A Suzuki V-Strom 250 SX 2027 chegou ao mercado colombiano mantendo a fórmula que ajudou a motocicleta a conquistar espaço entre as aventureiras de baixa cilindrada. Em vez de promover uma mudança mecânica profunda, a fabricante concentrou a atualização em novas combinações de cores e grafismos.
A estratégia pode parecer discreta, mas busca reforçar a aparência de motocicleta maior e mais sofisticada. A V-Strom 250 SX preserva o característico bico dianteiro, o para-brisa elevado, os protetores de mãos e a posição de pilotagem mais vertical.
O conjunto visual remete às integrantes maiores da família V-Strom, mesmo utilizando uma plataforma compacta de 249 cm³. O modelo 2027 é oferecido na Colômbia em combinações que incluem branco com azul e vermelho, amarelo com preto, azul com amarelo e preto com detalhes vermelhos e brancos.
Essa variedade permite que a motocicleta mantenha sua identidade aventureira sem depender de uma reestilização completa. Na prática, o consumidor encontra uma moto conhecida, mas visualmente atualizada para o novo ano-modelo.
Motor entrega 26,1 cv e prioriza eficiência
A Suzuki manteve o motor monocilíndrico de 249 cm³, quatro tempos, quatro válvulas e comando simples no cabeçote. O propulsor utiliza injeção eletrônica e refrigeração a óleo, desenvolvendo 26,1 cv a 9.300 rpm.
O torque máximo declarado é de 22,2 Nm a 7.300 rpm. A transmissão possui seis marchas, configuração adequada para o uso urbano e para deslocamentos rodoviários.
Embora os números não coloquem a V-Strom 250 SX entre as motocicletas mais potentes da categoria, a proposta não é entregar acelerações extremas. O projeto prioriza respostas progressivas, facilidade de condução, baixo peso e economia de combustível.

A refrigeração a óleo contribui para reduzir o tamanho e a complexidade do conjunto quando comparada a sistemas tradicionais de refrigeração líquida. Essa solução também ajuda a preservar o desempenho térmico em percursos mais longos.
Ficha técnica da Suzuki V-Strom 250 SX 2027
| Característica | Informação |
| Motor | Monocilíndrico, quatro tempos e quatro válvulas |
| Cilindrada | 249 cm³ |
| Potência | 26,1 cv a 9.300 rpm |
| Torque | 22,2 Nm a 7.300 rpm |
| Alimentação | Injeção eletrônica |
| Refrigeração | A óleo |
| Câmbio | Seis marchas |
| Peso | 165 kg |
| Tanque | 12 litros |
| Altura do banco | 835 mm |
| Distância do solo | 205 mm |
| Roda dianteira | 19 polegadas |
| Roda traseira | 17 polegadas |
| Freios | Discos com ABS nas duas rodas |
Conforto é um dos principais argumentos da aventureira
A ergonomia está entre os pontos mais importantes da V-Strom 250 SX. O guidão largo, o banco em dois níveis e as pedaleiras posicionadas para uma postura menos inclinada favorecem viagens e deslocamentos cotidianos.
A altura do banco é de 835 milímetros. Esse número pode exigir atenção de pilotos de menor estatura, especialmente em manobras paradas, mas contribui para uma posição elevada e uma visão mais ampla do trânsito.
A distância livre do solo chega a 205 milímetros. Com isso, a moto consegue enfrentar lombadas, ruas danificadas, estradas de terra e caminhos de dificuldade moderada com menos risco de contato da parte inferior com o piso.
O peso declarado é de 165 kg, relativamente controlado para uma motocicleta de proposta aventureira. Essa característica facilita as mudanças de direção e reduz o esforço necessário durante o uso urbano.
Rodas de 19 e 17 polegadas aumentam a versatilidade
A roda dianteira de 19 polegadas reforça a proposta crossover. Ela oferece maior capacidade para transpor irregularidades quando comparada às rodas menores utilizadas em motocicletas essencialmente urbanas.
Na traseira, a V-Strom utiliza roda de 17 polegadas. Os pneus são sem câmara e apresentam desenho voltado para o uso misto, embora a motocicleta continue mais adequada ao asfalto e às estradas de terra leves do que a trilhas técnicas.
A suspensão dianteira utiliza garfo telescópico convencional. Na traseira, o monoamortecedor permite ajuste de pré-carga em sete posições, possibilitando adequar o conjunto ao peso do piloto, do passageiro e da bagagem.
Não há, entretanto, regulagens avançadas de compressão ou retorno. Essa simplicidade ajuda a controlar custos, mas pode decepcionar consumidores interessados em uma configuração mais sofisticada para o uso fora de estrada.
ABS nas duas rodas reforça a segurança
A V-Strom 250 SX 2027 utiliza freios a disco nas duas rodas com sistema ABS de dois canais. Isso significa que tanto a roda dianteira quanto a traseira contam com proteção contra travamento em frenagens fortes.
O equipamento é especialmente relevante em pisos molhados ou com baixa aderência, pois ajuda o piloto a manter o controle direcional da motocicleta.
Apesar disso, o sistema não oferece recursos eletrônicos mais avançados, como controle de tração, modos de condução ou ABS sensível à inclinação. A proposta continua sendo oferecer os equipamentos considerados essenciais sem elevar excessivamente o preço.
Equipamentos incluem painel digital e entrada USB
A lista de equipamentos segue uma abordagem funcional. A Suzuki V-Strom 250 SX oferece iluminação dianteira em LED, painel digital multifuncional, entrada USB e partida elétrica.
O modelo também conta com protetores de mãos, protetor inferior do motor, pedaleiras com revestimento de borracha e suporte traseiro para bagagem. A capacidade indicada para a grelha traseira é de até seis quilos.
O painel apresenta informações importantes para a condução, mas não possui tela TFT colorida nem conectividade avançada com smartphones. A ausência desses recursos é um dos pontos que evidenciam a proposta mais simples da motocicleta.
Principais equipamentos
| Item | Disponibilidade |
| Freios ABS de dois canais | Sim |
| Iluminação dianteira em LED | Sim |
| Painel digital | Sim |
| Entrada USB | Sim |
| Protetores de mãos | Sim |
| Protetor do motor | Sim |
| Suporte traseiro para bagagem | Sim |
| Controle de tração | Não |
| Painel TFT colorido | Não |
| Modos de pilotagem | Não |
Quanto custa a Suzuki V-Strom 250 SX 2027?
Em junho de 2026, a Suzuki da Colômbia anuncia a V-Strom 250 SX modelo 2027 por 20,99 milhões de pesos colombianos para compras realizadas por outros meios de pagamento.
A oferta financiada divulgada pela empresa começa em 20,59 milhões de pesos colombianos. Os valores incluem os impostos locais aplicáveis, mas não consideram despesas de documentação, seguro obrigatório e registro.
O preço equivale aproximadamente a pouco mais de US$ 5 mil, mas a conversão pode variar diariamente conforme a taxa de câmbio. Uma simples transformação para reais também não representa quanto a moto custaria no Brasil, pois uma eventual importação envolveria impostos, transporte, homologação e margem comercial.

Até o momento, a V-Strom 250 SX não aparece no catálogo oficial brasileiro da Suzuki. A linha nacional está concentrada principalmente em modelos de maior cilindrada, como V-Strom 650, V-Strom 800 e V-Strom 1050.
Pontos positivos e negativos
Pontos positivos
A V-Strom 250 SX se destaca pela combinação de baixo peso, posição confortável e motor de funcionamento progressivo. A presença do ABS nas duas rodas também fortalece o conjunto de segurança.
Outro aspecto favorável é a variedade de acessórios funcionais instalados de fábrica. Protetores de mãos, entrada USB, protetor inferior e bagageiro reduzem a necessidade de modificações imediatas para viagens curtas.
A roda dianteira de 19 polegadas e os 205 milímetros de distância do solo permitem enfrentar estradas irregulares com mais tranquilidade do que uma motocicleta urbana convencional.
Pontos negativos
A suspensão dianteira convencional e a ausência de regulagens mais completas limitam o desempenho em terrenos difíceis. O modelo também não oferece controle de tração, modos de pilotagem ou painel TFT.
Os 26,1 cv são suficientes para a proposta, mas podem exigir planejamento em ultrapassagens com passageiro e bagagem. Em rodovias rápidas, o motor monocilíndrico também tende a trabalhar em rotações mais elevadas.
A altura do banco de 835 milímetros pode representar dificuldade para pilotos mais baixos, principalmente durante manobras, estacionamento e paradas em vias inclinadas.
A Suzuki V-Strom 250 SX 2027 vale a pena?
A Suzuki V-Strom 250 SX 2027 pode valer a pena para quem procura uma motocicleta versátil, relativamente leve e preparada para combinar cidade, estrada e trechos não pavimentados de baixa dificuldade.
Seu principal diferencial não está em tecnologias sofisticadas ou desempenho esportivo. A força do projeto está no equilíbrio entre conforto, simplicidade mecânica, equipamentos essenciais e proposta aventureira.
Ela pode ser especialmente interessante para motociclistas que desejam iniciar no segmento de viagens sem assumir o peso, o consumo e o custo de uma big trail. Por outro lado, consumidores que priorizam potência, eletrônica embarcada ou uso off-road mais intenso devem considerar alternativas maiores e mais completas.
No modelo 2027, a Suzuki não reinventou a V-Strom 250 SX. A fabricante atualizou o visual e preservou uma fórmula já conhecida. Para quem busca uma aventureira econômica e funcional, essa continuidade pode ser justamente o maior atrativo.
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