A Royal Enfield Himalayan 450 Mana Black já começou a aparecer em concessionárias brasileiras. Uma unidade da nova versão foi registrada em Palmas, no Tocantins, poucos dias depois de sua apresentação nacional no Festival Interlagos 2026.

A chegada antecipada às lojas indica que a distribuição está em andamento, embora o início oficial das vendas tenha sido anunciado para setembro. Com preço público sugerido de R$ 33.490, incluindo frete, a Mana Black passa a ocupar o topo da linha Himalayan 450 no Brasil.
Mais do que uma nova opção de pintura, a configuração recebe banco Rally, rodas raiadas sem câmara e componentes direcionados ao uso fora de estrada.
O que muda na Himalayan 450 Mana Black?
O nome Mana Black faz referência ao Mana Pass, passagem localizada no Himalaia e reconhecida pelas condições extremas de altitude e terreno. A proposta foi traduzida em uma configuração mais preparada para trilhas e viagens de aventura.
A pintura combina acabamento preto com detalhes discretos nas laterais. As rodas também são pretas, diferenciando a motocicleta da versão Hanle Black tradicional, conhecida pelas rodas douradas.
Entre os principais itens exclusivos ou específicos da Mana Black estão:
- banco Rally mais alto e estreito;
- protetores de mãos reforçados com dupla fixação;
- para-lama Rally;
- rodas raiadas tubeless;
- acabamento Stealth Black;
- detalhes laterais inspirados em motos de competição.
As rodas mantêm as medidas de 21 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira, mas dispensam câmaras internas. Essa solução facilita o reparo de pequenos furos e reduz uma das preocupações recorrentes em viagens longas.
Banco Rally aumenta a altura para 860 mm
Uma das mudanças mais importantes está na ergonomia. O banco Rally eleva a altura do assento para 860 mm, acima dos 825 mm da posição mais baixa e dos 845 mm da configuração elevada oferecida na Himalayan convencional.
Além de mais alto, o assento é estreito na região próxima ao tanque. O formato busca facilitar a movimentação do corpo e o controle da motocicleta durante a pilotagem em pé.
Essa característica favorece o uso off-road, mas pode exigir atenção de motociclistas mais baixos. Por isso, experimentar a moto antes da compra será especialmente importante nesta versão.
Motor Sherpa 450 continua com 40 cv
A Himalayan 450 Mana Black mantém o conhecido motor Sherpa 450, sem alterações relevantes de potência ou torque.
O propulsor monocilíndrico possui 452 cm³, refrigeração líquida, duplo comando de válvulas e alimentação por injeção eletrônica. São entregues 40 cv a 8.000 rpm e 40 Nm cerca de 4,08 kgf.m a 5.500 rpm.
O câmbio tem seis marchas e trabalha com embreagem assistida e deslizante. O acelerador eletrônico permite diferentes configurações de resposta do motor.
A capacidade do tanque permanece em 17 litros, enquanto o peso declarado em ordem de marcha é de aproximadamente 196 kg.
Relatos de consumo acima de 30 km/l aparecem em avaliações realizadas em condições específicas, mas não representam uma média oficial garantida. Autonomia e consumo podem variar conforme terreno, velocidade, carga transportada e estilo de pilotagem.
Suspensões têm 200 mm de curso
Apesar de o vídeo mencionar 230 mm de suspensão, essa medida corresponde ao vão livre do solo. O curso correto é de 200 mm em ambos os eixos.
Na dianteira, a Himalayan utiliza garfo invertido Showa de 43 mm. Na traseira, há monoamortecedor com sistema de ligação progressiva e regulagem de pré-carga.
O conjunto de longo curso, as rodas de medidas diferentes e a distância livre de 230 mm ajudam a motocicleta a superar valetas, pedras e desníveis com menor risco de atingir a parte inferior do motor.
O protetor de cárter já presente na plataforma permanece na Mana Black.
Painel TFT tem navegação pelo Google Maps
A Mana Black conserva o painel circular TFT colorido da Himalayan 450. O sistema oferece navegação baseada no Google Maps quando conectado a um smartphone, além de informações da motocicleta e comandos acessados pelo seletor no guidão.
O pacote também inclui:
- acelerador eletrônico;
- quatro configurações de pilotagem;
- ABS de dois canais com ajuste para uso fora de estrada;
- tomada USB;
- iluminação full LED;
- lanterna traseira integrada aos indicadores de direção.
A motocicleta permite configurar o ABS para terrenos de baixa aderência. Entretanto, a Himalayan 450 não possui controle de tração, ao contrário do que foi afirmado na transcrição original.
Mana Black custa R$ 33.490
O preço sugerido de R$ 33.490 posiciona a Mana Black R$ 1.500 acima das atuais configurações tubeless da Himalayan 450, anunciadas por R$ 31.990 no site da fabricante.
A linha convencional começa em R$ 29.990 nas versões Slate Poppy Blue e Slate Himalayan Salt. Os valores podem mudar conforme disponibilidade, documentação, serviços adicionais e condições praticadas por cada concessionária.

A unidade vista em Palmas mostra que algumas lojas já começaram a receber a novidade antes de setembro. Isso não significa necessariamente que todas as concessionárias tenham estoque imediato. Interessados devem confirmar prazo de entrega, preço final e disponibilidade regional diretamente com a rede Royal Enfield.
Mana Black amplia as opções da Himalayan 450
A Mana Black não traz aumento de potência nem mudanças profundas no chassi. Seu principal diferencial está na combinação de acessórios de fábrica, ergonomia Rally, rodas tubeless e visual exclusivo.
Para quem pretende utilizar a Himalayan principalmente em estradas asfaltadas, as configurações convencionais continuam oferecendo o mesmo motor e grande parte do pacote eletrônico por um preço menor. Já a Mana Black busca atender quem valoriza uma preparação mais direcionada às trilhas e deseja receber a motocicleta equipada de fábrica.
A expectativa é que a distribuição seja ampliada em setembro, conforme o cronograma anunciado durante o Festival Interlagos.
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