançamento, o CDII11 acumula retorno total de 63,8%, equivalente a aproximadamente 150% do CDI no período, considerando amortizações e rendimentos.
Esse histórico reforça a consistência do fundo na geração de alfa via crédito incentivado.
Isenção de IR mantém atratividade
Por ser um FI-Infra, o CDII11 garante:
Isenção de imposto de renda sobre rendimentos mensais
Isenção sobre ganho de capital na venda das cotas para pessoa física
Em cenário de CDI elevado, a combinação de rendimento acima do benchmark e benefício fiscal amplia o diferencial competitivo frente a CDBs e fundos tradicionais.
CDII11 ainda é oportunidade em 2026?
Com CDI elevado, forte diversificação, mais de 147 ativos na carteira e histórico de pagamentos acima de 100% do CDI, o CDII11 permanece como uma das principais referências em FI-Infra.
O ponto de atenção segue sendo o nível elevado de caixa, que reduz momentaneamente o carrego, mas pode abrir espaço para ganhos adicionais caso novas alocações ocorram em spreads mais altos.
A combinação de renda isenta, liquidez crescente e gestão ativa mantém o fundo no radar de investidores que buscam renda previsível atrelada ao CDI em 2026.
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