A Royal Enfield reformulou seu programa de revisões com preço fixo no Brasil e reduziu de forma significativa o custo de manutenção de suas motocicletas durante os três primeiros anos. Dependendo do modelo, a economia acumulada chega a 34%.
A mudança também altera um ponto que costuma pesar na rotina dos proprietários: a primeira revisão não será mais exigida aos 500 km ou 45 dias. No novo programa, a primeira passagem pela concessionária ocorre aos 1.000 km ou seis meses, o que acontecer primeiro.
Com isso, o número de revisões previstas durante os três anos de garantia cai de sete para seis. A garantia permanece válida por três anos, sem limite de quilometragem, segundo as informações divulgadas sobre o novo programa.
Quanto ficaram as revisões da Royal Enfield?
A redução varia de acordo com a família de motocicletas. Entre os modelos de 350 cm³, como Hunter 350, Meteor 350 e Classic 350, o custo acumulado das seis revisões passa para R$ 3.289,99.
Já Himalayan 450 e Guerrilla 450 passam a ter custo programado de R$ 3.246,36 durante os três primeiros anos.
Nas motocicletas bicilíndricas, os valores são maiores, mas também houve redução relevante.
| Linha/modelos | Custo das 6 revisões |
|---|---|
| Hunter 350, Meteor 350 e Classic 350 | R$ 3.289,99 |
| Himalayan 450 e Guerrilla 450 | R$ 3.246,36 |
| Interceptor 650 e Continental GT 650 | R$ 4.465,91 |
| Classic 650 e Super Meteor 650 | R$ 4.395,62 |
| Bear 650 | R$ 4.413,71 |
Os valores divulgados incluem peças e mão de obra previstas no programa de manutenção.

Interceptor 650 e Continental GT têm maior redução
A maior queda percentual aparece na família formada por Interceptor 650 e Continental GT 650. Segundo os dados divulgados, o custo total das revisões dessa plataforma foi reduzido em aproximadamente 34%.
Na linha 450, formada por Himalayan 450 e Guerrilla 450, a redução chega a cerca de 32%.
Já Hunter 350, Meteor 350 e Classic 350 registram redução aproximada de 30% no custo acumulado.
Como fica o novo calendário de manutenção?
O cronograma passa a seguir seis etapas principais durante os três anos:
- 1ª revisão: 1.000 km ou 6 meses;
- 2ª revisão: 5.000 km ou 12 meses;
- 3ª revisão: 10.000 km ou 18 meses;
- 4ª revisão: 15.000 km ou 24 meses;
- 5ª revisão: 20.000 km ou 30 meses;
- 6ª revisão: 25.000 km ou 36 meses.
Na linha 350, por exemplo, a primeira revisão custa R$ 380,51, enquanto a manutenção mais cara ocorre aos 20 mil km ou 30 meses, com valor previsto de R$ 1.215,45.
Nas linhas 650, a primeira revisão custa R$ 632,20. Para Interceptor e Continental GT, a revisão de 20 mil km chega a R$ 1.755,17, sendo a etapa mais cara do cronograma divulgado.

O que mudou na prática?
Para o consumidor, a principal consequência é a diminuição do número de idas obrigatórias à rede autorizada durante o período de garantia e uma redução do gasto previsto com manutenção.
A alteração também torna mais espaçada a primeira intervenção da motocicleta, uma vez que o limite passa de 500 km para 1.000 km.
Isso não significa, porém, que o proprietário deva deixar de acompanhar níveis de óleo, pneus, transmissão e demais itens previstos no manual. A própria Royal Enfield orienta que serviços e manutenções sejam realizados conforme os intervalos recomendados e em centros autorizados, utilizando peças adequadas, especialmente para preservar segurança, desempenho e condições de garantia.
A mudança representa uma tentativa da Royal Enfield de reduzir um dos custos que acompanham a compra de uma motocicleta além do preço inicial: a manutenção programada.
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