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Início » Últimas Notícias » PicPay libera ações e fundos imobiliários no aplicativo mas vale a pena investir?
Fundos Imobiliários

PicPay libera ações e fundos imobiliários no aplicativo mas vale a pena investir?

Nova área do PicPay reúne ações brasileiras, ETFs, fundos imobiliários e ativos ligados ao mercado internacional, ampliando as opções para quem deseja diversificar a carteira.
Rafael CostaPor Rafael Costa25 de junho de 20265 minutos lidos
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O PicPay ampliou sua plataforma de investimentos e começou a disponibilizar uma nova área de renda variável dentro do próprio aplicativo. A atualização permite encontrar ações brasileiras, fundos imobiliários, ETFs e ativos que oferecem exposição a grandes empresas internacionais.

A novidade coloca o banco digital em uma disputa mais direta com corretoras e plataformas como Nubank, Inter, Itaú Íon e outras instituições que oferecem investimentos integrados à conta bancária.

Mas a facilidade de comprar ativos no mesmo aplicativo usado para pagamentos e transferências não significa que qualquer investimento seja adequado. Antes de aplicar, o cliente precisa analisar custos, segurança, variedade de produtos e principalmente os riscos da renda variável.

Como investir em ações pelo PicPay?

O acesso ocorre pela seção de investimentos do aplicativo. Dentro da plataforma, o cliente pode selecionar a opção “Mais investimentos” ou um menu semelhante, dependendo da versão instalada.

Entre as categorias que começaram a aparecer estão:

  • ações brasileiras;
  • fundos imobiliários;
  • ETFs negociados na bolsa;
  • ativos ligados a empresas internacionais.

Antes da primeira operação, o usuário pode precisar concluir a abertura da conta de investimentos, atualizar informações cadastrais e responder ao questionário de perfil do investidor.

O cadastro passa por uma análise. Por isso, alguns clientes podem visualizar os produtos, mas ainda encontrar a mensagem de que a conta está em processamento. A liberação também pode não aparecer imediatamente para todos, já que atualizações desse tipo costumam ser distribuídas gradualmente.

Aplicativo apresenta gráficos e indicadores das empresas

Um dos principais destaques da plataforma é a quantidade de informações reunidas na página de cada ativo.

Ao selecionar uma ação, o investidor consegue consultar o preço de negociação, a variação registrada no dia e o desempenho em diferentes períodos. O aplicativo também pode apresentar dados como volume negociado, preço sobre lucro, preço sobre valor patrimonial, margem líquida, endividamento e distribuição de resultados.

Esses indicadores ajudam na análise inicial, mas não devem ser considerados isoladamente. Uma ação aparentemente barata pode continuar caindo quando a empresa enfrenta problemas operacionais, aumento das dívidas ou redução dos lucros.

Além disso, rentabilidade passada não garante ganhos futuros.

Ações brasileiras e exposição internacional

Na área de ações nacionais, o aplicativo apresenta empresas conhecidas da Bolsa brasileira, incluindo companhias dos setores bancário, financeiro, de mineração, petróleo e consumo.

Também há uma categoria com ativos associados a empresas internacionais, como Tesla, Nvidia, Microsoft, Amazon e Netflix.

É importante conferir a estrutura do produto antes da compra. Dependendo do ativo oferecido, o investimento pode ocorrer por meio de BDRs negociados no Brasil, e não pela aquisição direta de uma ação na bolsa dos Estados Unidos.

Essa diferença afeta fatores como negociação em reais, exposição cambial, tributação e recebimento de proventos.

Fundos imobiliários e ETFs também estão disponíveis

A nova plataforma inclui fundos imobiliários negociados na B3. O investidor pode pesquisar os fundos pelo código, acompanhar a cotação e consultar informações sobre o desempenho em diferentes períodos.

Os FIIs podem distribuir rendimentos periódicos, mas suas cotas estão sujeitas às oscilações do mercado. Vacância, inadimplência, aumento dos juros, qualidade dos imóveis e riscos dos títulos da carteira podem afetar os resultados.

Na seção de ETFs, aparecem produtos que acompanham índices de ações, empresas menores, mercados internacionais e até o preço do ouro.

Os ETFs facilitam a diversificação porque uma única cota pode representar uma carteira com vários ativos. Mesmo assim, eles também podem apresentar perdas e precisam ser escolhidos de acordo com o objetivo e o prazo do investidor.

PicPay cobra corretagem?

O PicPay informa que oferece investimentos sem cobrança de taxa de corretagem em diferentes produtos. No entanto, o cliente deve verificar as condições apresentadas antes de confirmar cada ordem.

Mesmo quando não existe corretagem, a operação pode envolver outros custos, impostos, taxas da bolsa ou diferenças entre os preços de compra e venda.

Também é necessário observar as regras tributárias. Ganhos obtidos com ações, fundos imobiliários, ETFs e ativos internacionais podem ter tratamentos diferentes no Imposto de Renda.

Investir pelo PicPay vale a pena?

A plataforma pode valer a pena para quem já utiliza o PicPay e busca praticidade para concentrar pagamentos, movimentações bancárias e investimentos em um único aplicativo.

A interface simples, os gráficos e os indicadores disponíveis podem facilitar o acompanhamento da carteira, especialmente para investidores iniciantes.

Por outro lado, ainda é importante avaliar a estabilidade do sistema, a qualidade do atendimento, os tipos de ordens disponíveis, a variedade de ativos e a velocidade de execução das operações.

A facilidade de acesso não elimina os riscos. Ações, ETFs e fundos imobiliários podem subir ou cair, e o investidor deve evitar aplicar recursos que serão necessários no curto prazo.

Antes de investir, a recomendação é formar uma reserva de emergência, conhecer o próprio perfil e estudar cada ativo. A nova área torna o PicPay mais completo, mas a decisão de compra deve depender da qualidade do investimento — e não apenas da facilidade oferecida pelo aplicativo.

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ETFs e fundos imobiliários no aplicativo. Veja como funciona a novidade os recursos disponíveis e se vale a pena investir. PicPay libera ações
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Rafael Costa
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Rafael Costa é editor de Tecnologia e Inovação, especialista em Blockchain e Web3, com pós-graduação em Finanças. Na A Revista, acompanha criptomoedas, tecnologia financeira, inovação e os efeitos dessas mudanças sobre empresas e mercados. Distingue uso efetivo, anúncios, projeções e riscos dos ativos digitais.

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