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Início » Últimas Notícias » TAEE11: A queridinha da transmissão de energia está cara ou ainda vale a pena?
Ações

TAEE11: A queridinha da transmissão de energia está cara ou ainda vale a pena?

A ação amada pelos investidores segue sólida, paga bons dividendos e entrega previsibilidade — mas o preço atual levanta dúvidas
André CarvalhoPor André Carvalho13 de dezembro de 20253 minutos lidos
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TAEE11: A queridinha da transmissão de energia está cara ou ainda vale a pena?

O setor elétrico é considerado perene. Em um mundo cada vez mais digital, a energia elétrica deixou de ser apenas essencial — tornou-se insubstituível. Sem energia, não há tecnologia, indústria, serviços ou economia moderna.

Dentro do setor elétrico, existem três grandes subsetores:

  1. Geração – hidrelétricas, eólicas, solares e térmicas

  2. Transmissão – responsáveis por levar a energia das geradoras até as distribuidoras

  3. Distribuição – empresas que entregam a energia ao consumidor final

👉 As transmissoras ocupam o topo do ranking de previsibilidade, pois recebem pela disponibilidade do sistema, independentemente do volume de energia efetivamente transmitido.

O que faz da TAEE11 uma das ações mais desejadas da Bolsa?

A Taesa (TAEE) atua exclusivamente no segmento de transmissão de energia, considerado o mais defensivo do setor elétrico.

Principais vantagens do modelo de negócio:

  • Receita previsível e contratada

  • Baixo risco operacional

  • Alta visibilidade de caixa

  • Pagamentos garantidos via RAP (Receita Anual Permitida)

Mesmo que:

  • a geradora tenha problemas

  • a distribuidora enfrente inadimplência

  • ocorram falhas pontuais

A transmissora continua recebendo, pois é remunerada pela disponibilidade das linhas.

Números que chamam atenção na TAEE11

IndicadorValor
Cotação atualR$ 41,21
Valorização em 12 meses+28,44%
P/L8,28
Dividend Yield (12m)7,8%
P/VPA1,87
Liquidez diáriaR$ 111 milhões
Tag Along100%

O P/VPA elevado não é anormal no setor elétrico, especialmente em transmissoras, já que o mercado aceita pagar mais por previsibilidade e segurança.

Receita por disponibilidade: o grande diferencial

No 3º trimestre de 2025, a Taesa apresentou:

  • Receita bruta regulatória: R$ 721,8 milhões

  • Receita líquida operacional: R$ 548,8 milhões

  • Margem EBITDA: 84%

Isso reforça a força do modelo de negócios.

Índice de disponibilidade:

  • 2025: 99,93%

  • 2024: 98,34%

A chamada Parcela Variável (PV) representa descontos aplicados quando ocorre alguma indisponibilidade pontual no sistema — algo normal em operações de grande escala.

Quem controla a Taesa?

  • Cemig: ~21%

  • ISA Investimentos: ~15%

  • Free Float (mercado): ~63%

A presença de grandes controladores e investidores institucionais reforça a governança e a credibilidade da empresa.

Investidor Day e o futuro da transmissão

Um dos pontos mais relevantes discutidos foi o curtailment, que ocorre quando:

  • há geração de energia

  • existe demanda

  • mas falta capacidade de transmissão

Isso cria oportunidades enormes para transmissoras como a Taesa, que:

  • expandem redes

  • investem em novas linhas

  • participam de leilões estratégicos

Evolução da RAP ao longo do tempo:

  • Crescimento consistente desde 2006

  • Mais de R$ 4 bilhões em RAP acumulada

  • 44 ativos em operação

Nem tudo são flores: os pontos de atenção

Endividamento

  • Dívida líquida / EBITDA: 4,1x

  • Para transmissoras, é considerado aceitável, mas merece acompanhamento.

Concessões a vencer a partir de 2030

  • O mercado teme perda de RAP

  • Mas historicamente:

    • empresas renovam

    • vencem novos leilões

    • substituem concessões maduras por novas

Não há indício de colapso operacional ou financeiro.

TAEE11 está cara?

Está cara para novas compras no curto prazo, considerando valuation
Não está cara para quem já é sócio de longo prazo

Ação cara não é preço alto, é preço acima do valor justo com base nos fundamentos.

Vender apenas porque o preço subiu costuma ser um erro clássico de quem ainda se comporta como trader, e não como sócio.

Vale a pena ter TAEE11?

Sim, como ativo de longo prazo.
Não, como compra agressiva no preço atual.

A Taesa segue sendo:

  • sólida

  • previsível

  • excelente pagadora de dividendos

  • referência em transmissão de energia

Para quem já possui, manter faz sentido.
Para quem deseja entrar, aguardar melhores oportunidades pode ser prudente.

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André Carvalho
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André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

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