Ter score elevado nos birôs de crédito não é garantia de limite liberado no Itaú Unibanco. Diferente de fintechs e bancos digitais, a instituição utiliza um modelo próprio de avaliação, conhecido como rating bancário, que reduz significativamente o peso de indicadores externos como Serasa ou Boa Vista.
Na prática, o Itaú não ignora o score, mas não o trata como fator decisivo. O banco prioriza dados internos, comportamento financeiro e potencial de rentabilidade do cliente ao longo do tempo.
O que é o rating bancário e por que ele vale mais que o score
O rating bancário é uma análise proprietária que considera:
Origem e regularidade da renda
Movimentação mensal da conta
Frequência de uso do aplicativo
Histórico de pagamentos internos
Uso de produtos como cartão, crédito e investimentos
Engajamento contínuo com a plataforma
Esse modelo busca responder a uma pergunta central: esse cliente será rentável e previsível nos próximos anos?
Por isso, um cliente com score médio, mas com salário recorrente no banco e uso constante da conta, tende a ser visto como menos arriscado do que alguém com score alto, porém inativo.
Por que o Itaú valoriza mais atividade do que pontuação
O Itaú opera como um banco de relacionamento. Contas pouco movimentadas, acessadas apenas de forma pontual para Pix ou pagamentos esporádicos, são penalizadas no modelo interno.
Entre os comportamentos melhor avaliados estão:
Recebimento de salário ou renda mensal fixa
Uso frequente do aplicativo
Pagamento recorrente de contas (água, luz, telefone, streaming)
Uso regular do cartão de crédito
Investimentos, mesmo de baixo valor
Histórico consistente por pelo menos 90 dias
A lógica é simples: atividade constante reduz risco e aumenta previsibilidade.
Score alto em outros bancos não impressiona o Itaú
Pontuações elevadas em bancos digitais ou birôs de crédito não são transferidas automaticamente para o Itaú. Cada instituição possui sua própria régua de risco.
O banco avalia também o nível de comprometimento do cliente com outras instituições. Uso excessivo de limite em vários cartões externos pode ser interpretado como risco adicional, mesmo com score alto.
O perfil ideal para o Itaú é aquele que utiliza entre 40% e 60% da renda estimada, sem excesso de exposição ao crédito fora da instituição.
O que realmente destrava crédito no Itaú
Na prática, os fatores que mais pesam para a liberação de limite são:
Salário depositado mensalmente na conta
Transferência salarial recorrente
Uso contínuo do cartão de crédito
Pagamentos automáticos cadastrados
Algum nível de investimento no banco
Comportamento estável por pelo menos três meses
Pagamentos sempre em dia, sem pedidos insistentes de crédito
O banco prefere conceder crédito de forma gradual, a partir do próprio modelo interno, em vez de responder a solicitações frequentes.
O Itaú não compra score, compra relacionamento
A principal razão pela qual o Itaú “ignora” scores altos é estratégica. O banco não busca apenas reduzir inadimplência, mas maximizar o valor do cliente no longo prazo.
Score alto é apenas um termômetro de mercado. Para o Itaú, o que realmente importa é renda previsível, uso consistente e relacionamento ativo. Quem entende essa lógica deixa de focar apenas na pontuação e passa a estruturar o perfil financeiro de forma alinhada ao modelo do banco.
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