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Início » Últimas Notícias » Banco BMG (BMGB4) dispara no 4T25 e entrega ROE de 19% após virada histórica
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Banco BMG (BMGB4) dispara no 4T25 e entrega ROE de 19% após virada histórica

Após anos de rentabilidade fraca, banco surpreende o mercado com lucro robusto, inadimplência controlada e estratégia focada em consignado e seguros.
Eduardo MartinsPor Eduardo Martins27 de fevereiro de 20265 minutos lidos
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Banco BMG (BMGB4) dispara no 4T25 e entrega ROE de 19% após virada histórica
Banco BMG (BMGB4) dispara no 4T25 e entrega ROE de 19% após virada histórica

O Banco BMG encerrou o quarto trimestre de 2025 com um dos resultados mais impressionantes da sua história recente: um ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) de 19%, praticamente quatro vezes superior ao patamar registrado em 2023, quando a rentabilidade girava em torno de 5%.

O movimento marca oficialmente um turnaround operacional, com forte melhora na eficiência, na qualidade da carteira de crédito e no controle da inadimplência fatores que colocam o banco novamente no radar dos investidores.

Lucro forte e rentabilidade em ascensão

O banco reportou:

  • Lucro líquido de R$ 172 milhões no 4T25 
  • Lucro acumulado de R$ 561 milhões em 2025 
  • ROE de 19% no trimestre 
  • ROE anual próximo de 15%

Para efeito de comparação:

  • 2023: ROE de aproximadamente 5% 
  • 2024: recuperação para pouco acima de 10% 
  • 2025: consolidação da virada com quase 15% no ano

A evolução chama atenção pela velocidade e consistência. Em apenas dois anos, o BMG saiu de uma rentabilidade considerada fraca para um patamar competitivo dentro do setor bancário.

O que explica o turnaround do Banco BMG?

O próprio banco classifica o movimento como um “caso de turnaround”. Mas o que mudou na prática?

Redução de custos e enxugamento da estrutura

Em 2023, o BMG iniciou um forte processo de reorganização interna:

  • Corte de despesas operacionais 
  • Revisão da estrutura corporativa 
  • Ajustes nas estratégias de crédito e cobrança 
  • Descontinuidade de negócios não estratégicos

O índice de eficiência que antes figurava entre os piores do setor passou por melhora relevante.

Foco total no crédito consignado

O BMG reforçou sua especialização no crédito consignado, que hoje representa:

  • 73% da carteira de crédito

O banco decidiu abandonar linhas menos estratégicas, inclusive consignado nos Estados Unidos, para concentrar capital no mercado brasileiro, onde possui maior expertise e escala.

Essa decisão aumentou previsibilidade e reduziu risco.

Crescimento do negócio de seguros

Um dos pontos mais relevantes do novo ciclo é o avanço da BMG Seguradora e BMG Corretora.

O segmento de seguros passou a representar aproximadamente 25% da estrutura de receitas operacionais, segundo a apresentação do banco.

Como o mercado sabe, seguros são negócios de alta margem e elevado ROE. A consolidação da seguradora sob controle integral tende a ampliar ainda mais a geração de valor nos próximos anos.

Inadimplência sob controle

Outro dado fundamental é a melhora na qualidade da carteira:

  • 2023: inadimplência próxima de 5% 
  • 2025: queda para cerca de 3,5%

Embora 3,5% não seja um nível extraordinário, é considerado saudável e competitivo inclusive melhor que alguns grandes bancos em determinados segmentos.

Menor inadimplência significa menor necessidade de provisões (PDD) e, consequentemente, maior geração de lucro.

Uso de inteligência artificial e modelo omnichannel

O BMG também reforçou sua estratégia de:

  • Atendimento omnichannel 
  • Digitalização de processos 
  • Uso de IA para eficiência operacional 
  • Fidelização de clientes via canal único

O objetivo é aumentar produtos por cliente e melhorar margens sem elevar custos na mesma proporção.

O BMG é o banco digital mais rentável?

O banco se posiciona como “o banco digital mais rentável”. A afirmação exige cautela.

O BMG não é um digital puro como Inter ou C6, pois ainda mantém presença física via:

  • Lojas Help 
  • Franquias 
  • Estrutura híbrida

Porém, do ponto de vista de rentabilidade, os números do 4T25 colocam o banco em patamar competitivo.

Os três pilares para avaliar o Banco BMG

Para quem analisa bancos, três pilares são fundamentais:

 Carteira de crédito

Onde o banco ganha dinheiro? No caso do BMG: consignado (73%).

Inadimplência e PDD

Qualidade da carteira e provisões adequadas.

 Lucro e ROE

O resultado final da estratégia.

No fechamento de 2025, os três pilares mostram melhora consistente.

Atenção à subscrição de ações (BMGB2)

Além dos resultados, há um ponto importante para os acionistas: direitos de subscrição (BMGB2).

Prazo para exercer: até dia 27 (16h30, dependendo da corretora).

Preço de exercício: R$ 4,35 por ação
Preço de mercado: próximo de R$ 5,00

Importante entender:

  • BMGB2 não é ação barata. 
  • É um direito de comprar BMGB4 por R$ 4,35. 
  • O débito ocorrerá no dia 2. 
  • Quem não quiser exercer deve vender o direito para não perder valor.

Muitos investidores deixam dinheiro “na mesa” por desconhecerem o funcionamento da subscrição.

O que esperar do Banco BMG daqui para frente?

A grande pergunta é: essa rentabilidade é sustentável?

Os pontos positivos:

  • Carteira focada e especializada 
  • Inadimplência controlada 
  • Seguros ganhando relevância 
  • Estrutura mais enxuta 
  • Melhor índice de eficiência

Os riscos:

  • Concentração no consignado 
  • Sensibilidade a mudanças regulatórias 
  • Dependência de ciclos de crédito

Ainda assim, a evolução de 5% para quase 20% de ROE em dois anos representa uma virada significativa.

O Banco BMG encerra 2025 consolidando um dos maiores movimentos de recuperação entre bancos médios do Brasil.

O ROE de 19% no 4T25 não é apenas um número forte é a evidência de que a estratégia adotada desde 2023 começa a entregar resultados concretos.

Agora, o mercado vai observar se essa nova fase de rentabilidade será consistente ou apenas um pico pontual.

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BMGB4 crédito consignado ROE 19% subscrição BMG turnaround bancário
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Eduardo Martins é planejador financeiro certificado (CFP®) e consultor de investimentos, com mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro. Na A Revista, explica renda fixa, fundos imobiliários, dividendos, simulações de quanto rende e planejamento financeiro. Apresenta premissas, custos, tributação e riscos, sem converter cenários em promessa de retorno.

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