O Nubank acaba de lançar o ETF de renda fixa NCD11, um novo produto que promete ser uma alternativa moderna para quem busca liquidez diária e segurança na hora de montar sua reserva de emergência. O fundo replica uma carteira composta por títulos do Tesouro Selic, mas traz diferenças importantes em relação aos tradicionais investimentos como CDBs de liquidez diária e o próprio Tesouro Direto.
A proposta é simples: permitir ao investidor acessar o desempenho médio dos títulos do Tesouro Selic sem precisar comprar diretamente cada papel. O fundo é negociado em bolsa e tem gestão automatizada, que ajusta periodicamente os vencimentos da carteira para manter a liquidez e reduzir oscilações.
Como funciona o NCD11
Na prática, o NCD11 investe em diversos títulos públicos federais do tipo LFT (Tesouro Selic) com vencimentos variados entre 2027 e 2030. Essa diversificação garante estabilidade e previsibilidade nos rendimentos, o que é essencial para quem busca baixo risco.
O fundo cobra taxa de administração de 0,15% ao ano, inferior à taxa de 0,20% do Tesouro Direto, o que o torna competitivo em custos. Outro ponto favorável é a isenção de IOF, uma vantagem importante para quem pode precisar resgatar o dinheiro antes de 30 dias.
Além disso, o ETF não tem vencimento: o investidor pode manter o ativo pelo tempo que desejar e vendê-lo a qualquer momento na bolsa, sem necessidade de reinvestimentos periódicos, como ocorre no Tesouro Selic tradicional.
Principais vantagens do ETF NCD11
- Liquidez diária: o investidor pode vender as cotas e ter o dinheiro de volta rapidamente.
- Gestão automática: o fundo ajusta a carteira periodicamente, sem necessidade de reinvestimentos manuais.
- Isenção de IOF: diferentemente de CDBs e Tesouro Selic, o NCD11 não cobra o imposto sobre resgates antes de 30 dias.
- Taxa de administração reduzida: 0,15% ao ano, abaixo da taxa do Tesouro Direto.
O ponto fraco: Imposto de Renda fixo de 25%
Apesar dos atrativos, há um grande fator de atenção. O NCD11 está sujeito a uma alíquota fixa de 25% de Imposto de Renda sobre os rendimentos, sem a tabela regressiva usada na renda fixa tradicional.
Isso ocorre porque a carteira do fundo tem prazo médio de repactuação diário, o que o enquadra nas regras da Receita Federal para fundos de curto prazo. Na prática, o investidor paga sempre 25% sobre o lucro, mesmo que mantenha o investimento por mais de um ano.
Com isso, a rentabilidade final pode ser inferior à de CDBs ou Tesouro Selic, que seguem a tabela regressiva e chegam a pagar apenas 15% de IR após dois anos.
Comparativo: NCD11 x Tesouro Selic x CDB de liquidez diária
| Característica | NCD11 (ETF Nubank) | Tesouro Selic | CDB Liquidez Diária |
| Rentabilidade média | 100% do CDI | 100% do CDI | 100% a 104% do CDI |
| Taxa de administração | 0,15% a.a. | 0,20% a.a. | Isento |
| IOF | Isento | Incide nos 30 primeiros dias | Incide nos 30 primeiros dias |
| Imposto de Renda | 25% fixo | 15% a 22,5% (regressivo) | 15% a 22,5% (regressivo) |
| Liquidez | Diária (venda em bolsa) | Diária | Diária |
| Garantia do FGC | Não | Não | Sim, até R$ 250 mil |
Vale a pena investir no NCD11?
O ETF NCD11 do Nubank é um produto interessante para quem valoriza simplicidade, liquidez e diversificação automática, mas não é ideal para reserva de emergência. O imposto de 25% sobre os rendimentos reduz significativamente a rentabilidade líquida, tornando o produto menos competitivo frente a opções como CDBs de liquidez diária e Tesouro Selic.
Para quem busca maximizar ganhos com baixo risco, os CDBs que rendem acima de 100% do CDI disponíveis em bancos como Sofisa Direto, C6 Bank e Banco ABC continuam sendo alternativas mais vantajosas.
O NCD11 é uma inovação bem-vinda para o mercado, mas a tributação elevada impede que ele seja considerado o melhor investimento para reserva de emergência.
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