A marca coloca o modelo em uma faixa de desempenho muito acima daquela encontrada em patinetes elétricos convencionais e mostra como os chamados hyper scooters estão alcançando números cada vez mais próximos dos encontrados em motocicletas.
O resultado deve ser considerado uma medição obtida durante o teste, e não uma certificação independente de velocidade máxima. Ainda assim, reforça a proposta do Mars GS como um dos modelos elétricos voltados para desempenho extremo.
Dois motores entregam aceleração agressiva
Um dos principais destaques do Mars GS está no conjunto de motorização.
A versão GS8440 utiliza dois motores elétricos, com potência nominal combinada próxima de 7.000 W, além de uma bateria de 84 V e 40 Ah.
Essa configuração permite acelerações muito rápidas e grande disponibilidade de torque desde baixas velocidades.
Diferentemente de motores a combustão, que precisam aumentar a rotação para entregar sua força máxima, motores elétricos conseguem disponibilizar grande parte do torque praticamente de forma imediata.
Na prática, isso explica por que o Mars GS apresenta respostas tão fortes ao acelerador.
Velocidade supera facilmente os 100 km/h
O desempenho coloca o Mars GS em uma categoria completamente diferente dos patinetes utilizados em pequenos deslocamentos urbanos.
Dependendo da configuração, informações comerciais indicam velocidades máximas próximas de 120 km/h a 128 km/h.
Durante o teste, entretanto, o painel apontou aproximadamente 132 km/h.
A diferença pode ocorrer por fatores como carga da bateria, peso transportado, vento, inclinação da pista, configuração eletrônica, pneus e margem de erro do próprio velocímetro.
Uma medição independente por GPS seria necessária para confirmar com precisão a velocidade real.
Mesmo considerando os números divulgados comercialmente, o Mars GS já permanece entre os modelos de maior desempenho de sua categoria.
Bateria de alta tensão sustenta a potência
A versão GS8440 utiliza uma bateria de aproximadamente 84 V e 40 Ah, conjunto que representa cerca de 3,36 kWh de capacidade energética.
Existe também a configuração GS7660, que utiliza bateria de 76 V e 60 Ah, ampliando a capacidade para aproximadamente 4,56 kWh.
Na prática, as duas versões seguem propostas diferentes.
A GS8440 prioriza desempenho e velocidade, enquanto a GS7660 utiliza uma bateria maior para favorecer principalmente a autonomia.
Modo de potência máxima aumenta consumo
Como ocorre em outros veículos elétricos de alta performance, utilizar repetidamente a potência máxima aumenta significativamente o consumo de energia.
Acelerações fortes exigem correntes elevadas dos controladores e dos motores, reduzindo a carga disponível com maior rapidez.
Por isso, a autonomia real do Mars GS pode variar bastante.
Em condução moderada, o alcance tende a ser superior. Já em uso constante de alta velocidade e aceleração máxima, a bateria pode ser consumida muito mais rapidamente.
Suspensão reforçada ajuda na estabilidade
Outro ponto importante está no conjunto de suspensão.
O Mars GS utiliza uma estrutura robusta e rodas maiores do que aquelas normalmente encontradas em patinetes urbanos.
O modelo conta com pneus de aproximadamente 12 polegadas, além de suspensão desenvolvida para enfrentar tanto pavimento regular quanto trechos mais irregulares.
Rodas maiores facilitam a passagem por buracos, ondulações e pequenas imperfeições do solo.
Em velocidades elevadas, esse conjunto também contribui para uma sensação maior de estabilidade.
Estrutura de duas hastes reforça conjunto dianteiro
A parte dianteira utiliza uma estrutura com duas hastes, solução que aumenta a rigidez do conjunto.
Esse tipo de construção ganha importância em equipamentos capazes de superar 100 km/h.
Em velocidades muito altas, pequenas oscilações no guidão podem ter consequências importantes.
O Mars GS também conta com amortecedor de direção, componente utilizado para reduzir movimentos rápidos e indesejados do guidão.
Freios precisam acompanhar a velocidade
Não basta acelerar forte. Um modelo com esse nível de desempenho também precisa oferecer grande capacidade de frenagem.
O Mars GS utiliza sistema hidráulico com freios de múltiplos pistões, associado a recursos eletrônicos de frenagem.
A necessidade é fácil de compreender: quanto maior a velocidade, maior é a energia que precisa ser dissipada para parar o veículo.
Uma frenagem a mais de 100 km/h exige muito mais dos discos, pinças, pneus e suspensão do que uma parada realizada a 25 ou 30 km/h.
Controle de tração ajuda a administrar o torque
O modelo também conta com controle eletrônico de tração.
O recurso tenta reduzir a patinagem das rodas durante acelerações fortes ou em superfícies com menor aderência.
Esse sistema pode ser especialmente útil em terrenos de terra, cascalho ou piso molhado.
Apesar disso, nenhuma tecnologia elimina a influência das condições do pavimento, do estado dos pneus e da experiência de pilotagem.
Rodas grandes ampliam capacidade fora do asfalto
Apesar da velocidade elevada, o Mars GS não foi desenvolvido exclusivamente para asfalto.
A combinação de pneus grandes, suspensão reforçada e elevada distância do solo permite utilização em terrenos mais irregulares.
Isso cria uma proposta híbrida entre desempenho urbano e capacidade para percursos fora do pavimento.
O peso elevado, porém, reforça que não se trata de um equipamento pensado para ser transportado frequentemente nas mãos.
Algumas versões ultrapassam os 60 kg.
Mars GS está longe de ser um patinete convencional
Mesmo mantendo o formato característico de um patinete, o Mars GS possui desempenho muito superior ao de modelos urbanos comuns.
Patinetes utilizados diariamente em ciclovias normalmente trabalham com velocidades muito menores e motores de potência reduzida.
No Mars GS, a combinação de bateria de alta tensão, dois motores, suspensão robusta e velocidade superior a 100 km/h transforma completamente a experiência de condução.
Por esse motivo, equipamentos de proteção adequados e ambientes compatíveis com o desempenho são fundamentais.
Pode circular normalmente no Brasil?
A legislação brasileira também merece atenção.
A Resolução Contran nº 996 estabelece que equipamentos de mobilidade individual autopropelidos devem possuir potência nominal máxima de até 1.000 W e velocidade máxima de fabricação não superior a 32 km/h.
O Mars GS supera amplamente esses dois parâmetros.
Isso significa que o modelo não deve ser tratado automaticamente como um patinete elétrico urbano convencional para circulação em vias públicas brasileiras.
O enquadramento depende das características técnicas do veículo, de eventual homologação e das regras aplicáveis ao tipo de equipamento.
Mars GS vale a pena?
O Mars GS é direcionado para um público bastante específico.
Para quem busca apenas deslocamentos curtos na cidade, velocidade superior a 100 km/h e milhares de watts de potência provavelmente representam um excesso.
Para entusiastas de mobilidade elétrica de alta performance, entretanto, justamente esses números tornam o modelo interessante.
O registro de aproximadamente 132 km/h no teste, somado aos dois motores, bateria de alta tensão, suspensão robusta e sistema de frenagem reforçado, coloca o Mars GS entre os patinetes elétricos mais extremos de sua categoria.
Mais do que um simples meio de transporte urbano, ele representa uma nova geração de veículos elétricos compactos desenvolvidos com foco em potência, aceleração e desempenho.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






