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Início » Últimas Notícias » CPTS11 fecha 2025 com alta de 30,46% e vira multiestratégia: dividendos de 15% e desconto de 11% chamam atenção
Fundos Imobiliários

CPTS11 fecha 2025 com alta de 30,46% e vira multiestratégia: dividendos de 15% e desconto de 11% chamam atenção

Após reduzir CRIs e elevar posição em FIIs para 71% da carteira, fundo entrega forte retorno em 2025 e projeta manutenção de rendimentos em 2026.
Nathália SantosPor Nathália Santos26 de fevereiro de 20264 minutos lidos
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CPTS11 fecha 2025 com alta de 30,46% e vira multiestratégia: dividendos de 15% e desconto de 11% chamam atenção

O CPTS11 encerrou 2025 como um dos fundos imobiliários mais comentados do mercado após registrar rentabilidade de 30,46% a mercado no ano. O movimento foi impulsionado por uma mudança estratégica relevante: a migração de um perfil predominantemente focado em CRIs para uma estrutura multiestratégia com forte exposição a cotas de FIIs.

O desempenho superou benchmarks importantes do mercado de renda fixa e fundos imobiliários, consolidando 2025 como um ano de virada para o fundo.

Desempenho de 2025: retorno acima do IFIX e do IMA-B

O fundo apresentou dois indicadores centrais de performance no ano:

IndicadorResultado 2025
Rentabilidade a mercado30,46%
Rentabilidade patrimonial20,46%
Dividend Yield a mercado15,07%
Retorno acumulado desde 2014267,76%

Desde o início das operações, em 2014, o retorno patrimonial acumulado do fundo chegou a 267,76%, superando no mesmo período o IFIX (170,14%), o IMA-B (218,16%) e o CDI (188,79%).

O salto mais relevante ocorreu justamente após a mudança de estratégia consolidada ao longo de 2025.

Mudança estrutural: de fundo de CRIs para multiestratégia

O CPTS11 deixou de ser essencialmente um fundo de papel tradicional e passou a operar com perfil híbrido.

Composição da carteira no fim de 2025:

  • 71% em cotas de FIIs

  • 25% em CRIs

  • Demais ativos e caixa

Em 2024, a carteira era majoritariamente composta por CRIs. Em 2025, a lógica se inverteu. A gestão identificou assimetria relevante em cotas de fundos imobiliários, principalmente no segmento de tijolo.

Principais destaques da carteira de FIIs:

  • Maior alocação em logística

  • Crescimento da posição em FoFs

  • Redução de exposição em renda urbana

Entre as maiores posições estavam fundos logísticos e lajes corporativas, com contratos atípicos e ocupação elevada em ativos estratégicos.

Resultado prático da mudança

Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025:

  • A carteira de FIIs entregou 24,39% de retorno

  • O IMA-B, referência da carteira de CRIs, rendeu 9,87%

A diferença evidencia que a migração de estratégia contribuiu diretamente para a performance do ano.

Mesmo com menor peso, a carteira de CRIs também gerou ganhos relevantes, com destaque para operações que registraram:

  • Ganho de 23% em quitação de CRI

  • Amortização com ganho de 14,7%

Dividendos: 15% de DY e manutenção para 2026

O fundo encerrou 2025 com dividend yield de 15,07% a mercado.

No fechamento do ano, manteve distribuição de aproximadamente:

  • R$ 0,09 por cota mensais

Esse patamar foi mantido também no início de 2026, incluindo fevereiro, marcando o quinto mês consecutivo com esse nível de rendimento.

A projeção indicativa para o primeiro semestre de 2026 é de manutenção desse valor, condicionado ao cenário de mercado e desempenho da carteira.

Reavaliação patrimonial e impacto

Em dezembro de 2025, houve reavaliação de ativos imobiliários com ajuste médio negativo de 4,7%.

Mesmo com a reprecificação, o fundo encerrou o ano negociando com:

  • Desconto aproximado de 11% sobre o valor patrimonial

Esse desconto passou a ser um dos pontos observados pelo mercado para 2026.

Estrutura de taxas: redução relevante em 2025

Outra mudança estrutural foi a revisão das taxas.

Alterações implementadas:

  • Taxa de gestão caiu de 1,05% para 0,90% ao ano

  • Introdução de taxa de performance de 15% sobre o que exceder o CDI

Impacto financeiro:

AnoTotal pago em taxas
2024R$ 27 milhões
2025R$ 16,7 milhões

Redução de aproximadamente 38% no custo total anual.

Alavancagem e risco monitorado

O fundo operou com:

  • Alavancagem aproximada de 15,7%

  • Custo das operações compromissadas em CDI + 0,78%

Embora a alavancagem seja moderada, o custo atrelado ao CDI exige acompanhamento constante, especialmente em cenário de juros elevados.

O que pode impactar o CPTS11 em 2026?

Com a carteira concentrada em FIIs de tijolo e multiestratégia, o desempenho futuro dependerá principalmente de:

  • Evolução da taxa Selic

  • Compressão ou expansão de cap rates

  • Desconto patrimonial do IFIX

  • Manutenção do fluxo de dividendos dos fundos investidos

Se o ciclo de juros favorecer ativos imobiliários, a exposição maior a FIIs pode continuar beneficiando o fundo. Em cenário adverso, a volatilidade tende a aumentar.

Oportunidade ou risco calculado?

O CPTS11 encerrou 2025 como um dos fundos com melhor desempenho do mercado, sustentado por uma mudança estratégica agressiva e bem-sucedida.

Com 30,46% de retorno no ano, dividend yield superior a 15% e negociação com desconto patrimonial, o fundo entra em 2026 com potencial relevante — mas também com maior sensibilidade ao mercado imobiliário listado.

O desempenho futuro dependerá da manutenção da eficiência da alocação em FIIs e da gestão ativa diante de um cenário macro ainda desafiador.

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Nathália Santos
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Nathália Santos é jornalista e educadora financeira, com certificação em Planejamento Financeiro Pessoal. Na A Revista, escreve sobre renda fixa, quanto rende, crédito, orçamento e economia doméstica. Explica premissas, custos e riscos para ajudar o leitor a interpretar alternativas financeiras sem promessa de ganho.

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