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Início » Últimas Notícias » RZTR11 dispara e se torna o fundo agro mais seguro e rentável da Bolsa em 2025
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RZTR11 dispara e se torna o fundo agro mais seguro e rentável da Bolsa em 2025

Com foco em terras agrícolas e estratégias inovadoras, o RZTR11 mantém alta rentabilidade mesmo durante a crise do agro e se destaca como opção de investimento segura e escalável
André CarvalhoPor André Carvalho11 de novembro de 20254 minutos lidos
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RZTR11
RZTR11

O agronegócio representa quase 30% do PIB brasileiro, sendo um dos pilares da economia nacional. Apesar de sua relevância, o mercado de capitais ainda oferece poucas opções de investimento diretamente ligadas ao setor. Essa lacuna começou a mudar em 2021, com a criação dos Fiagros, fundos de investimento voltados à cadeia agroindustrial.

Os Fiagros conquistaram investidores rapidamente ao oferecer rendimentos expressivos, muitas vezes superiores a 20% ao ano, superando os fundos imobiliários tradicionais. No entanto, grande parte desses fundos está exposta a riscos de crédito elevados, pois investem em títulos de dívida do agronegócio (CRAs). Essa característica se tornou um desafio em meio à crise do setor, marcada pela queda nas commodities agrícolas, aumento do endividamento rural e dificuldades de liquidez.

O que torna o RZTR11 diferente

O RZTR11 se diferencia de outros fundos do setor por adotar uma estratégia multiestratégica, baseada em três pilares principais:

  1. Sale & Leaseback – compra de terras de produtores rurais que precisam de liquidez, com posterior arrendamento ao mesmo produtor e possibilidade de recompra futura.

  2. Built-to-Lease – aquisição de áreas agrícolas para locação direta a empresas e produtores.

  3. Land Equity – compra de terras para melhorias e revenda, gerando ganhos de capital no longo prazo.

Diferente dos Fiagros tradicionais, que dependem do pagamento de dívidas por empresas rurais, o RZTR11 é dono das terras. Isso significa que o fundo tem risco patrimonial e não risco de crédito, o que garante maior estabilidade em períodos de turbulência no setor.

Mesmo que o produtor não consiga cumprir seus compromissos, o ativo permanece com o fundo — e pode continuar gerando receita ou ser vendido, protegendo o patrimônio e a rentabilidade do investidor.

Rendimento, desempenho e solidez

Desde sua criação em 2020, o RZTR11 acumulou uma rentabilidade de mais de 74%, superando índices como o CDI e o IPCA no mesmo período. O fundo mantém uma média de dividend yield de 16,4% ao ano, demonstrando consistência mesmo durante a crise do agronegócio.

Além do bom retorno, o RZTR11 possui um portfólio sólido de 22 fazendas, distribuídas em diferentes regiões e culturas, o que reduz a concentração de risco. Sua gestão ativa busca equilíbrio entre renda recorrente e valorização patrimonial, priorizando contratos de longo prazo com produtores financeiramente sólidos.

Entre os principais diferenciais estão a diversificação das operações, a segurança dos contratos de arrendamento e o modelo escalável, que combina liquidez e proteção contra inadimplência.

Riscos e pontos de atenção

Mesmo com um perfil mais conservador, o RZTR11 não está livre de riscos. A cláusula de recompra das terras pelos produtores, por exemplo, pode limitar parte da valorização dos ativos. Em cenários de forte alta nas cotações das propriedades, o fundo pode vender a terra por um valor abaixo do preço de mercado, conforme os termos do contrato.

Outro fator é o impacto da taxa Selic. Caso os juros avancem acima de 15%, contratos prefixados podem perder atratividade, reduzindo o retorno líquido do fundo. Ainda assim, o RZTR11 se mostra mais resiliente do que fundos expostos a dívidas corporativas, pois detém ativos reais e produtivos.

Comparativo com outros Fiagros

Quando comparado aos principais Fiagros listados na Bolsa — como VGIA11, KNC11, HURA11 e SNEG11 —, o RZTR11 demonstra maior solidez e menor volatilidade. Enquanto muitos desses fundos têm alta concentração em poucos devedores, o RZTR11 se apoia em ativos físicos diversificados, que geram renda contínua e preservam o patrimônio do cotista.

Atualmente, o RZTR11 é negociado próximo a 0,95x o valor patrimonial, com um portfólio que supera em tamanho e qualidade o de boa parte dos concorrentes. Apesar de não ser o fundo que mais distribui dividendos, é reconhecido pela estabilidade de rendimento e menor exposição a crises de crédito.

 O diferencial de ter a terra como lastro

O RZTR11 se firmou como uma das principais referências em investimentos agro da Bolsa brasileira. Ao substituir o risco de crédito pelo risco patrimonial, o fundo oferece maior previsibilidade e segurança em um setor historicamente volátil.

Com um modelo sólido e sustentável, o RZTR11 alia renda recorrente, valorização patrimonial e diversificação geográfica, sendo considerado por muitos investidores uma alternativa mais estável que 90% dos Fiagros atuais.

Para quem busca exposição ao agronegócio com baixo risco e potencial de valorização no longo prazo, o RZTR11 se mostra uma escolha estratégica, especialmente em um cenário de juros elevados e incerteza no campo.

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André Carvalho
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André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

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