Em meio a um cenário de juros futuros em queda, redução na oferta de títulos atrativos e maior seletividade das instituições financeiras, LCIs e LCAs com rentabilidade acima de 95% do CDI voltaram a ganhar destaque em 2026, especialmente no mercado secundário de investimentos.
Esses produtos, cada vez mais raros no mercado primário, surgem de forma pontual, com estoque limitado e alta demanda, exigindo agilidade do investidor interessado.
LCI pós-fixada de 98% do CDI aparece no mercado secundário
Uma das oportunidades que chamaram atenção recentemente foi uma LCI pós-fixada com rentabilidade de 98% do CDI, isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas.
O título é emitido pelo Banco Inter e disponibilizado no mercado secundário da plataforma de investimentos do BTG, com horário concentrado entre 10h e 15h, período em que essas ofertas costumam ser rapidamente absorvidas.
Principais características da LCI
Indexador: CDI
Rentabilidade: 98% do CDI
Tributação: Isenta de IR
Proteção: Garantia do FGC até R$ 250 mil por CPF e instituição
Liquidez: Conforme prazo do título
Perfil: Conservador a moderado
A atratividade do produto se dá não apenas pela isenção tributária, mas também pela capacidade de preservar o poder de compra em um ambiente inflacionário, especialmente quando comparada a CDBs líquidos e títulos bancários com retornos abaixo desse patamar.
LCA de 103% do CDI reforça apelo do agronegócio na renda fixa
Outra oportunidade relevante observada no mesmo ambiente é uma LCA pós-fixada com rentabilidade de 103% do CDI, também isenta de Imposto de Renda.
O título é emitido pelo banco cooperativo Sicoob, instituição que atua fortemente no financiamento do agronegócio e apresenta estrutura sólida de capitalização.
Destaques da LCA
Indexador: CDI
Rentabilidade: 103% do CDI
Tributação: Isenta de IR
Garantia: FGC
Setor lastro: Agronegócio
Perfil: Conservador
LCAs com esse nível de retorno tornaram-se exceção em 2026, o que explica a forte procura e o curto tempo de disponibilidade dessas ofertas no mercado secundário.
Escassez de bons títulos aumenta relevância dessas oportunidades
Com a redução expressiva de LCIs e LCAs oferecendo retornos elevados, muitos investidores passaram a considerar rentabilidades acima de 95% do CDI como excelentes, especialmente em produtos isentos de IR.
No cenário atual:
LCIs e LCAs abaixo desse patamar perderam competitividade
Bancos médios reduziram agressivamente as taxas oferecidas
A previsibilidade econômica segue limitada em um ano eleitoral
Diante disso, produtos pós-fixados com bom prêmio sobre o CDI passaram a ser vistos como instrumentos de proteção patrimonial, mais do que simples aplicações de curto prazo.
Mercado secundário exige agilidade e planejamento
Diferente do mercado primário, o mercado secundário funciona com estoque reduzido e janelas específicas de negociação, o que exige:
Recursos já disponíveis em conta
Acompanhamento diário das ofertas
Capacidade de decisão rápida
Em muitos casos, esses títulos permanecem disponíveis por poucos minutos após a abertura do mercado.
O que o investidor deve observar antes de aplicar
Antes de investir em LCIs e LCAs no mercado secundário, é fundamental analisar:
Prazo do título
Necessidade de liquidez
Concentração por instituição
Limite de cobertura do FGC
Papel do produto dentro da carteira
Mesmo em produtos conservadores, diversificação continua sendo essencial.
Em um ambiente marcado por escassez de boas oportunidades em renda fixa, LCIs e LCAs acima de 100% do CDI voltaram a ocupar espaço estratégico nas carteiras em 2026. Embora raras, essas ofertas reforçam que o investidor atento e bem posicionado ainda consegue capturar bons retornos com risco controlado.
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