O Bradesco (BBDC4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 4,5% frente ao trimestre anterior. O resultado ficou acima das expectativas do mercado e marcou o nono trimestre consecutivo de crescimento do lucro recorrente.
Apesar do desempenho positivo, as ações do banco recuaram após a divulgação do balanço. A reação negativa ocorreu porque investidores passaram a olhar com mais cautela para a qualidade da carteira de crédito e para o aumento das provisões.
Principais números do Bradesco no 1T26
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Lucro líquido recorrente | R$ 6,811 bilhões |
| Alta anual do lucro | 16,1% |
| Alta trimestral do lucro | 4,5% |
| ROE/ROAE | 15,8% |
| Receita total | R$ 36,9 bilhões |
| Carteira de crédito expandida | R$ 1,09 trilhão |
| Crescimento da carteira de crédito | 8,4% em 12 meses |
A receita total chegou a R$ 36,9 bilhões, crescimento anual de 14%. Já a carteira de crédito expandida alcançou R$ 1,09 trilhão, alta de 8,4% em 12 meses.
Por que BBDC4 caiu mesmo com lucro forte?
O ponto de maior atenção foi o custo de crédito. Segundo a análise do esboço, o mercado passou a questionar se o Bradesco conseguirá acelerar a recuperação sem aumento relevante de risco na carteira. O texto-base destaca que as provisões ainda seguem elevadas e que a inadimplência precisa ser acompanhada nos próximos trimestres.
Na prática, o balanço mostra um banco em recuperação, mas ainda não totalmente livre dos efeitos do ciclo de crédito mais difícil dos últimos anos. Por isso, mesmo com lucro maior, parte dos investidores preferiu realizar ganhos.
Seguros ajudam a sustentar o resultado
A área de seguros, previdência e capitalização continua sendo um dos pilares do Bradesco. Segundo a Genial Investimentos, o segmento de seguros teve lucro líquido de R$ 2,8 bilhões no trimestre e representou cerca de 41% do lucro consolidado do grupo.
Esse braço é importante porque dá mais estabilidade ao banco, principalmente em períodos de maior pressão no crédito.
Dividendos seguem no radar dos investidores
O Bradesco também segue no radar de quem busca dividendos. O banco mantém uma política de remuneração recorrente aos acionistas, mas a capacidade de ampliar pagamentos dependerá da evolução do lucro, da inadimplência, das provisões e do capital regulatório.
O cenário atual é positivo, mas ainda exige cautela. Para o mercado, a tese de valorização de BBDC4 depende menos de um único trimestre forte e mais da confirmação de uma sequência consistente de melhora.
Vale comprar Bradesco agora?
A queda das ações pode abrir espaço para investidores que já acompanham o banco, mas o ponto central é o risco. O Bradesco mostrou lucro crescente, melhora de rentabilidade e avanço nas receitas. Por outro lado, o custo de crédito ainda limita uma leitura totalmente otimista.
Para BBDC4 voltar a ganhar força de forma mais consistente, o mercado deve esperar sinais de queda nas provisões, controle da inadimplência e manutenção do crescimento do lucro.
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