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Início » Últimas Notícias » Criptomoedas em alta: Bitcoin dispara com trégua entre EUA e China e reacende corrida rumo aos US$ 120 mil
Criptomoedas

Criptomoedas em alta: Bitcoin dispara com trégua entre EUA e China e reacende corrida rumo aos US$ 120 mil

Com Bitcoin rompendo acima de US$ 110 mil, o mercado de criptomoedas reage à promessa de negociação entre Donald Trump e Xi Jinping — mas a ameaça de tarifas superiores a 155% ainda pode frear o rali.
Nathália SantosPor Nathália Santos21 de outubro de 20254 minutos lidos
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Criptomoedas em alta: Bitcoin dispara com trégua entre EUA e China e reacende corrida rumo aos US$ 120 mil

O mercado de criptomoedas entrou em um ciclo de atenção máxima após os últimos desdobramentos da disputa comercial entre os Estados Unidos e a China. A principal narrativa gira em torno do Bitcoin, que reagiu positivamente ao anúncio de que o presidente Donald Trump participará de uma conferência na Coreia do Sul com Xi Jinping — o que reacendeu a expectativa de um possível acordo entre as duas maiores economias do mundo. Paralelamente, porém, Trump recuou em parte de seu tom conciliatório e ameaçou elevar tarifas para 155% caso não haja consenso — o que reacendeu o temor de impacto negativo para ativos de risco.

Alta do Bitcoin e reação dos mercados

Na segunda-feira, o Bitcoin ultrapassou a faixa dos US$ 110 mil, acompanhando o otimismo renovado entre investidores de risco.
Esta valorização se baseia em dois fatores principais:

  • A perspectiva de que uma reunião entre Trump e Xi possa acelerar um acordo e aliviar tensões comerciais.

  • A expectativa de cortes nas taxas de juros nos EUA, que favorecem ativos de risco como criptomoedas.

Entretanto, conforme alertado por analistas, essa recuperação é frágil. Uma escalada das tarifas ou piora das negociações podem puxar o cenário para uma correção abrupta.

Risco das tarifas e impacto na cripto

A ameaça de tarifas de 155% nos EUA para produtos chineses joga uma sombra sobre o mercado cripto:

  • As tarifas elevadas podem frear o crescimento econômico global, reduzir liquidez e aumentar aversão ao risco. Isso tende a afetar diretamente criptomoedas, que são vistas como ativos de maior risco nessas condições.

  • Históricos mostram que quando há anúncio de tarifas agressivas, o Bitcoin e outros criptoativos sofrem vendas expressivas. Exemplo: queda abrupta no início de outubro.

Portanto, embora a alta esteja em curso, ela está condicionada à continuidade de avanço diplomático e ao controle dos riscos externos.

Cenário técnico e estratégia de posicionamento

Do ponto de vista técnico, o Bitcoin enfrenta uma zona relevante de suporte e resistência:

  • A região entre US$ 90 000 e US$ 102 000 foi destacada como zona de compra em eventuais correções.

  • O próximo nível-chave de resistência está em torno de US$ 111 000 a US$ 116 000.

Diante disso, para investidores que já estão expostos ou pensam em entrar no mercado:

  • Calma e planejamento são fundamentais: evitar entrar com “ganância” ou “modo caça-rápida”.

  • Observar se o Bitcoin consolida acima de US$ 110-112 mil para confirmar força de alta.

  • Monitorar também altcoins como Ethereum (ETH) e Solana (SOL) — ambas ainda sem forte força compradora, mas com possibilidade de fundo de W e reversão técnica.

  • Avaliar o impacto da dominância do Bitcoin: se o BTC se fortalece, altcoins podem perder tração.

Contexto macro e diplomático

– A International Monetary Fund (IMF) alertou recentemente para o risco crescente de uma correção desordenada nos mercados globais, considerando a combinação de tensões comerciais, déficits fiscais elevados e valorização de ativos.
– Em paralelo, negociações entre EUA e China avançam, com o mercado reagindo positivamente à notícia de que haverá encontro entre Trump e Xi na Coreia do Sul — algo que impulsionou o sentimento de “risco para risco”.

Esse pano de fundo mostra que o Bitcoin está operando em um ambiente de dupla dependência: alto risco externo (tarifas, geopolítica) e alta liquidez/otimismo interno (juros, capital de risco). Qualquer variação em um desses vetores pode significar grande movimento no preço.

Em resumo: sim — o Bitcoin está em alta neste momento, impulsionado por alívio diplomático e expectativas de liquidez futura. Mas não se trata de uma subida estável ou garantida. A combinação de risco elevado + oportunidade faz deste momento algo que exige estratégia, tolerância e timing.

Para investidores:

  • Se já está exposto, mantenha a disciplina: definir níveis de lucro e stop-loss.

  • Se pensa em entrar: aguarde consolidação ou correção para zona de suporte (~US$ 100 000 ou abaixo).

  • Fique de olho em eventos-chave: anúncio de tarifas, reunião entre EUA/China, decisão de juros do Federal Reserve (Fed).

  • Evite alocar mais do que você está preparado para perder: esse é um período de volatilidade ampliada.

Por fim, lembre-se de que nem toda correção é sinal de fim de alta — mas o contrário também não é necessariamente sinal de rali garantido. A prudência continua sendo aliada.

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Nathália Santos
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Nathália Santos é jornalista e educadora financeira, com certificação em Planejamento Financeiro Pessoal. Na A Revista, escreve sobre renda fixa, quanto rende, crédito, orçamento e economia doméstica. Explica premissas, custos e riscos para ajudar o leitor a interpretar alternativas financeiras sem promessa de ganho.

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