A Honda XL750 Transalp 2026 recebeu uma das atualizações mais importantes desde que o nome retornou ao mercado. A motocicleta aventureira passa a oferecer o sistema Honda E-Clutch, tecnologia que controla eletronicamente a embreagem e permite arrancar, parar e trocar marchas sem apertar o manete.
Apesar da novidade, a Transalp não se transforma em uma moto automática. O motociclista continua escolhendo as seis marchas por meio do pedal esquerdo, mas pode dispensar completamente o acionamento manual da embreagem durante a maior parte da condução.

O sistema também não elimina o manete. Quando desejar, o condutor pode utilizá-lo normalmente, assumindo o controle manual da embreagem. Depois da intervenção, o E-Clutch volta a funcionar automaticamente. A tecnologia ainda pode ser desligada pelo painel TFT.
Como funciona o E-Clutch da nova Transalp
O Honda E-Clutch utiliza atuadores eletrônicos para controlar o engate e o desengate da embreagem. O sistema coordena a atuação da embreagem com a injeção de combustível e o ponto de ignição, reduzindo trancos durante as trocas de marcha.
Na prática, basta ligar a motocicleta, selecionar a primeira marcha e acelerar. Ao parar em um semáforo, também não é necessário apertar a embreagem para evitar que o motor apague.
A mudança de marcha continua sendo feita pelo pé, característica que preserva parte da experiência de uma motocicleta manual. A pressão necessária sobre o pedal pode ser configurada em diferentes níveis, permitindo respostas mais suaves ou firmes.
A principal diferença em relação a um quickshifter convencional está no funcionamento em baixas velocidades. O E-Clutch atua também nas arrancadas, paradas e reduções, enquanto muitos quickshifters trabalham melhor quando o motor está acelerando e em rotações mais elevadas.
O sistema combina-se ao acelerador eletrônico ride-by-wire, possibilitando ajustes automáticos de rotação durante as reduções. Segundo a Honda, essa integração torna as trocas mais suaves e diminui as reações bruscas da transmissão.
Durante a avaliação que serviu de base para esta matéria, o funcionamento foi descrito como rápido e praticamente imperceptível em várias trocas de marcha. O teste também destacou que o sistema pode ser desativado em situações nas quais o motociclista queira controlar manualmente a embreagem, especialmente fora do asfalto.
Motor de 755 cm³ entrega quase 92 cv
A Honda Transalp 750 2026 mantém o motor bicilíndrico paralelo de 755 cm³, refrigerado a líquido e equipado com virabrequim a 270 graus.
O conjunto desenvolve 67,5 kW, equivalentes a aproximadamente 91,8 cv, a 9.500 rpm. O torque máximo é de 75 Nm a 7.250 rpm. A transmissão possui seis velocidades e a força é enviada à roda traseira por corrente.
A velocidade máxima declarada é de 195 km/h. O consumo oficial no ciclo WMTC é de 4,3 litros a cada 100 quilômetros, equivalente a aproximadamente 23,3 km/l.
Com tanque de 16,9 litros, a autonomia teórica poderia se aproximar de 390 quilômetros. Na utilização real, entretanto, o alcance depende da velocidade, carga, terreno e estilo de pilotagem.
Principais dados da Honda Transalp 750 2026
| Item | Especificação |
| Motor | Bicilíndrico de 755 cm³ |
| Potência | 91,8 cv a 9.500 rpm |
| Torque | 75 Nm a 7.250 rpm |
| Câmbio | 6 marchas com E-Clutch |
| Consumo declarado | 4,3 l/100 km |
| Tanque | 16,9 litros |
| Velocidade máxima | 195 km/h |
| Altura do banco | 850 mm |
| Peso em ordem de marcha | 216 kg |
| Roda dianteira | 21 polegadas |
| Roda traseira | 18 polegadas |
Suspensão ajustável amplia a versatilidade
A proposta aventureira é reforçada pelas rodas raiadas de 21 polegadas na dianteira e 18 polegadas na traseira. A combinação favorece a passagem por buracos, estradas de terra e terrenos irregulares.
Na dianteira, a Transalp utiliza garfo invertido Showa de 43 mm, com 200 mm de curso. Na traseira, há sistema Pro-Link com monoamortecedor e 190 mm de curso.
O conjunto recebeu opções de ajuste, permitindo adaptar a motocicleta ao peso transportado, ao tipo de piso e ao estilo de condução. A altura livre do solo é de 210 mm, enquanto o banco fica a 850 mm do chão.
O peso em ordem de marcha da versão E-Clutch é de aproximadamente 216 kg. As dimensões incluem 2,32 metros de comprimento e 1,56 metro de distância entre-eixos.
Freios, modos de condução e conectividade
A dianteira possui dois discos de 310 mm com pinças Nissin de dois pistões. Na traseira, o disco mede 256 mm e trabalha com pinça de um pistão.
A motocicleta oferece modos de pilotagem que modificam parâmetros como entrega de potência, freio-motor, controle de tração e atuação do ABS. Dependendo da configuração, o ABS traseiro pode ser desligado para condução fora de estrada.

O painel TFT colorido de 5 polegadas reúne velocímetro, conta-giros, marcha engatada, nível de combustível, consumo e configurações eletrônicas.
Também há conectividade Honda RoadSync, que permite integrar o smartphone e acessar funções de navegação, chamadas e reprodução de áudio. O pacote inclui iluminação de LED, entrada USB-C e cancelamento automático das setas.
Preço da Honda Transalp 750 2026
Na Alemanha, a Honda XL750 Transalp E-Clutch 2026 aparece anunciada por € 11.749, considerando o valor com custos de entrega indicado pela fabricante. No Reino Unido, o preço oficial é de £ 9.999, enquanto na Espanha a motocicleta parte de € 9.990.
Os preços não devem ser convertidos diretamente para estimar um eventual valor brasileiro, pois impostos, frete, homologação e estratégia comercial variam entre os mercados.
Até a publicação desta matéria, não há preço oficial confirmado para a Honda Transalp 750 E-Clutch 2026 no Brasil. Caso seja oferecida no país, a novidade poderá colocar a adventure em uma posição diferenciada diante de concorrentes como BMW F 900 GS, Triumph Tiger 900, Yamaha Ténéré 700 e Suzuki V-Strom 800DE.
A chegada do E-Clutch deixa a Transalp mais fácil de pilotar no trânsito e menos cansativa em viagens, sem retirar completamente a interação de uma transmissão manual. Essa combinação pode ser justamente o maior atrativo da nova geração.
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