A trajetória de Neymar com a Seleção Brasileira pode estar em sua reta mais delicada. O técnico Carlo Ancelotti, que deve fechar a lista definitiva para a Copa do Mundo de 2026 ainda este ano, deixou claro: a convocação do camisa 10 dependerá exclusivamente de seu desempenho em campo nos próximos meses.
O Brasil ocupa atualmente a segunda posição nas Eliminatórias, com 28 pontos, atrás apenas da Argentina, que lidera com 38. Apesar da instabilidade e dos erros recentes, a classificação está bem encaminhada. Entretanto, o futuro de Neymar no grupo permanece incerto.
Críticas e comparações: Neymar é visto como “ex-jogador”?
Nos últimos três anos, Neymar sofreu uma série de lesões que comprometeram seu rendimento. Com apenas três gols e uma assistência oficial em 2024, o jogador vem sendo alvo de críticas. Ex-jogadores e comentaristas apontam que ele ainda tem talento para ser o melhor do país, mas seu físico e estilo de vida estariam comprometendo a continuidade no alto nível.
Enquanto nomes como Vinícius Júnior e o jovem Estevão, do Chelsea, ganham projeção mundial, Neymar precisa provar que ainda pode ser decisivo. Para muitos, ele está preso a um ciclo de expectativas frustradas — uma situação que lembra a ausência de Romário na Copa de 2002.
A exigência de Ancelotti e o peso da preparação
Conhecido por priorizar disciplina e coletividade, Ancelotti já afirmou que só contará com jogadores 100% fisicamente prontos. Isso inclui esforço defensivo, intensidade e regularidade em jogos oficiais. Neymar, que nunca trabalhou diretamente com o treinador, terá de adaptar-se a esse perfil.
Os amistosos contra Japão e Coreia do Sul no próximo ano serão oportunidades cruciais. Até lá, sua performance pelo Santos e no Campeonato Paulista pode definir o rumo de sua carreira com a Amarelinha.
A Seleção além de Neymar
Embora a discussão gire em torno da presença do craque, analistas defendem que o Brasil precisa aprender a jogar sem depender de Neymar. A Seleção conta com novos talentos em ascensão e busca formar um time mais coletivo, algo semelhante ao que ocorreu no ciclo da Copa de 2002.
Para os torcedores, o dilema é claro: Neymar ainda tem condições de ser protagonista em 2026, mas a decisão final estará em suas próprias mãos — e no rigor do treinador italiano.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






