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Início » Últimas Notícias » Novo Jeep Compass cresce, muda plataforma e mira defeitos da geração atual
Mercados

Novo Jeep Compass cresce, muda plataforma e mira defeitos da geração atual

SUV de nova geração apresentado na Europa ficou maior, ganhou porta-malas de 550 litros, interior mais tecnológico e opções híbridas e elétricas.
André CarvalhoPor André Carvalho6 de julho de 20269 minutos lidos
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Novo Jeep Compass cresce, muda plataforma e mira defeitos da geração atual
Novo Jeep Compass cresce, muda plataforma e mira defeitos da geração atual
O Jeep Compass de nova geração foi apresentado na Europa com mudanças profundas em relação ao SUV vendido atualmente no Brasil. O modelo mantém a identidade visual da Jeep, mas estreia uma nova base, cresce em dimensões importantes e busca corrigir pontos criticados na geração atual, principalmente o espaço interno traseiro e o porta-malas.
O Compass atual se consolidou como um dos SUVs médios mais importantes do mercado brasileiro na última década. Produzido em Goiana, Pernambuco, o modelo ajudou a Jeep a dominar o segmento e ultrapassou a marca de 500 mil unidades vendidas no país, segundo a Stellantis.

Na Europa, a nova geração passa a usar a plataforma STLA Medium, arquitetura mais moderna da Stellantis criada para receber diferentes tipos de motorização, incluindo híbrida leve, híbrida plug-in e 100% elétrica. A mudança de plataforma é o ponto central da evolução do SUV, porque permitiu aumentar o entre-eixos, melhorar o aproveitamento interno e ampliar a capacidade de carga.

Dimensões maiores mudam a proposta do SUV

A nova geração do Jeep Compass mede 4,55 metros de comprimento. Na prática, isso representa um salto importante em relação ao Compass atual vendido no Brasil, que tem cerca de 4,40 metros. O crescimento de aproximadamente 15 centímetros deixa o SUV mais próximo de modelos familiares maiores e ajuda a resolver uma reclamação recorrente de quem usa o banco traseiro.

O entre-eixos também cresceu de forma expressiva. A nova arquitetura permitiu ampliar o espaço para as pernas, tornando o Compass mais confortável para adultos altos no banco traseiro. Segundo a Jeep, a nova geração oferece 55 mm adicionais para os ocupantes, além de melhor aproveitamento da cabine.

Essa evolução é especialmente relevante para o Brasil. Apesar de ser forte em acabamento, dirigibilidade e imagem de marca, o Compass atual sempre recebeu críticas pelo espaço traseiro apenas mediano para um SUV médio. Com a nova geração, a Jeep tenta transformar esse ponto fraco em argumento de venda.

Porta-malas salta para 550 litros

Outro avanço importante está no porta-malas. A nova geração do Compass passa a oferecer até 550 litros de capacidade, contra cerca de 410 litros no modelo atual vendido no Brasil. O ganho é significativo e coloca o SUV em uma posição mais competitiva para famílias, viagens e uso rodoviário.

Além do volume maior no compartimento principal, o novo Compass também ganhou soluções de armazenamento na cabine. A Jeep informa que há 34 litros em porta-objetos na região dianteira, ampliando a praticidade no uso diário.

Essa combinação de mais espaço interno e porta-malas maior reforça a mudança de posicionamento. O Compass deixa de ser apenas um SUV médio com apelo urbano e passa a mirar consumidores que precisam de mais conforto para passageiros e bagagens, sem migrar necessariamente para um SUV de sete lugares.

Visual mantém DNA Jeep, mas traseira muda mais

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No design, o novo Jeep Compass não abandona a identidade da marca. A dianteira mantém a leitura típica da Jeep, com a tradicional grade de sete fendas reinterpretada em uma proposta mais moderna. Nas versões eletrificadas, a frente pode trazer áreas fechadas para melhorar a eficiência aerodinâmica.

A mudança mais perceptível está na traseira. O SUV ganhou lanternas interligadas e assinatura luminosa mais atual, seguindo uma tendência já vista em diversos lançamentos globais. O logotipo iluminado e a iluminação horizontal reforçam a aparência mais tecnológica.

Apesar das mudanças, a Jeep evitou uma ruptura completa. A estratégia parece clara: modernizar o Compass sem afastar o público que já reconhece o SUV como um produto de imagem forte no Brasil e em outros mercados.

Interior ganha tela de 16 polegadas e mais tecnologia

A cabine também passou por uma transformação importante. O novo Jeep Compass adota quadro de instrumentos digital de 10 polegadas e central multimídia de 16 polegadas, com formato mais horizontal e integração com serviços conectados. A Jeep também informa que o sistema poderá receber atualizações remotas ao longo do ciclo de vida do veículo.

O acabamento segue uma proposta mais sofisticada, com uso de materiais emborrachados, tecidos e revestimentos texturizados em diferentes áreas da cabine. Dependendo da versão, há bancos com ajustes elétricos, teto solar panorâmico, carregador de celular por indução, câmera 360 graus, faróis Matrix LED e assistentes avançados de condução.

Um detalhe positivo é a permanência de comandos físicos para funções importantes. Em um momento em que muitas marcas concentram quase tudo na tela multimídia, o novo Compass mantém botões e comandos diretos para volume, retrovisores, vidros, modos de condução e outras funções de uso frequente.

Versões híbridas e elétricas ampliam a oferta na Europa

Na Europa, o novo Jeep Compass será oferecido com diferentes tipos de eletrificação. A versão híbrida leve combina sistema de 48 volts com motor a combustão e entrega 145 cv. Há ainda versão híbrida plug-in e opções 100% elétricas.

A linha elétrica inclui versões com 213 cv, 231 cv e uma opção 4xe com tração integral e 375 cv. A configuração 4xe é a mais potente da gama e usa dois motores elétricos, um em cada eixo, reforçando a proposta de capacidade fora de estrada associada à marca Jeep.

A versão elétrica de longo alcance anunciada pela Jeep promete autonomia de até 674 km no ciclo WLTP, enquanto a configuração 4xe oferece mais de 600 km de alcance estimado, dependendo da versão e da bateria.

Brasil deve ter foco em tecnologia híbrida

Para o Brasil, o caminho mais provável passa pela eletrificação flex. A Stellantis confirmou investimento de R$ 13 bilhões no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco, entre 2025 e 2030, com seis novos modelos e chegada da tecnologia Bio-Hybrid à fábrica.

A empresa também informou que o primeiro veículo com tecnologia Bio-Hybrid produzido em Goiana será lançado em 2026. A estratégia reforça a aposta da Stellantis em sistemas híbridos adaptados ao mercado brasileiro, onde o etanol continua sendo uma peça importante para reduzir emissões sem depender exclusivamente de infraestrutura de recarga.

Ainda não há confirmação oficial de todas as versões brasileiras da nova geração do Compass. A expectativa é que o SUV nacional mantenha foco em motores flex eletrificados, combinando desempenho, eficiência e menor consumo em relação às versões apenas a combustão.

Motor 1.3 turbo flex pode ser peça-chave no Brasil

O Compass atual já usa o motor 1.3 turbo flex T270 em versões de grande volume. Esse conjunto entrega 176 cv e 27,5 kgfm de torque e é conhecido do público brasileiro. Em uma futura aplicação híbrida, a tendência é que a Stellantis aproveite a base já nacionalizada, combinando o motor flex a um sistema elétrico.

Com isso, o novo Compass brasileiro poderia ficar próximo da faixa de 200 cv, dependendo da calibração final. O objetivo seria entregar desempenho competitivo e consumo mais baixo, especialmente em uso urbano, onde o motor elétrico pode reduzir o esforço do conjunto a combustão.

Esse ponto será decisivo para o posicionamento do SUV. O Compass enfrenta cada vez mais concorrência de modelos híbridos chineses, SUVs médios turbo e produtos eletrificados com pacote tecnológico agressivo.

Novo Compass corrige defeitos sem abandonar pontos fortes

Vazou: Novo Jeep Compass 2022 aparece "limpo" em imagens de registro

A principal missão da nova geração é corrigir limitações da atual sem perder os atributos que fizeram o Compass vender tanto. O modelo sempre se destacou por acabamento, imagem de marca, posição de dirigir, força comercial da Jeep e bom equilíbrio entre conforto e robustez.

Agora, a evolução mais importante está no espaço. O aumento no comprimento, no entre-eixos e no porta-malas responde diretamente às críticas de consumidores que viam o Compass atual como apertado para um SUV médio familiar.

Ao mesmo tempo, a Jeep tenta atualizar o produto para uma nova fase do mercado. SUVs médios deixaram de disputar apenas motor, preço e acabamento. Hoje, tecnologia embarcada, eletrificação, eficiência e assistentes de condução pesam cada vez mais na decisão de compra.

Produção em Goiana será estratégica para o futuro da Jeep

O Polo Automotivo de Goiana segue como peça central da Stellantis no Brasil. A fábrica produz atualmente modelos importantes das marcas Jeep, Fiat e Ram e atingiu a marca de 2 milhões de veículos produzidos em 2025.

A unidade pernambucana tem capacidade para produzir 280 mil veículos por ano e será responsável por parte da nova ofensiva de produtos da Stellantis até 2030. Essa estratégia é importante porque permite adaptar veículos globais às necessidades do mercado brasileiro, incluindo motores flex, calibração local, suspensão ajustada às condições do país e posicionamento de preço mais competitivo.

No caso do Compass, a nacionalização sempre foi um dos pilares do sucesso. Produzir localmente ajuda a reduzir custos, proteger margens e manter o SUV em uma faixa de preço competitiva dentro do segmento.

Quando o novo Jeep Compass chega ao Brasil?

A nova geração já foi revelada e iniciou sua trajetória comercial na Europa. Para o Brasil, o cronograma ainda depende de confirmação oficial da Stellantis, principalmente sobre plataforma, versões, motorização e início de produção local.

O que já está claro é que a Jeep prepara uma nova fase para o Compass, com foco em eletrificação, mais espaço e maior sofisticação. Caso a evolução vista no modelo europeu seja aplicada ao produto brasileiro, o SUV terá argumentos fortes para enfrentar uma concorrência cada vez mais eletrificada.

Vale a pena esperar pelo novo Jeep Compass?

Para quem busca um SUV médio mais espaçoso, tecnológico e eficiente, a nova geração do Compass tende a ser uma das estreias mais importantes da Jeep nos próximos anos. O modelo corrige pontos sensíveis da geração atual, principalmente espaço interno e porta-malas, e ainda se prepara para uma fase híbrida.

Por outro lado, quem precisa comprar agora ainda encontrará no Compass atual um SUV consolidado, com ampla rede de concessionárias, produção nacional e versões já conhecidas no mercado. A decisão depende do perfil do consumidor: quem prioriza preço, disponibilidade e versões atuais pode seguir considerando o modelo vendido hoje; quem busca a nova plataforma, mais espaço e eletrificação mais avançada deve acompanhar a chegada da próxima geração.

O novo Jeep Compass mostra que a marca entendeu as críticas. O SUV ficou maior, mais tecnológico e mais versátil. Agora, a expectativa está em como a Stellantis vai adaptar esse pacote ao Brasil, um dos mercados mais importantes para o sucesso global do modelo.

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André Carvalho
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André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

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