A Petrobras vem enfrentando uma situação delicada e onerosa na bacia da Foz do Amazonas. Segundo informações divulgadas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e apuradas pela Jovem Pan News, a estatal paga cerca de R$ 4,2 milhões por dia para manter uma sonda de perfuração parada, enquanto aguarda a liberação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para iniciar a campanha exploratória na região.
Sonda parada desde agosto gera custo milionário
O equipamento, posicionado na cabeça do poço da margem equatorial brasileira, na costa do Amapá, está inativo desde agosto deste ano, resultando em gastos acumulados que já ultrapassam a casa das centenas de milhões de reais. A sonda foi contratada pela Petrobras para realizar perfurações exploratórias em busca de petróleo em uma das áreas mais promissoras do país, mas o projeto segue parado por falta da licença ambiental.
Disputa ambiental e atrasos no licenciamento
Desde 2023, a Petrobras tenta obter autorização do Ibama para iniciar a perfuração na bacia da Foz do Amazonas. O órgão ambiental tem solicitado novos estudos e complementações de dados sobre o impacto ambiental na região, especialmente em relação à fauna marinha e às correntes oceânicas.
Enquanto isso, países vizinhos — como Guiana, Suriname e Guiana Francesa — já avançaram em suas campanhas de exploração, atraindo investimentos internacionais e fortalecendo suas economias com a descoberta de reservas significativas de petróleo na margem equatorial.
Petrobras teme perder oportunidade estratégica
A estatal teme que a demora no licenciamento comprometa sua posição estratégica na região. A sonda contratada é considerada rara no mercado mundial, com poucos equipamentos disponíveis com as mesmas especificações técnicas. Caso a Petrobras precise realocar o equipamento ou contratar outro, o processo de licenciamento pode ser reiniciado, atrasando ainda mais os trabalhos e ampliando os prejuízos.
Empresa contratada e posicionamento oficial
A sonda é operada pela empresa Forc, que afirmou cumprir todos os contratos e permanecer à disposição da Petrobras. Já a petroleira reforçou que segue todos os protocolos ambientais e que considera o projeto fundamental para garantir a segurança energética do país e o desenvolvimento da margem equatorial.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






