Um terremoto de magnitude 6 atingiu o Afeganistão e deixou pelo menos 800 mortos e 2.800 feridos, segundo informações divulgadas pelo governo controlado pelo Talibã. O tremor ocorreu em uma região montanhosa e provocou o colapso de centenas de casas, principalmente em vilarejos remotos, onde equipes de resgate trabalham intensamente na busca por sobreviventes sob os escombros.
O desastre é considerado o mais mortal a atingir o país desde 2022, quando outro abalo sísmico devastou a província de Paktika. Autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar, já que o acesso a várias áreas afetadas é extremamente difícil devido à geografia local e à precariedade das estradas.
Afeganistão já enfrenta crise humanitária
A tragédia ocorre em um momento crítico para o Afeganistão, que sofre com cortes na ajuda internacional desde que o Talibã retomou o poder em agosto de 2021. A população enfrenta escassez de alimentos, falta de medicamentos e alto índice de desemprego. O novo desastre natural deve pressionar ainda mais os já limitados recursos do país.
Organizações humanitárias internacionais manifestaram preocupação e pediram cooperação imediata para o envio de ajuda emergencial. No entanto, a tensão diplomática com o regime talibã continua sendo um obstáculo para o rápido socorro.
Região altamente vulnerável a terremotos
O Afeganistão está localizado em uma zona de intensa atividade sísmica, resultado do encontro entre as placas tectônicas indiana e eurasiana, principalmente na cordilheira Hindu Kush. Isso torna o país especialmente vulnerável a tremores de grande magnitude.
Nos últimos anos, milhares de afegãos já perderam suas casas e familiares em desastres semelhantes. Especialistas afirmam que a precariedade das construções, feitas em grande parte com barro e pedra, aumenta a letalidade desses eventos sísmicos.
Enquanto equipes de resgate tentam encontrar sobreviventes, moradores que perderam tudo aguardam por assistência em abrigos improvisados, temendo novos tremores secundários.
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