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Início » Últimas Notícias » Ações da Auren Energia sobem 54% mesmo após prejuízo de R$ 403 milhões
Ações

Ações da Auren Energia sobem 54% mesmo após prejuízo de R$ 403 milhões

Apesar do resultado negativo no trimestre, mercado aposta no crescimento estrutural da companhia após incorporação da AES Brasil e forte expansão operacional.
Felipe AndradePor Felipe Andrade4 de fevereiro de 20263 minutos lidos
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Ações da Auren Energia sobem 54% mesmo após prejuízo de R$ 403 milhões
Ações da Auren Energia sobem 54% mesmo após prejuízo de R$ 403 milhões

A Auren Energia apresentou prejuízo de R$ 403 milhões no terceiro trimestre, mas, na contramão do resultado contábil negativo, suas ações acumulam alta de aproximadamente 54% desde abril. O movimento chama a atenção de investidores e levanta uma pergunta central no mercado: por que os papéis sobem mesmo com prejuízo?

A resposta passa por crescimento operacional, reestruturação financeira e expectativa de ganhos futuros com a integração da AES Brasil.

Receita cresce e operação avança, mesmo com lucro pressionado

Os números mostram que o problema não está na atividade principal:

  • Receita líquida subiu 13% na comparação anual

  • Crescimento de 23% nos últimos nove meses

  • Expansão da geração e comercialização de energia

  • Ebitda ajustado caiu 10% no trimestre, mas sobe 22% no acumulado do ano

Ou seja, a operação cresceu, mas o lucro foi impactado por fatores contábeis.

O que gerou o prejuízo de R$ 403 milhões?

Segundo a companhia, o resultado negativo foi provocado por:

  • Aumento de depreciação e amortização

  • Ajustes contábeis ligados à fusão

  • Impactos de equivalência patrimonial

  • Efeitos tributários

São itens que não representam necessariamente piora do caixa, mas sim reflexos da consolidação da aquisição da AES Brasil.

A dívida é alta, mas está sob controle

Após a aquisição, a alavancagem da empresa ficou elevada:

  • Dívida líquida/Ebitda: 4,9 vezes

  • Caixa disponível: R$ 6,3 bilhões

  • Vencimentos distribuídos até 2030

A companhia tem recursos suficientes para cobrir os próximos anos de dívida, o que reduz risco de curto prazo ponto observado positivamente pelo mercado.

Por que as ações estão subindo então?

O mercado precifica o futuro, não o trimestre

Investidores olham para o potencial da nova Auren, agora entre as maiores geradoras do país.

Sinergias da fusão ainda não apareceram totalmente

A integração com a AES Brasil deve gerar ganhos de eficiência, escala e rentabilidade nos próximos anos.

A ação parece “barata” pelo patrimônio

O indicador P/VP está próximo de 0,99, sugerindo que o valor de mercado é semelhante ao patrimônio da empresa.

 Confiança no setor elétrico

Energia é setor defensivo, com receitas mais previsíveis.

O que dizem as casas de análise

  • XP Investimentos: recomendação neutra, preço-alvo próximo da cotação

  • BTG Pactual: visão mais otimista, recomendação de compra

  • Outras casas divididas entre manter e compra moderada

O mercado ainda não tem consenso típico de empresas em fase de transição.

O risco: presente fraco, futuro promissor

Indicadores atuais mostram:

  • P/L negativo

  • ROE negativo

  • Margens pressionadas

Mas isso ocorre em fase de reorganização. A aposta dos investidores é que quando a consolidação terminar, os lucros apareçam.

A alta das ações da Auren não está ligada ao resultado do trimestre, mas sim à expectativa de crescimento estrutural, ganhos de escala e consolidação da nova empresa pós-fusão.

 O mercado acredita que o pior momento contábil já passou e que os resultados operacionais devem aparecer nos próximos ciclos.

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ações em alta Auren Energia fusão AES Brasil prejuízo contábil setor elétrico
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Felipe Andrade
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Felipe Andrade é analista de investimentos e colunista de mercado, com experiência em renda variável e mercados globais. Na A Revista, acompanha ações, empresas, petróleo, energia, commodities e mercados internacionais. Analisa resultados e documentos das companhias, contextualiza riscos e diferencia dados de expectativas.

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