As ações preferenciais da Petrobras voltaram a ser negociadas abaixo de R$ 40 após uma sequência de quedas em junho. Por volta das 11h desta terça-feira, 23 de junho, PETR4 era cotada perto de R$ 39,01, com recuo de aproximadamente 0,41% no pregão.
Apesar da correção recente, o papel ainda acumulava valorização próxima de 30% em 2026. O movimento coloca a companhia novamente no radar dos investidores que procuram dividendos, especialmente diante dos pagamentos já programados para agosto e setembro e da proximidade do balanço do segundo trimestre.
PETR4 está abaixo do preço-teto citado
O preço-teto pessoal apresentado no esboço é de R$ 41,90. Considerando a cotação de R$ 39,01, PETR4 estaria aproximadamente 6,90% abaixo dessa referência.
Essa diferença não significa, por si só, que a ação esteja barata. O preço-teto não foi elaborado por uma corretora ou banco de investimentos e deve ser interpretado apenas como uma referência particular.
| Indicador | Valor atualizado |
|---|---|
| Cotação intradiária em 23 de junho | R$ 39,01 |
| Fechamento em 22 de junho | R$ 39,17 |
| Preço-teto pessoal citado | R$ 41,90 |
| Distância para o preço-teto | 6,90% |
| Desempenho aproximado em 2026 | +30,25% |
| Desempenho acumulado em junho | -6,65% |
| Máxima registrada em maio | R$ 43,82 |
| Mínima recente em junho | R$ 37,41 |
Petrobras já aprovou R$ 9,03 bilhões em proventos
A Petrobras aprovou em maio a distribuição de R$ 9,03 bilhões aos acionistas, equivalente a R$ 0,70 por ação ordinária ou preferencial. Os valores foram declarados com base no balanço de 31 de março de 2026.
O pagamento será realizado integralmente como juros sobre capital próprio, modalidade sujeita à retenção de 15% de Imposto de Renda, salvo situações de isenção previstas na legislação.
| Parcela | Valor bruto por ação | Pagamento |
| Primeira parcela | R$ 0,35 | 20 de agosto de 2026 |
| Segunda parcela | R$ 0,35 | 21 de setembro de 2026 |
| Total aprovado | R$ 0,70 | Agosto e setembro |
| Valor total da distribuição | R$ 9,03 bilhões | — |
A data-base foi 1º de junho de 2026. Portanto, somente os investidores que possuíam as ações ao final daquele pregão terão direito aos pagamentos. Desde 2 de junho, PETR3 e PETR4 são negociadas sem direito a esses proventos.
Na cotação de R$ 39,01, o valor bruto de R$ 0,70 representa um retorno aproximado de 1,80%. Após a retenção padrão de 15% sobre o JCP, o valor líquido estimado seria de cerca de R$ 0,60 por ação, equivalente a 1,53%.
Novo dividendo pode ser anunciado em agosto?
O próximo evento relevante será a divulgação do balanço do segundo trimestre, marcada oficialmente para 6 de agosto de 2026. Existe a possibilidade de o Conselho de Administração aprovar uma nova remuneração, como ocorreu em outros resultados trimestrais.
Entretanto, nenhum novo dividendo referente ao 2T26 está confirmado. O valor dependerá principalmente do fluxo de caixa livre, do nível de endividamento, dos investimentos realizados e da decisão do Conselho.
A política vigente estabelece que, se a dívida bruta permanecer dentro do limite previsto no plano estratégico e as demais condições forem atendidas, a Petrobras deverá distribuir 45% do fluxo de caixa livre.
Lucro de R$ 32,7 bilhões sustenta expectativa
A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 110% em relação ao quarto trimestre de 2025. O EBITDA ajustado alcançou R$ 59,6 bilhões.
| Resultado do 1T26 | Valor |
| Lucro líquido | R$ 32,7 bilhões |
| Crescimento trimestral | 110% |
| EBITDA ajustado | R$ 59,6 bilhões |
| Proventos aprovados | R$ 9,03 bilhões |
| Provento por ação | R$ 0,70 |
O petróleo também continuará influenciando o resultado. Em 23 de junho, o Brent era negociado perto de US$ 77 por barril, após forte volatilidade provocada pelas tensões no Oriente Médio e pelas mudanças nas perspectivas de oferta.
PETR4 reúne, portanto, três pontos de atenção: preço inferior a R$ 40, pagamentos já confirmados e proximidade do balanço do 2T26. Ainda assim, petróleo, câmbio, investimentos e decisões governamentais permanecem entre os principais riscos para os dividendos e para a cotação.
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