O Omoda 4 está sendo preparado para se tornar o modelo mais acessível da Omoda & Jaecoo no Brasil e poderá provocar uma nova disputa no segmento de SUVs compactos. Previsto para chegar ao mercado nacional entre outubro e dezembro de 2026, o veículo combina visual futurista, motorização eletrificada e uma extensa lista de tecnologias.
O preço ainda não foi anunciado oficialmente. Entretanto, informações obtidas durante a apresentação internacional do modelo apontam para uma faixa inicial próxima de R$ 130 mil. Caso a estimativa seja confirmada, o novo SUV poderá custar menos que versões mais equipadas de Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian, apesar de apresentar dimensões próximas às de SUVs maiores.
Com aproximadamente 4,40 metros de comprimento, o Omoda 4 ficará acima dos SUVs de entrada em tamanho. O porte é mais próximo ao de Hyundai Creta e Nissan Kicks, o que poderá fortalecer a relação entre espaço interno, equipamentos e preço.

Omoda 4 deve chegar ao Brasil no final de 2026
A previsão é que o lançamento brasileiro aconteça no último trimestre de 2026. O modelo foi apresentado durante o Salão de Pequim como uma das principais novidades globais da Omoda & Jaecoo.
A fabricante posicionará o Omoda 4 abaixo do Omoda 5, transformando-o na porta de entrada da marca. A estratégia será alcançar consumidores que atualmente procuram SUVs entre aproximadamente R$ 130 mil e R$ 160 mil, faixa que concentra uma quantidade crescente de lançamentos.
O preço de R$ 130 mil, porém, deve ser tratado como uma projeção de mercado, e não como valor confirmado. Versão, equipamentos, tributação, origem do veículo e nível de nacionalização poderão alterar o preço definitivo.
Ainda assim, mesmo uma configuração próxima de R$ 150 mil poderá pressionar concorrentes estabelecidos caso o modelo preserve boa parte dos equipamentos apresentados no exterior.
Motor híbrido de 224 cv é a principal aposta
A configuração mais provável para o mercado brasileiro utiliza um sistema híbrido pleno semelhante ao empregado pelo Omoda 5 SHS-H. O conjunto reúne um motor 1.5 turbo a gasolina, uma unidade elétrica e uma transmissão híbrida dedicada.
A potência combinada pode chegar a 224 cv, com torque aproximado de 30,10 kgfm. Esses números colocariam o Omoda 4 acima de praticamente todos os SUVs compactos convencionais vendidos na mesma faixa de preço.
Por ser um híbrido pleno, o veículo pode utilizar o motor elétrico em determinadas situações sem depender de recarga externa. A bateria é alimentada pelo próprio sistema durante a condução e pelas desacelerações.
A fabricante ainda não confirmou oficialmente qual conjunto será vendido no Brasil. O projeto global também admite uma versão totalmente elétrica e não descarta uma configuração apenas a combustão para determinados mercados.
Possíveis motorizações do Omoda 4
| Configuração | Potência estimada | Situação no Brasil |
| Híbrido pleno 1.5 turbo | 224 cv | Principal possibilidade |
| Totalmente elétrico | 204 cv | Em estudo |
| Motor somente a combustão | Não confirmado | Menos provável inicialmente |
| Omoda 4 Ultra híbrido | Não divulgada de forma combinada | Sem confirmação para o Brasil |
A versão elétrica poderá utilizar motor dianteiro de 204 cv e torque de 34,60 kgfm. Informações preliminares também indicam o desenvolvimento de uma bateria com capacidade próxima de 67 kWh, embora a especificação brasileira não tenha sido divulgada.
Preço de R$ 130 mil pode mudar o mercado
O maior impacto do Omoda 4 poderá ocorrer no posicionamento comercial. Atualmente, SUVs compactos de marcas tradicionais ultrapassam com facilidade a faixa de R$ 140 mil quando equipados com motores turbo, central multimídia avançada e sistemas de assistência ao motorista.
Nesse cenário, um híbrido pleno de 224 cv vendido por aproximadamente R$ 130 mil teria argumentos para disputar clientes de diversas categorias.
Entre os possíveis concorrentes estão:
- Volkswagen Tera;
- Fiat Pulse;
- Renault Kardian;
- Volkswagen T-Cross;
- Hyundai Creta;
- Nissan Kicks;
- Toyota Yaris Cross;
- GAC GS3;
- Caoa Chery Tiggo 5X.
Tera, Pulse e Kardian são menores, mas poderão concorrer diretamente pelo preço. T-Cross, Creta, Kicks e Yaris Cross aparecem como rivais mais próximos em dimensões e proposta.
Portanto, o Omoda 4 poderá atuar em duas frentes: oferecer porte superior aos SUVs de entrada e cobrar menos que versões intermediárias ou completas de modelos maiores.
Equipamentos podem ser um dos principais diferenciais
O exemplar apresentado na China recebeu um pacote tecnológico mais amplo que o normalmente encontrado nos SUVs de entrada brasileiros.

A lista global poderá incluir:
- central multimídia vertical de 13,20 polegadas;
- quadro de instrumentos digital;
- câmera com visualização panorâmica de 540 graus;
- até 16 sistemas de assistência à condução;
- detector de veículos no ponto cego;
- carregador de celular por indução de 50 W;
- assistente de voz com inteligência artificial;
- sensores de estacionamento dianteiros e traseiros;
- câmera frontal e câmera de ré;
- bancos dianteiros com ajustes elétricos;
- teto panorâmico;
- porta-malas com abertura elétrica;
- iluminação ambiente;
- seis airbags;
- ar-condicionado com saídas para o banco traseiro;
- entradas USB dianteiras e traseiras.
A lista definitiva para o Brasil poderá ser menor. Equipamentos como teto panorâmico, abertura elétrica do porta-malas e ajustes elétricos para os dois bancos dianteiros podem ficar restritos às versões mais caras.
Design inspirado em carros esportivos
O visual é um dos principais elementos utilizados pela Omoda para diferenciar o novo SUV. A marca chama a linguagem estética de “Cyber Mecha”, expressão relacionada à combinação de linhas geométricas, elementos futuristas e aparência inspirada em máquinas.
A dianteira possui faróis estreitos, luzes diurnas em LED e formas que lembram SUVs esportivos. As linhas angulares e a carroceria larga criam uma aparência mais agressiva que a de modelos convencionais da categoria.
O conjunto apresentado no Salão de Pequim também tinha rodas de liga leve de 18 polegadas, molduras escuras nas caixas de roda, maçanetas pintadas na cor da carroceria, aerofólio traseiro e lanternas com assinatura luminosa em LED.
No interior, o botão de partida recebe uma proteção vermelha inspirada em carros esportivos. O console central elevado reúne seletor eletrônico de marchas, carregador sem fio e porta-objetos.
Espaço interno pode superar o de SUVs de entrada
Com cerca de 4,40 metros de comprimento, o Omoda 4 deve oferecer uma cabine mais espaçosa que a encontrada em Tera, Pulse e Kardian.
O exemplar exibido na China apresentou bom espaço para os passageiros do banco traseiro, assoalho relativamente plano, saídas de ventilação e apoio de braço central. Os bancos dianteiros têm desenho esportivo, mas utilizam encostos de cabeça ajustáveis.
A capacidade oficial do porta-malas ainda não foi divulgada. Visualmente, o compartimento parece oferecer aproximadamente 350 litros, mas esse número não deve ser tratado como dado definitivo até a homologação da fabricante.
O banco traseiro bipartido permite ampliar a área de carga. O modelo também poderá receber espaço para estepe nas unidades destinadas ao Brasil, dependendo da adaptação realizada para o mercado local.
Suspensão independente aumenta a expectativa por conforto
Outro ponto importante do projeto é a suspensão traseira independente do tipo multilink. Essa solução é incomum entre SUVs posicionados na faixa de entrada e geralmente aparece em veículos de categorias superiores.
O sistema permite controlar de forma mais precisa o movimento de cada roda traseira, contribuindo para estabilidade, conforto e comportamento em curvas. O Omoda 4 também foi apresentado com freios a disco nas quatro rodas.
Entretanto, será necessário aguardar a configuração nacional para saber se essas soluções estarão presentes em todas as versões ou somente nas mais completas.
Omoda 4 Ultra terá proposta mais esportiva
A fabricante também desenvolveu uma versão chamada Omoda 4 Ultra. A configuração contará com alterações aerodinâmicas, ajustes esportivos na suspensão e na direção, além de sistema de controle de largada.
Segundo as informações divulgadas durante a apresentação global, o Omoda 4 Ultra poderá acelerar de zero a 100 km/h em aproximadamente 7,50 segundos e alcançar velocidade máxima de 179 km/h.
A configuração utiliza um sistema híbrido e foi criada para consumidores que procuram desempenho mais elevado. A chegada ao Brasil, entretanto, ainda está em avaliação e poderá ocorrer inicialmente como uma série limitada.
Produção brasileira foi confirmada mas fábrica ainda depende de anúncio
A Omoda & Jaecoo confirmou os planos de produzir veículos no Brasil. Informações de mercado indicam que a empresa poderá assumir a fábrica atualmente utilizada pela Jaguar Land Rover em Itatiaia, no Rio de Janeiro.
A unidade foi inaugurada em 2016 e possui capacidade instalada para aproximadamente 24 mil veículos por ano. A localização entre Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais favorece a distribuição para os maiores mercados consumidores do país.
Apesar das negociações e das informações divulgadas nos bastidores, a Omoda & Jaecoo ainda não oficializou definitivamente Itatiaia como endereço da produção nacional.
O Omoda 4 aparece como um dos principais candidatos para iniciar a nova operação brasileira. A fabricação local poderá reduzir custos logísticos, melhorar a disponibilidade de peças e permitir maior competitividade comercial.
Híbrido terá isenção de IPVA em São Paulo?
A possível chegada de uma versão híbrida gerou dúvidas sobre benefícios tributários. No estado de São Paulo, um veículo híbrido não recebe automaticamente isenção completa de IPVA apenas por utilizar essa tecnologia.
As regras dependem da legislação vigente, do tipo de sistema híbrido, do combustível utilizado, do valor do veículo e dos critérios técnicos estabelecidos pelo estado. Portanto, ainda não é possível afirmar que o Omoda 4 terá isenção ou desconto.
Na capital paulista, veículos eletrificados podem receber tratamento diferenciado no rodízio municipal, mas a aplicação do benefício dependerá do enquadramento da versão comercializada e das regras válidas no momento do lançamento.
Também não é correto afirmar que carros híbridos sempre possuem seguro mais barato. O valor da apólice depende de fatores como preço das peças, custo de reparação, índice de roubos, perfil do motorista, localização e rede de assistência.

O Omoda 4 realmente pode revolucionar o mercado?
O modelo reúne características suficientes para provocar mudanças no segmento, mas o impacto dependerá de quatro fatores principais: preço final, equipamentos de série, confiabilidade e atendimento pós-venda.
Caso chegue próximo de R$ 130 mil com conjunto híbrido de 224 cv, seis airbags, sistemas ADAS e suspensão traseira independente, o Omoda 4 poderá estabelecer uma nova referência de custo-benefício.
Por outro lado, preços acima de R$ 160 mil aproximariam o SUV do Omoda 5 e de concorrentes já consolidados. Nessa faixa, fatores como valor de revenda, disponibilidade de peças e cobertura da rede de concessionárias ganhariam maior importância.
O desempenho comercial também dependerá da velocidade de expansão da Omoda & Jaecoo no Brasil. O consumidor poderá considerar não apenas o número de equipamentos, mas a facilidade para realizar revisões, encontrar componentes e receber atendimento depois da compra.
Omoda 4 vale a espera?
Para quem procura um SUV novo, tecnológico e eletrificado, o Omoda 4 merece ser acompanhado. A promessa de preço agressivo, motor híbrido potente e cabine equipada coloca o lançamento entre as principais novidades previstas para o final de 2026.
No entanto, ainda é cedo para classificar o veículo como a melhor compra da categoria. Preço, autonomia, consumo, garantia, revisões, lista de equipamentos e condições de produção nacional precisam ser confirmados.
Se a marca entregar o conjunto apresentado internacionalmente por um valor próximo de R$ 130 mil, o Omoda 4 terá condições de incomodar desde SUVs pequenos como Tera, Pulse e Kardian até modelos maiores como Creta, Kicks, T-Cross e Yaris Cross.
A possível revolução não estará apenas no visual ou na potência. Estará na capacidade de oferecer tecnologia híbrida, desempenho e espaço por um preço atualmente cobrado por SUVs menores e menos potentes.
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