A Leva EG1 recebeu uma atualização importante para ampliar sua competitividade no mercado brasileiro de motocicletas elétricas. A nova geração mantém a proposta de unir desempenho urbano, tecnologia e facilidade de recarga, mas passa a oferecer autonomia anunciada de até 130 quilômetros.
O avanço representa um ganho de 30 quilômetros em relação à configuração apresentada inicialmente, que prometia aproximadamente 100 quilômetros por carga. A mudança foi possível principalmente pela adoção de duas baterias removíveis de íons de lítio com 72 volts e 30 Ah cada.
Além da autonomia ampliada, a motocicleta mantém velocidade máxima declarada de 100 km/h, potência máxima de 10.000 watts e aceleração de zero a 50 km/h em 2,9 segundos. Esses números colocam a EG1 acima de scooters elétricas de entrada, aproximando sua utilização da rotina de motocicletas urbanas convencionais.

Motor central entrega potência máxima de 10.000 watts
Um dos principais diferenciais da Leva EG1 está no conjunto de propulsão. Em vez de utilizar um motor instalado diretamente no cubo da roda traseira, configuração comum em scooters elétricas, o modelo possui motor central.
A potência nominal é de aproximadamente 5.000 watts, enquanto a potência máxima chega a 10.000 watts em situações de aceleração mais intensa. O torque máximo declarado é de 305 Nm, característica que favorece retomadas e saídas rápidas nos deslocamentos urbanos.
A força é enviada à roda traseira por uma correia dentada. Esse sistema tende a produzir menos ruído do que uma transmissão por corrente e também reduz a necessidade de lubrificação frequente.
A correia, no entanto, continua sendo um componente sujeito ao desgaste natural. Por isso, o proprietário deve observar os intervalos de inspeção e substituição definidos pela assistência técnica.
Durante as primeiras impressões apresentadas no material de referência, o modelo demonstrou aceleração progressiva e força suficiente para acompanhar o trânsito de São Paulo. O gerenciamento eletrônico parece limitar parte do torque nas arrancadas, evitando respostas excessivamente bruscas em pisos molhados ou com pouca aderência.
Depois que a motocicleta ganha velocidade, a entrega de potência se torna mais perceptível. Essa calibração busca equilibrar desempenho e segurança, especialmente para condutores que estão migrando de uma motocicleta a combustão para um veículo elétrico.
Duas baterias removíveis facilitam a recarga
A nova Leva EG1 utiliza duas baterias removíveis de 72 V e 30 Ah. Elas ficam instaladas em um compartimento protegido sob o assento e contam com um sistema de fixação desenvolvido para reduzir vibrações durante a condução.
A possibilidade de retirar as baterias é um ponto importante para quem mora em apartamento ou não possui tomada disponível na garagem. Nesse caso, o usuário pode remover os módulos e levá-los até uma tomada residencial.
De acordo com as informações divulgadas pela marca, a recarga leva aproximadamente seis horas em uma tomada de 110 ou 127 volts. Em uma rede de 220 volts, o tempo estimado cai para cerca de três horas.
A empresa também oferece como opcional uma solução de carregamento rápido com conexão Tipo 2. Nesse sistema, o tempo informado é de aproximadamente uma hora e 50 minutos.
Apesar da autonomia anunciada de até 130 quilômetros, o alcance real pode variar de acordo com peso do condutor, velocidade, modo de pilotagem, relevo, temperatura, pressão dos pneus e quantidade de acelerações.
O uso constante do modo mais potente, por exemplo, tende a elevar o consumo de energia. Já uma condução moderada em trajetos planos pode aproximar o resultado da estimativa divulgada pela fabricante.

Leva EG1 reúne painel TFT e partida por NFC
A motocicleta possui painel TFT colorido de cinco polegadas. A tela apresenta velocidade, nível individual das duas baterias, distância percorrida e modo de condução selecionado.
O condutor pode alternar entre diferentes configurações de desempenho, ajustando a resposta do acelerador e o consumo de energia de acordo com o trajeto. Os modos mais econômicos priorizam a autonomia, enquanto as configurações esportivas liberam respostas mais rápidas.
Outro recurso é o acionamento por cartão NFC. O sistema permite desbloquear e ligar a motocicleta por aproximação, dispensando o uso de uma chave metálica convencional durante a operação diária.
A EG1 também conta com iluminação totalmente em LED, farol dianteiro com projetores, luz de circulação diurna, rodas de 17 polegadas, suspensão dianteira invertida e amortecedor traseiro central.
As rodas maiores podem favorecer a estabilidade em ruas com desníveis, buracos e irregularidades, embora não eliminem a necessidade de cautela em vias mal conservadas.
Freio traseiro no pedal aproxima modelo das motos convencionais
A Leva EG1 adota freios a disco nas duas rodas e sistema de frenagem combinada CBS. Nessa configuração, a distribuição da força de frenagem busca tornar as desacelerações mais equilibradas.
Diferentemente de muitas scooters elétricas, o freio traseiro é acionado por um pedal localizado no lado direito. O manete no guidão controla o freio dianteiro.
A escolha aproxima a experiência de condução daquela encontrada em motocicletas convencionais. Para quem já pilota modelos a combustão, a adaptação tende a ser mais simples.
Por outro lado, usuários acostumados com scooters que possuem os dois freios acionados pelas mãos podem precisar de um período de familiarização. A recomendação é praticar o funcionamento dos comandos em local seguro antes de enfrentar trânsito intenso.
Preço da Leva EG1 parte de R$ 25.500
A nova geração da Leva EG1 tem preço divulgado a partir de R$ 25.500. O valor pode variar de acordo com a concessionária, região, frete, acessórios e condições comerciais disponíveis no momento da compra.
A motocicleta também possui registro na Tabela Fipe como Leva EG1 5000W. Dessa maneira, trata-se de uma motocicleta sujeita às exigências aplicáveis à categoria, incluindo habilitação adequada, registro, licenciamento, placa e uso de capacete.
Antes da compra, o interessado deve verificar não apenas o preço, mas também a disponibilidade de assistência técnica em sua região. A manutenção de uma motocicleta elétrica envolve menos componentes móveis do que um motor a combustão, mas baterias, controladora, motor e sistema eletrônico dependem de diagnóstico especializado.
A Leva informa possuir concessionárias e oficinas autorizadas em diferentes estados. A rede inclui unidades e prestadores de serviço em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Feira de Santana, Ilhéus, Fortaleza, Curitiba, Campinas, Manaus e Porto Alegre.

EG1 pode atender quem percorre trajetos urbanos diariamente
Com velocidade máxima de 100 km/h e autonomia anunciada de até 130 quilômetros, a Leva EG1 foi desenvolvida principalmente para deslocamentos urbanos e metropolitanos.
Ela pode atender consumidores que utilizam a motocicleta para trabalhar, estudar ou realizar percursos diários e possuem acesso regular a uma tomada. A ausência de gastos com gasolina e óleo do motor também pode reduzir parte dos custos de utilização.
A proposta, entretanto, precisa ser analisada de acordo com a rotina de cada comprador. Viagens longas, deslocamentos frequentes por rodovias e regiões com pouca infraestrutura de recarga exigem planejamento maior.
O consumidor também deve considerar a durabilidade das baterias, o custo futuro de substituição, a garantia oferecida, a disponibilidade de peças e o valor do seguro.
A ampliação da autonomia fortalece a EG1 justamente em um dos pontos mais observados por quem avalia a compra de uma motocicleta elétrica. Com duas baterias removíveis, motor central e velocidade compatível com o trânsito urbano, o modelo passa a disputar espaço com motocicletas tradicionais na faixa de preço próxima a R$ 25 mil.
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