Durante anos, o mercado de monitores 4K ficou praticamente estagnado no Brasil. Entre recomendações de custo-benefício, um modelo reinava absoluto: o Samsung UR55, alternativa queridinha para quem buscava alta resolução com preço competitivo. Porém, essa liderança começou a ser ameaçada. O motivo? A chegada do LG Ultrafine 4K, que conseguiu baixar o preço sem sacrificar o item mais importante: a qualidade de imagem.
Com uma proposta agressiva, ele entrou exatamente no segmento mais procurado hoje: monitores 4K para produtividade, multitarefa e uso geral — e não necessariamente para games. Mas será que as concessões feitas na construção justificam o preço menor? E, principalmente, vale mais a pena comprar o LG Ultrafine ou continuar nos modelos da Samsung?
A seguir, você confere uma análise completa e aprofundada.
Design básico e construção simples — onde a LG economizou

Embora entregue excelente imagem, o LG Ultrafine deixa claro logo no primeiro contato que se trata de um monitor de entrada.
A base é quase inteiramente em plástico, com apenas uma pequena área inferior trazendo material mais rígido — e de forma bem discreta. Em comparação, muitos modelos intermediários já apostam em pés metálicos, trazendo sensação maior de robustez.
A traseira também é 100% plástica, algo comum até entre monitores da Samsung e LG, com exceção de categorias premium como OLED ultrafino. Assim, a falta de rigidez estrutural aparece, especialmente para quem mexe muito no posicionamento da tela.
Poucos ajustes, mas compatibilidade com braço articulado salva o uso
O Ultrafine oferece apenas ajuste de inclinação (-5º a 15º), sem regulagem de altura, sem rotação e sem pivot. Isso pode incomodar usuários que trabalham com notebook e usam o monitor como extensão.
A vantagem: o monitor conta com compatibilidade VESA, permitindo uso com braço articulado — solução essencial para ergonomia e posicionamento mais confortável.
Além disso, há diferença de tonalidade entre a base e a moldura da tela, um detalhe estético que pode desagradar quem preza por uniformidade.
Conexões suficientes — mas sem caixas de som e sem DisplayPort incluso
Na traseira, o LG traz um conjunto simples de portas:
2 HDMI
1 DisplayPort
1 saída P2 para fones
Apesar de oferecer DisplayPort — essencial para quem quer o máximo da resolução — o cabo não vem incluso. Só há um HDMI na caixa, além da fonte.
Outro ponto que pode frustrar é a ausência de caixas de som embutidas, mesmo que a aparência inferior da tela sugira isso visualmente. Quem esperava o ótimo Max Audio da LG vai ficar só na vontade.
O ponto alto: a tela é surpreendentemente competente
Se a construção revela economia, a tela faz o contrário: entrega o que promete e até mais.
Estamos falando de um painel:
27 polegadas
IPS
4K
60 Hz
90% DCI-P3 (confirmado em testes)
100% sRGB
81% AdobeRGB
79% NTSC
Esses números colocam o Ultrafine como um dos melhores monitores 4K de entrada já lançados no Brasil, especialmente para quem busca:
produtividade com várias janelas abertas,
qualidade de imagem acima da média,
cores equilibradas para trabalhos iniciantes em design, edição de vídeo ou fotografia.
Brilho e contraste acima do anunciado
Nos testes práticos, o Ultrafine superou até os dados da própria LG:
Brilho: 319 nits
Contraste: 1140:1
Isso o posiciona muito bem entre outros modelos 4K acessíveis, garantindo visibilidade confortável mesmo em ambientes bem iluminados.
Não indicado para gamers
Com 60 Hz, tempo de resposta padrão e ausência de recursos de sincronização avançados, ele não é voltado para jogos competitivos. O foco é produtividade.
HDR10 decepciona — e quase não muda nada na prática
O monitor traz HDR10, mas o recurso é puramente simbólico.
Em uso real:
A imagem ganha um leve tom azulado,
Aumenta um pouco as áreas claras,
Mas não melhora o contraste de verdade.
Em vídeos do YouTube, a diferença entre ativado e desativado praticamente não existe. Na prática, o HDR é apenas um extra que não agrega.
Modos de imagem úteis — leitura, vívido, cinema e mais
O Ultrafine oferece vários modos que realmente modificam a imagem:
Vivid — cores mais intensas (o mais usado nos testes)
Reader — tela amarelada para reduzir cansaço visual
Cinema — otimização para vídeos
sRGB
FPS e RTS — perfis para jogos casuais
Deficiência de cores — acessibilidade
Modo personalizado — ajusta manualmente brilho, nitidez, contraste e preto
O menu é fácil de navegar pelo botão multidirecional na parte inferior.
Preço e custo-benefício: o 4K mais barato do Brasil
Atualmente, o LG Ultrafine 4K é encontrado por R$ 1.099 a R$ 1.199, dependendo da data.
Em promoções, já apareceu até por R$ 1.399, o que reforça sua escalada agressiva no mercado.
Hoje, ele divide o pódio de monitores 4K mais acessíveis com um modelo da Philips.
O grande diferencial é justamente entregar qualidade de tela superior sem subir o preço.
O que você abre mão pelo preço menor
ajustes ergonômicos básicos,
construção totalmente em plástico,
ausência de som embutido,
HDR fraco.
Mas, por outro lado:
O que você ganha
melhor qualidade de imagem da categoria,
amplo espaço para multitarefa,
fidelidade de cores surpreendente para o preço,
painel IPS consistente e confiável.
Vale a pena comprar o LG Ultrafine 4K?
Sim — para a maioria dos usuários, vale muito a pena.
O Ultrafine é o monitor 4K mais barato do Brasil, entrega imagem excelente e cumpre exatamente o que promete: um painel IPS confiável, ideal para quem trabalha, estuda, edita conteúdo em nível iniciante e quer mais espaço na tela.
Não é premium. Não é para gamers. Não tem acabamento sofisticado.
Mas é um 4K honesto e competente, que finalmente desafia o domínio da Samsung no segmento de alta resolução.
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