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Início » Últimas Notícias » Energia solar e eólica batem recorde e geram 34% da eletricidade do Brasil
Mercados

Energia solar e eólica batem recorde e geram 34% da eletricidade do Brasil

Produção de fontes renováveis atinge um terço da matriz elétrica nacional, impulsionando a transição energética e reduzindo emissões de carbono.
André CarvalhoPor André Carvalho17 de setembro de 20253 minutos lidos
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Energia solar e eólica batem recorde e geram 34% da eletricidade do Brasil
Energia solar e eólica batem recorde e geram 34% da eletricidade do Brasil

Pela primeira vez na história, a soma da energia solar e da energia eólica ultrapassou um terço da geração elétrica nacional, as fontes renováveis alcançaram 34% da produção total de eletricidade no mês de agosto, consolidando uma nova fase da matriz energética brasileira.

Avanço expressivo em poucos anos

Esse marco representa um salto significativo na transição energética do Brasil. Há apenas alguns anos, a energia solar representava menos de 1% da matriz elétrica. Hoje, sua participação já ultrapassa 9%. A energia eólica, por sua vez, também dobrou sua presença no sistema, evidenciando a rápida evolução e adoção dessas tecnologias.

Fonte de energiaParticipação em 2015Participação em 2025
Solar fotovoltaica0,9%9%+
Eólica6,5%25%+
Solar + Eólica7,4%34%

Esse crescimento não apenas diversifica a matriz energética como também fortalece a segurança do abastecimento, especialmente em períodos de seca — quando o potencial de geração hidrelétrica é comprometido.

Benefícios ambientais e econômicos

A ampliação da participação das energias solar e eólica no sistema elétrico traz uma série de impactos positivos:

  • Redução de emissões de carbono: menor dependência das usinas termelétricas, que são mais poluentes. 
  • Menos pressão sobre a conta de luz: fontes renováveis têm custos operacionais menores, o que ajuda a equilibrar os reajustes tarifários. 
  • Maior segurança energética: mesmo em tempos de estiagem, a geração elétrica não sofre interrupções severas. 

A consolidação das renováveis também contribui para o cumprimento das metas climáticas brasileiras e posiciona o país como uma referência global em transição energética.

Desafios: transmissão e armazenamento

Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta gargalos estruturais para consolidar essa mudança. O principal deles está na infraestrutura de transmissão, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, que concentram grande parte da produção renovável. Muitas vezes, a energia gerada não chega com eficiência aos centros consumidores do Sudeste e Sul.

Outro ponto crucial é o armazenamento de energia, especialmente em horários de baixa irradiação solar ou ausência de ventos. Tecnologias como baterias de larga escala e sistemas híbridos precisam avançar para garantir estabilidade contínua na distribuição elétrica.

O papel das políticas públicas

Para manter o ritmo da expansão renovável, o país depende da continuidade de políticas públicas de incentivo, como leilões de energia limpa, subsídios para pequenos produtores (como no caso da geração distribuída), desburocratização do licenciamento ambiental e investimento em inovação tecnológica.

O crescimento da participação das energias solar e eólica é uma conquista que reflete não apenas avanços tecnológicos, mas também uma mudança de mentalidade na forma como o Brasil enxerga seu futuro energético.

 

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André Carvalho
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André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

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