O novo Volkswagen Tiguan R-Line representa uma mudança importante em relação ao modelo que anteriormente era vendido no mercado brasileiro. A terceira geração chega com cinco lugares, nova plataforma, cabine completamente reformulada e um conjunto mecânico mais potente.
Em agosto de 2026, o configurador oficial da Volkswagen indica preço sugerido de R$ 299.990 para o Tiguan R-Line 350 TSI. O valor pode variar conforme cor, opcionais e condições praticadas pelas concessionárias.
A proposta é posicionar o SUV em uma faixa na qual enfrenta tanto modelos tradicionais a combustão quanto uma nova geração de SUVs híbridos e eletrificados.
Motor 2.0 turbo entrega 272 cv e tração integral
A principal novidade está sob o capô. O Tiguan utiliza o motor 2.0 TSI EA888 Evo5, a motorização mais potente já oferecida pela Volkswagen em um Tiguan comercializado oficialmente no Brasil.
O conjunto desenvolve 272 cv de potência e 35,7 kgfm de torque e trabalha com uma transmissão automática AQ451 de oito marchas. A força é enviada para as quatro rodas pelo sistema de tração integral 4Motion.
A tração eletrônica identifica as condições de aderência e distribui a força entre os eixos conforme a necessidade. O SUV também oferece controle de descida HDC, recurso que atua em conjunto com ABS e controle eletrônico de estabilidade.
Essa configuração representa um salto expressivo em relação ao Tiguan vendido anteriormente no país e aproxima o modelo de SUVs de perfil mais esportivo.

Interior muda completamente e ganha tela de 15 polegadas
A cabine é outro ponto de grande evolução. A Volkswagen adotou a plataforma MQB Evo e redesenhou praticamente todo o painel.
A central multimídia agora possui 15 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. O painel Digital Cockpit Pro tem 10,25 polegadas e permite personalizar as informações exibidas ao motorista. Somadas, as telas passam de 25 polegadas.
O câmbio também mudou de lugar. O seletor tradicional deixou o console central e passou para uma alavanca atrás do volante. No espaço liberado fica o chamado Seletor de Experiências, que permite controlar volume, modos de condução e determinadas configurações da cabine.
Bancos têm ventilação, aquecimento e massagem
O Tiguan R-Line busca justificar seu posicionamento de preço com uma extensa lista de equipamentos de conforto.
Os dois bancos dianteiros possuem ajustes elétricos, memória, aquecimento, ventilação e oito programas de massagem. O modelo também oferece ar-condicionado automático de três zonas e teto solar panorâmico.
A iluminação ambiente pode ser configurada em 30 cores e também trabalha integrada a algumas funções de segurança.
Por fora, o SUV utiliza rodas de 19 polegadas e faróis IQ.Light Matrix LED, além de barras luminosas e logotipos iluminados na dianteira e na traseira.
Pacote de segurança inclui ACC e estacionamento automático
A nova geração também amplia os recursos de assistência ao motorista.
Entre os equipamentos estão ACC Stop and Go, assistente ativo de permanência em faixa, detector de ponto cego, frenagem autônoma com reconhecimento de pedestres e ciclistas, detector de fadiga e Emergency Assist.
O Park Assist Plus consegue auxiliar o veículo a entrar e sair automaticamente de vagas. A ausência de uma câmera com visão 360 graus, entretanto, aparece como uma das lacunas diante do nível de equipamentos oferecido pelo SUV.

Cinco lugares mudam a proposta do Tiguan
Uma das principais alterações em relação ao antigo Tiguan Allspace está na configuração interna. O novo modelo vendido no Brasil deixa de priorizar sete ocupantes e passa a ser oferecido com cinco lugares.
Com isso, a Volkswagen reposiciona o Tiguan como um SUV médio-grande voltado principalmente para desempenho, tecnologia e conforto, em vez de disputar diretamente o segmento de utilitários de sete lugares.
Por R$ 299.990, o Tiguan R-Line coloca na mesma combinação um motor de 272 cv, câmbio automático de oito marchas, tração integral 4Motion e um pacote tecnológico bastante superior ao das gerações anteriores.
Em um mercado cada vez mais pressionado pela chegada de SUVs eletrificados e marcas chinesas, esse conjunto ajuda a explicar por que a Volkswagen adotou uma estratégia agressiva de preço para a nova geração.
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