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Início » Últimas Notícias » CBAV3 com forte recuperação: lucro cresce, ação sobe acima de R$10 e potencial de reprecificação em 2026
Ações

CBAV3 com forte recuperação: lucro cresce, ação sobe acima de R$10 e potencial de reprecificação em 2026

Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3) avança com reversão de prejuízos, desempenho operacional em elevação e valuation ainda abaixo de máximos históricos
Luciana RibeiroPor Luciana Ribeiro12 de fevereiro de 20264 minutos lidos
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Depois de atravessar um dos períodos mais desafiadores desde o IPO, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3) volta ao centro das atenções do mercado. A ação saiu das mínimas registradas em 2025, retomou patamares acima de R$10 e apresentou melhora relevante nos resultados operacionais. Em meio à recuperação do setor de commodities metálicas e à possível movimentação estratégica envolvendo o controle da empresa, investidores voltam a discutir se 2026 pode marcar um novo ciclo de valorização para a única produtora integrada de alumínio listada na B3.

CBAV3 hoje: preço, valor de mercado e desempenho recente

A ação da CBA vem consolidando forte recuperação após ter atingido mínimas relevantes em 2025. Atualmente, o papel negocia acima de R$10 na B3, com valorização expressiva nos últimos 12 meses.

Principais números de mercado

IndicadorValor aproximado
Cotação atualR$10,20
Mínima em 52 semanasR$2,74
Máxima em 52 semanasR$10,54
Máxima histórica (2022)R$24,87
Valor de mercado~R$6,6 bilhões
Volume médio diário7–8 milhões de ações

A recuperação supera 200% desde o fundo do ciclo recente, refletindo melhora operacional e maior apetite por commodities metálicas.

Resultados atualizados: volta ao lucro e melhora operacional

Nos resultados mais recentes, a CBA mostrou avanço consistente na operação, revertendo prejuízos e apresentando crescimento relevante de receita e lucro.

Indicadores operacionais recentes

IndicadorResultado
Receita líquida trimestralR$2,25 bilhões
Lucro líquido trimestralR$131 milhões
EBITDA ajustadoR$234 milhões
Vendas de alumínio~132 mil toneladas
Alavancagem financeira~2,4x Dívida Líquida/EBITDA

A companhia voltou a registrar lucro após períodos de pressão no balanço, impulsionada por:

  • Melhora nos preços do alumínio

  • Ajustes operacionais

  • Normalização parcial de custos

  • Maior eficiência produtiva

Embora o EBITDA ainda sofra impacto de custos industriais e financeiros, o resultado líquido positivo reforça a percepção de reorganização financeira.

Valuation atual: ainda há desconto?

Mesmo após a forte alta, alguns múltiplos indicam que a CBAV3 ainda negocia abaixo de patamares históricos.

Múltiplos atuais

IndicadorValor
P/L (Preço/Lucro)~28x
P/VP (Preço/Valor Patrimonial)~1,3x a 1,4x
Dividend YieldPróximo de 0%
Margem líquida~2,5%

Em 2022, a empresa chegou a negociar acima de 2,4x valor patrimonial. Hoje, mesmo com balanço mais organizado e menor pressão financeira, o múltiplo segue significativamente inferior ao observado no período pós-IPO.

Isso abre espaço para discussão sobre potencial de reprecificação caso o ciclo do alumínio ganhe força.

Alumínio em 2026: ciclo pode favorecer a CBA

O alumínio é uma das commodities metálicas estratégicas para:

  • Eletrificação da economia

  • Veículos elétricos

  • Infraestrutura industrial

  • Construção civil

  • Equipamentos elétricos e tecnológicos

Após anos de desempenho inferior frente a outras commodities, o metal começa a mostrar sinais de fortalecimento, especialmente com a retomada industrial global e rearranjos geopolíticos que impactam oferta e demanda.

Se o ciclo das commodities metálicas acelerar em 2026, a CBA tende a ser beneficiada por sua posição única no mercado brasileiro.

Possível catalisador estratégico

O mercado acompanha movimentações estratégicas envolvendo a companhia, incluindo interesse de grandes players globais do setor de alumínio.

Caso haja anúncio de parceria, venda parcial ou evento corporativo relevante, o valuation pode passar por nova reavaliação, especialmente se isso reduzir alavancagem ou acelerar projetos estruturais.

Riscos que ainda merecem atenção

Apesar da melhora, alguns riscos permanecem:

  • Dependência do preço internacional do alumínio

  • Pressão de custos industriais e energéticos

  • Margens ainda estreitas

  • Sensibilidade ao mercado doméstico brasileiro

  • Volatilidade típica de empresas de commodities

A geração de caixa sustentável será determinante para sustentar uma trajetória consistente de valorização.

Análise técnica: níveis relevantes

Após a forte recuperação, os principais níveis observados incluem:

  • Região de suporte: R$7,30 / R$6,30

  • Região de maior desconto estrutural: R$5,20

  • Resistência importante: R$11,00

Um rompimento consistente acima dessa faixa pode abrir espaço para novas máximas, especialmente se os fundamentos continuarem melhorando.

A CBAV3 entra em 2026 com três pilares centrais:

  1. Recuperação operacional e volta ao lucro

  2. Potencial fortalecimento do ciclo do alumínio

  3. Narrativa estratégica que pode destravar valor

Não se trata de uma ação focada em dividendos no curto prazo, mas sim de uma tese de reprecificação industrial e ciclo de commodities. Se o alumínio continuar ganhando tração e a companhia mantiver disciplina financeira, a CBA pode consolidar um novo patamar de preço ao longo de 2026.

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Luciana Ribeiro
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Luciana Ribeiro é contadora e consultora tributária, com mais de 12 anos de experiência no setor fiscal. Na A Revista, explica Imposto de Renda, tributação de investimentos, regras aplicáveis a pessoas e empresas e mudanças na legislação. Identifica o período de vigência das normas e ressalta quando casos individuais exigem orientação específica.

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