O Banco Central (BC) anunciou o lançamento de um novo sistema de segurança que passará a exibir alertas obrigatórios contra possíveis golpes no Pix, diretamente na tela dos aplicativos bancários. A medida marca os cinco anos do sistema de pagamentos instantâneos, hoje utilizado por mais de 150 milhões de brasileiros.
A novidade foi confirmada pelo diretor do BC, Renato Gomes, que destacou que o Pix mudou o comportamento financeiro da população, atraindo milhões de usuários que antes movimentavam dinheiro apenas em espécie. Para o órgão regulador, o avanço também abriu espaço para golpes mais sofisticados, exigindo novas camadas de proteção.
Alerta será exibido antes da transferência
O aviso aparecerá durante o processo de pagamento, caso a instituição identifique risco de fraude. Será um painel padronizado entre todos os bancos, com uma mensagem clara ao usuário, indicando suspeita na transação e pedindo confirmação antes da transferência.
“Vai surgir uma tela padronizada, perguntando se o cliente realmente quer seguir, quando houver suspeita de golpe”, explicou o diretor do BC.
O objetivo é induzir o usuário a revisar a operação antes de confirmar, reduzindo erros, transferências em golpes de engenharia social e envios feitos sob coação.
Bloqueio automático para contas com histórico suspeito
O Banco Central também anunciou o aperfeiçoamento do bloqueio automático para contas consideradas de risco. Se o destinatário já tiver histórico de envolvimento com golpes no banco de dados do Pix, a transferência poderá:
ser bloqueada imediatamente,
passar por análise temporária antes da liberação,
ou sequer ser concluída, dependendo do nível de risco.
Esse mecanismo será automatizado e deverá ser adotado por todas as instituições que operam o Pix.
Participantes do Pix terão regras mais rígidas
Para operar o sistema, bancos e fintechs precisarão atender a novas exigências, incluindo patrimônio líquido mínimo de R$ 5 milhões. O BC afirma que isso garante maior responsabilidade das empresas e capacidade de ressarcimento em eventuais casos de fraude.
Instituições que não atenderem à nova regra serão excluídas do sistema, reduzindo brechas para operações inseguras.
Uso do Pix bate recorde e pressiona por mais segurança
Segundo dados oficiais do Banco Central, o Pix superou 63 bilhões de transações em 2024, movimentando trilhões de reais em pagamentos, transferências e vendas no comércio. O meio de pagamento já supera cartão de débito, crédito, TED, DOC e dinheiro em espécie.
Com maior adesão e circulação de valores, criminosos vêm atuando com golpes que vão de sequestros-relâmpago a falsas cobranças e clonagem de perfis de WhatsApp.
As novas medidas visam coibir fraudes sem afetar a rapidez das transferências, principal característica que fez do Pix o método de pagamento mais popular do país.
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