O Esporte Clube Bahia está próximo de fechar uma negociação histórica. O atacante uruguaio Luciano Rodríguez, artilheiro da equipe em 2025 e destaque na Copa do Nordeste, deve ser vendido ao Neon da Arábia Saudita por 22 milhões de euros, cerca de R$ 140 milhões. A informação foi divulgada pelo jornalista Cássio Mota, do GE, e já repercute fortemente entre torcedores e analistas.
Detalhes da negociação
Segundo apuração, a proposta prevê 20 milhões de euros à vista e outros 2 milhões em bônus por performance. O valor supera qualquer venda anterior feita por um clube nordestino, consolidando o Bahia em um novo patamar de mercado.
O atacante, comprado em 2024 junto ao Liverpool-URU por US$ 11 milhões, mais que dobrou sua valorização em pouco mais de um ano. Caso atinja as metas previstas, a operação ainda garante ao Bahia uma cláusula de 25% em futura revenda, potencializando ganhos a longo prazo.
Impacto esportivo e financeiro
A venda de Rodríguez significa, ao mesmo tempo, um desafio técnico e uma conquista financeira. Dentro de campo, o jogador vinha sendo peça importante no ataque, mas a direção entende que a proposta é irrecusável diante do projeto de autossustentabilidade do clube, que busca independência gradual em relação ao City Football Group.
Com o valor da negociação, o Bahia deve fechar 2025 com lucro significativo, ultrapassando os investimentos feitos em contratações na temporada — que somaram cerca de R$ 204 milhões. Isso abre espaço para que o clube, em 2026, busque reforços de peso em nível comparável a Palmeiras e Flamengo, segundo analistas.
O futuro imediato
Apesar de ainda não oficializada, a transferência está tão avançada que Luciano Rodríguez pode não enfrentar o Fluminense, pela Copa do Brasil, na próxima semana. A tendência é que a diretoria preserve o atleta até a conclusão da venda.
A saída do uruguaio representa perda técnica importante, mas também marca uma virada de chave: o Bahia se posiciona como protagonista no mercado e mostra que pode gerar grandes negociações internacionais sem perder competitividade.
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