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Início » Últimas Notícias » Não havia urgência alguma’: presidente da OAB-SP confronta liminar de Gilmar Mendes e expõe falha no processo
Mercados

Não havia urgência alguma’: presidente da OAB-SP confronta liminar de Gilmar Mendes e expõe falha no processo

Leonardo Sica critica decisão monocrática do STF sobre a lei do impeachment, afirma falta total de urgência e alerta para risco de disputa política entre Poderes.
André CarvalhoPor André Carvalho9 de dezembro de 20253 minutos lidos
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Não havia urgência alguma’: presidente da OAB-SP confronta liminar de Gilmar Mendes e expõe falha no processo

A declaração do presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, repercutiu fortemente após ele afirmar que “não havia urgência alguma” para que o ministro Gilmar Mendes, do STF, concedesse uma liminar suspendendo trechos da lei do impeachment que tratam do processo envolvendo ministros da Suprema Corte. A crítica foi feita durante entrevista à CBN, na manhã desta segunda-feira (8).

A fala ganhou destaque porque ocorre em um momento de tensão entre STF, Congresso Nacional e Executivo, reacendendo o debate sobre limites institucionais e sobre o que configura interferência no equilíbrio entre os Poderes.

Por que a liminar causou reação?

Segundo Gilmar Mendes, a legislação atual abre espaço para “constitucionalismo abusivo”, permitindo que pedidos de impeachment contra ministros do STF sejam usados como instrumentos de pressão política.

Para Leonardo Sica, porém, a forma da decisão é mais grave do que o conteúdo:

“Não havia urgência alguma. Uma liminar monocrática só se justifica em situações urgentes – e essa urgência simplesmente não existia.”

Sica lembrou que o STF é um órgão colegiado, e que decisões individuais (monocráticas) deveriam ser exceção — não regra.

TABELA – O que está em disputa

TemaPosição de Gilmar MendesPosição da OAB-SP (Leonardo Sica)
Urgência da liminarNecessária para evitar distorções na lei do impeachmentNão havia urgência alguma; decisão não se justifica
Risco ao STFPressão política via pedidos de impeachmentRisco não existe; Senado nunca abriu um processo
Local adequado para discussãoSTF pode agir ao encontrar inconstitucionalidadesDebate deve ocorrer no Congresso, não no Judiciário
Ação do CongressoReage à decisão e propõe nova leiMovimento reativo é ruim e politiza o debate

“Processo de impeachment de ministro nunca existiu”

O presidente da OAB-SP reforçou que não há qualquer situação concreta que justificasse uma intervenção tão imediata por parte do Supremo:

“Estamos alterando o processo de impeachment de ministros por liminar, sendo que nunca houve um único processo de impeachment em andamento. Não há emergência.”

Sica também criticou o Congresso por agir de forma reativa, lembrando que discussões legislativas não devem ser resultado de pressões momentâneas ou disputas políticas circunstanciais.

Congresso prepara nova lei do impeachment

Após a decisão de Gilmar Mendes, parlamentares aceleraram debates sobre um novo texto para regulamentar processos de impedimento, incluindo regras aplicáveis ao próprio STF.

Nesta segunda, o senador Toni Rocha deve apresentar um relatório com mudanças estruturais. O avanço repentino preocupa Sica:

“Essa discussão não pode ser contaminada por disputas políticas. A lei do impeachment deve ser revista sem casuísmo.”

Sabatina de Jorge Messias aumenta a tensão

Outro ponto discutido na entrevista foi o adiamento da sabatina de Jorge Messias, indicado ao Supremo. O Congresso deverá analisar o nome apenas no ano seguinte.

Sica alertou que o adiamento é normal, mas o motivo é preocupante:

“A análise de um ministro do STF não pode ser usada como instrumento de barganha política.”

Segundo ele, não seria problemático se o Senado eventualmente rejeitasse o nome — desde que por critérios técnicos e dentro da normalidade democrática.

Pontos centrais apontados por Leonardo Sica

LISTA – O que o presidente da OAB-SP enfatizou

  • Não havia urgência: liminares monocráticas só devem ser usadas em casos realmente emergenciais.

  • Decisão deveria ser colegiada, não individual.

  • Congresso é o local adequado para revisar a lei do impeachment.

  • Processos de impeachment contra ministros nunca avançaram, logo não há risco real ao STF.

  • Reações políticas são perigosas e prejudicam a saúde institucional do país.

  • Sabatina deve ocorrer com normalidade, sem interferências externas.

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André Carvalho
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André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

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