O modelo de Gordon, uma das ferramentas mais respeitadas da análise fundamentalista, foi utilizado para identificar quatro empresas brasileiras subavaliadas, que além de apresentarem bons dividendos, oferecem margens de segurança expressivas, ideais para quem busca oportunidades sólidas na Bolsa de Valores.
Com base nesse método — que calcula o valor justo de uma empresa considerando o crescimento constante dos dividendos ao longo do tempo — foram destacadas Caixa Seguridade (CXSE3), BB Seguridade (BBSE3), Cemig (CMIG4) e Banco do Brasil (BBAS3). Todas apresentam preço atrativo em relação ao valor intrínseco e rentabilidade acima da média do mercado.
Caixa Seguridade (CXSE3): desconto de 22,1% e dividend yield consistente
A Caixa Seguridade aparece como uma das ações mais promissoras entre as boas pagadoras de dividendos. O estudo mostra que a empresa tem média histórica de dividend yield de 7,66%, com crescimento estimado de 5% ao ano.
Pelo modelo de Gordon, o preço justo é de R$ 7,94, enquanto o papel é negociado 22,1% abaixo desse valor, apontando forte margem de segurança e atratividade para investidores de longo prazo.
BB Seguridade (BBSE3): estabilidade e retorno acima de 13% ao ano
Outra empresa do setor de seguros, a BB Seguridade, reforça o perfil de renda previsível e crescimento constante. O dividend yield atual é de 13,13%, com média de 7,5% nos últimos cinco anos, o que confirma sua consistência como pagadora de proventos.
Com crescimento projetado de 3% e custo de capital ajustado em 6,97%, o preço justo calculado é de R$ 44,51, o que representa margem de segurança de 39% sobre a cotação atual.
Cemig (CMIG4): dividendos de dois dígitos e bonificação recorrente
No setor elétrico, a Cemig se destaca pela previsibilidade e regularidade de seus dividendos. O dividend yield atual é de 13,63%, e a média histórica é de 10,2%, indicando excelente retorno sobre o capital investido.
O modelo aponta preço justo de R$ 16,74, com margem de segurança de 54,6%, além de perspectiva de bonificações de ações em 2025, tornando a empresa uma das mais completas para quem busca renda passiva com valorização patrimonial.
Banco do Brasil (BBAS3): a maior margem de segurança, de 65%
Encerrando a lista, o Banco do Brasil combina dividendos generosos e valuation atrativo. Apesar de uma desvalorização de 18% nos últimos 12 meses, a instituição apresenta múltiplos descontados, incluindo um dos menores P/VPA da sua história.
Com dividend yield médio de 8,29% e crescimento projetado de 8%, o modelo de Gordon indica um preço justo de R$ 34,15, o que representa margem de segurança de 65,3% — a maior entre as quatro ações analisadas.
O poder do modelo de Gordon para o investidor de longo prazo
O método de Gordon, ao precificar ações com base no fluxo de dividendos futuros, é uma ferramenta poderosa para identificar empresas sólidas, lucrativas e negociadas abaixo do valor justo.
Comprar ações com margem de segurança elevada e histórico de dividendos crescentes potencializa o efeito dos juros compostos e permite ao investidor acumular patrimônio com menor risco.
Para investidores que buscam renda passiva e valorização sustentável, essas quatro empresas representam excelentes oportunidades no mercado brasileiro em 2025.
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