O HASH11, ETF que replica o Nasdaq Crypto Index (NCI), voltou ao centro das atenções após recuar para a faixa dos R$ 46 em fevereiro de 2026. O movimento ocorre em meio a um cenário global de maior aversão ao risco e lateralização do Bitcoin, ativo que representa a maior parte da carteira do fundo.
Em 11 de fevereiro de 2026, o ETF era negociado a R$ 46,46, com queda diária de aproximadamente 1,82%. No acumulado de 52 semanas, o ativo oscilou entre R$ 44,02 (mínima) e R$ 94,90 (máxima) — uma amplitude que evidencia a forte volatilidade do segmento cripto.
Dados atualizados do HASH11 (fevereiro de 2026)
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Preço atual | R$ 46,46 |
| Variação diária | -1,82% |
| Fechamento anterior | R$ 47,32 |
| Mínima 52 semanas | R$ 44,02 |
| Máxima 52 semanas | R$ 94,90 |
| Volatilidade anual estimada | >45% |
| Tributação | 15% sobre ganho de capital |
O ETF opera próximo de uma região considerada suporte técnico relevante na faixa de R$ 46,60, correspondente a fundos anteriores observados no gráfico. Essa proximidade aumenta o interesse de investidores que utilizam estratégia de aportes fracionados para reduzir preço médio.
O que compõe o HASH11?
O HASH11 oferece exposição diversificada ao mercado de criptoativos de forma regulada pela B3. O ETF replica o Nasdaq Crypto Index, cuja composição histórica apresenta:
Bitcoin: aproximadamente 69% a 71%
Ethereum: cerca de 26%
Demais ativos: Solana, XRP, Cardano e outros criptoativos relevantes
O índice passa por rebalanceamentos trimestrais, ajustando a participação dos ativos conforme critérios de liquidez e relevância de mercado.
Essa estrutura elimina a necessidade de custódia própria ou uso de exchanges internacionais, tornando o acesso mais simples para o investidor tradicional.
2026: ano de ajuste no ciclo cripto?
Historicamente, o mercado de criptomoedas segue ciclos relacionados ao halving do Bitcoin, evento que ocorre aproximadamente a cada quatro anos. Após períodos de forte valorização, anos subsequentes costumam apresentar maior volatilidade e correções.
Em 2026, o mercado enfrenta:
Lateralização do Bitcoin
Maior sensibilidade a decisões geopolíticas
Fluxo migrando parcialmente para ativos considerados mais defensivos
Esse contexto pressiona ETFs como o HASH11, que replicam diretamente o comportamento do mercado cripto.
Estratégia de longo prazo: faz sentido aportar agora?
Para investidores com horizonte superior a 10 anos, quedas podem representar pontos estratégicos de posicionamento, desde que integradas a uma carteira diversificada.
Uma alocação equilibrada pode seguir um modelo como:
30% ações Brasil
30% ações exterior
20% FIIs
20% cripto
Caso a exposição a criptomoedas esteja abaixo da meta estabelecida, aportes graduais no HASH11 podem ajudar a reequilibrar a carteira sem necessidade de concentração excessiva.
A estratégia de compras periódicas (DCA – Dollar Cost Averaging) reduz o impacto da volatilidade e suaviza o preço médio ao longo do tempo.
Pontos de atenção antes de investir
Apesar do potencial de valorização estrutural do setor, o HASH11 carrega riscos relevantes:
1. Alta volatilidade
Oscilações acima de 40% ao ano são comuns no segmento.
2. Forte dependência do Bitcoin
Mais de dois terços do ETF estão concentrados no principal criptoativo.
3. Sensibilidade macroeconômica
Taxas de juros globais, decisões regulatórias e tensões geopolíticas impactam diretamente o mercado.
Tributação e simplicidade operacional
Um dos diferenciais do HASH11 é a tributação simplificada:
15% sobre ganho de capital
Não há isenção mensal como em ações
Não exige controle de múltiplas exchanges
Essa característica torna o ETF mais prático para quem busca exposição regulada ao setor sem complexidade operacional.
Risco elevado, estratégia exige disciplina
Com cotação próxima às mínimas de 52 semanas, o HASH11 entra novamente no radar de investidores que buscam exposição ao mercado cripto via B3.
O momento exige cautela, aportes graduais e disciplina na alocação. Para carteiras estruturadas com metas percentuais claras, quedas podem servir como mecanismo natural de rebalanceamento.
O cenário de 2026 reforça que o HASH11 não deve ser tratado como aposta de curto prazo, mas como componente estratégico dentro de uma construção patrimonial de longo prazo.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






