O dólar avançou 1,34% e fechou próximo de R$ 5,17, enquanto o Ibovespa encerrou praticamente estável, aos 168.328 pontos. O mercado reagiu às decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, que reduziram a atratividade dos ativos brasileiros diante dos investimentos americanos.
No Brasil, o comunicado do Comitê de Política Monetária foi considerado mais suave do que parte do mercado esperava. A sinalização aumentou a possibilidade de juros menores nos próximos meses, pressionando o real e elevando as taxas dos títulos públicos de longo prazo.
Esse movimento ocorre porque, mesmo com a queda da Selic, investidores passam a exigir remuneração maior nos vencimentos futuros para compensar riscos fiscais, inflação e incertezas sobre a trajetória da dívida pública.
Juros americanos fortalecem o dólar
Nos Estados Unidos, a perspectiva de juros elevados fortaleceu a moeda americana no mercado internacional. Com retornos mais atrativos no país, investidores tendem a reduzir posições em mercados emergentes, como o Brasil.
A combinação entre juros menores no mercado brasileiro e taxas mais altas nos Estados Unidos pode sustentar uma valorização do dólar ao longo do segundo semestre, especialmente após meses de enfraquecimento da moeda.
Ibovespa termina sem direção definida
A bolsa brasileira chegou a subir durante o pregão, mas perdeu força e encerrou próxima da estabilidade. A reação positiva ao corte dos juros foi limitada pela alta do dólar, pelo avanço dos juros futuros e pela cautela dos investidores.
As ações da Petrobras fecharam praticamente estáveis, na faixa de R$ 38,63, acompanhando a oscilação do petróleo. O Brent chegou a cair mais de 2%, mas recuperou parte das perdas diante das dúvidas sobre possíveis acordos envolvendo Estados Unidos e Irã.
Apesar da recente queda, a Petrobras continua negociando com múltiplos considerados baixos em relação ao seu lucro. No entanto, o comportamento das ações dependerá dos preços internacionais do petróleo, do câmbio e do cenário geopolítico.
Mercado acompanha próximos passos do Copom e do Fed
Nos próximos pregões, investidores devem acompanhar novas sinalizações dos bancos centrais. Uma sequência de cortes na Selic, combinada à manutenção de juros elevados nos Estados Unidos, poderá continuar pressionando o real.
O cenário também deverá manter a volatilidade no Ibovespa, nos títulos do Tesouro Direto e nas ações de empresas ligadas ao petróleo.
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