A Ambev (ABEV3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,49 bilhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 23,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi acompanhado por expansão das margens, aumento da geração de caixa e anúncio de uma nova distribuição aos acionistas.
O Conselho de Administração aprovou aproximadamente R$ 1,1 bilhão em juros sobre capital próprio, reforçando a estratégia de remuneração dos investidores. O pagamento deverá ocorrer até dezembro de 2026, conforme os procedimentos e datas que serão informados pela companhia.
Receita da Ambev supera R$ 20 bilhões
A receita líquida alcançou R$ 20,15 bilhões no trimestre, com crescimento orgânico de 6,1%. O resultado ficou acima da alta de 1,4% dos volumes vendidos, indicando avanço dos preços e maior participação de produtos de valor agregado no portfólio.
A receita líquida por hectolitro cresceu 4,6%, impulsionada pela gestão de preços e pelo desempenho das marcas premium, sem álcool e de menor teor calórico.
O EBITDA ajustado chegou a R$ 6,38 bilhões, com alta orgânica de 8,9%. A margem EBITDA avançou 0,80 ponto percentual e atingiu 31,6%.
Principais números do resultado
| Indicador | Resultado |
| Receita líquida | R$ 20,15 bilhões |
| EBITDA ajustado | R$ 6,38 bilhões |
| Margem EBITDA | 31,6% |
| Lucro líquido ajustado | R$ 3,49 bilhões |
| Crescimento do lucro | 23,3% |
| Fluxo de caixa operacional | R$ 4,71 bilhões |
| Novo JCP | Aproximadamente R$ 1,1 bilhão |
Cerveja Brasil se destaca no trimestre
A operação de cervejas no Brasil foi um dos principais motores do balanço. Os volumes cresceram 5%, enquanto a receita avançou 8,9%.
O EBITDA ajustado da divisão aumentou 12,8%, chegando a R$ 3,28 bilhões. A margem operacional passou para 33,5%.
Segundo a companhia, o desempenho foi favorecido pelo crescimento das marcas premium, pelas ações comerciais realizadas durante a Copa do Mundo e pelos ganhos de participação no mercado brasileiro.
As categorias premium apresentaram crescimento expressivo, enquanto as cervejas sem álcool também continuaram ganhando espaço entre os consumidores.
Bebidas não alcoólicas vendem menos, mas lucram mais
Na divisão brasileira de bebidas não alcoólicas, os volumes caíram 4,4%. A redução esteve relacionada à decisão da empresa de diminuir a atuação em canais considerados menos rentáveis.
Mesmo com a queda nas vendas físicas, a receita cresceu 1,4%, e o EBITDA ajustado avançou 13,8%, para R$ 610,70 milhões.
A margem EBITDA da divisão subiu para 29,6%. A Ambev também foi beneficiada pela redução dos custos de insumos como açúcar e resina PET.
Zé Delivery e BEES mantêm crescimento
As plataformas digitais continuaram relevantes para a estratégia comercial da empresa. O volume bruto de mercadorias do BEES Marketplace cresceu 58% no trimestre.
O Zé Delivery registrou alta de 16% no volume bruto de vendas e crescimento de 6% no número médio de usuários ativos mensais.
Nos dias de jogos da seleção brasileira, o número de pedidos mais que dobrou, em média. Aproximadamente 35% dos volumes comercializados pela plataforma foram de marcas premium.
Geração de caixa avança 54,5%
O fluxo de caixa das atividades operacionais alcançou R$ 4,71 bilhões, aumento de 54,5% na comparação anual.
A evolução foi sustentada pelo crescimento do resultado operacional e por uma gestão mais eficiente do capital de giro.
A forte geração de caixa amplia a capacidade da Ambev de realizar investimentos, recomprar ações e remunerar seus acionistas sem comprometer sua estrutura financeira.
Novo JCP reforça remuneração aos acionistas
Além do crescimento do lucro, a Ambev aprovou uma nova distribuição de aproximadamente R$ 1,1 bilhão em juros sobre capital próprio.
O valor é bruto e poderá sofrer retenção de Imposto de Renda, conforme a situação de cada investidor. A companhia ainda deverá divulgar informações como valor por ação, data de corte e calendário definitivo.
A Ambev também confirmou para outubro o pagamento de uma parcela de JCP declarada anteriormente, no valor aproximado de R$ 1,9 bilhão.
Resultado da Ambev foi positivo?
O resultado do segundo trimestre mostrou uma Ambev com maior rentabilidade, crescimento das vendas de cerveja no Brasil e forte conversão do lucro em caixa.
O avanço de 23,3% no lucro ajustado e a expansão das margens foram positivos para a tese da companhia. O novo JCP também aumenta o interesse dos investidores que buscam empresas com histórico de distribuição de proventos.
Por outro lado, os acionistas devem acompanhar a evolução dos custos, o desempenho das operações internacionais e a capacidade da empresa de continuar aumentando preços sem afetar os volumes.
O balanço foi considerado operacionalmente sólido, mas a decisão de investir em ABEV3 deve levar em conta o preço da ação, os riscos do negócio e os objetivos de cada investidor.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






