Fechar Menu
A Revista | Inteligência em Investimentos
  • Ações
  • Dividendos
  • Fundos Imobiliários
  • Renda Fixa
  • Quanto Rende
  • Bolsa Hoje
  • Petróleo
  • Criptomoedas
Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
  • Quem Somos
  • Equipe
  • Política Editorial
  • Expediente
  • Política de privacidade
  • Contato
  • Termos de Uso
Login
Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
A Revista | Inteligência em Investimentos
segunda-feira, 28 setembro / 2026
  • Ações
  • Dividendos
  • Fundos Imobiliários
  • Renda Fixa
  • Quanto Rende
  • Bolsa Hoje
  • Petróleo
  • Criptomoedas
A Revista | Inteligência em Investimentos
Início » Últimas Notícias » POMO4 derrete, mas lucra forte e distribui proventos gordos: oportunidade na Marcopolo?
Dividendos

POMO4 derrete, mas lucra forte e distribui proventos gordos: oportunidade na Marcopolo?

Queda de mais de 20% nas ações, dividend yield perto de 20%, resultados operacionais fortes e dívida quase zerada colocam Marcopolo (POMO4) no radar de quem busca renda e potencial de alta
Carlos MenezesPor Carlos Menezes2 de dezembro de 20258 minutos lidos
WhatsApp Facebook Twitter Pinterest E-mail Telegrama
POMO4
POMO4

A Marcopolo (POMO4), uma das maiores fabricantes de carrocerias de ônibus do mundo, voltou com força ao radar dos investidores. Depois de acumular queda superior a 20% em 12 meses, enquanto distribui quase R$ 1 por ação em dividendos e JCP em 2025 e exibe um dividend yield próximo de 20%, muitos investidores enxergam no papel uma combinação rara de renda alta, fundamentos sólidos e preço descontado.

Ao mesmo tempo, a empresa apresentou recorde de receita, margens ainda saudáveis e alavancagem industrial praticamente zerada, o que reforça a tese de que a recente correção na Bolsa pode ter mais a ver com ajustes de expectativas do mercado do que com uma deterioração estrutural do negócio.

Quem é a Marcopolo e por que ela é quase um “monopólio” do setor

A Marcopolo é referência global na produção de carrocerias de ônibus, com atuação em ônibus urbanos, rodoviários, micro-ônibus, escolares e modelos de alto valor agregado. Sua base produtiva não está restrita ao Brasil: a empresa tem presença relevante em toda a América do Sul, América do Norte (via exportações), África e Oceânia, com destaque para operações na Austrália, Argentina e África do Sul, que vêm ganhando espaço na receita consolidada.

No mercado brasileiro, a companhia figura entre as líderes absolutas em segmentos como rodoviários e urbanos, com participação relevante em programas governamentais e renovações de frota. Em alguns nichos, a combinação de escala, tecnologia e rede de atendimento faz com que, na prática, a empresa opere quase como um “monopólio de fato”, com forte poder de marca e histórico de relacionamento com grandes frotistas e governos.

Recorde de receita em 2025, mas lucro pressionado por eventos não recorrentes

No 3º trimestre de 2025, a Marcopolo registrou:

  • Receita líquida: R$ 2,5 bilhões, alta de 8,2% em relação ao 3T24

  • Lucro bruto: R$ 668,7 milhões, com margem bruta de 26,7%, acima do ano anterior

  • EBITDA: R$ 419,8 milhões, com margem de 16,8%

  • Lucro líquido: R$ 329,6 milhões, queda leve de 1,8% vs. 3T24, com margem de 13,2%

O motor desse crescimento veio fora do Brasil. Enquanto a receita doméstica caiu 15,2%, impactada pelo crédito mais caro e demanda mais fraca, as exportações a partir do Brasil cresceram 43% e as receitas das operações internacionais avançaram mais de 50% na comparação anual.

Além disso, o EBITDA foi pressionado por efeitos não recorrentes, em especial um impairment relacionado a uma coligada estrangeira, que afetou a linha de equivalência patrimonial. Sem esse impacto, o EBITDA ajustado teria apresentado crescimento de dois dígitos, com melhora de margem, o que reforça a percepção de que a operação core continua forte, apesar do lucro contábil ter cedido ligeiramente.

Dividendos perto de 20%: o que explica o “dividend yield de respeito”

O grande chamariz de POMO4 em 2025 é o dividend yield próximo de 20% nos últimos 12 meses, muito acima da média do setor de bens industriais e da própria Bolsa.

Alguns pontos explicam esse número:

  • A ação negocia em torno de R$ 6,40–R$ 6,50, após forte correção recente.

  • A empresa anunciou remunerações generosas em dividendos e JCP, incluindo uma rodada que somou cerca de R$ 0,78 por ação (R$ 0,69 em dividendos + R$ 0,09 em JCP), com pagamento previsto para 15 de dezembro de 2025, para quem detinha as ações até a data-com de 24 de novembro.

  • Somando as distribuições dos últimos meses, o total pago em proventos no período de 12 meses beira os R$ 0,50–R$ 1 por ação, dependendo da janela analisada, o que, sobre a cotação atual, gera um DY de quase 20%.

É importante destacar que parte desses proventos é extraordinária, fruto de um momento de lucros elevados e balanço robusto. No longo prazo, o padrão histórico de payout da Marcopolo gira na casa de 40% a 60% do lucro, o que ainda assim permitiria um yield recorrente interessante, na faixa de 6% a 9% ao ano, dependendo da cotação e do lucro futuro.

Dívida líquida industrial perto de zero e geração de caixa forte

Do ponto de vista de risco financeiro, a Marcopolo se destaca:

  • O endividamento financeiro líquido total somava cerca de R$ 1,28 bilhão em setembro de 2025, mas a maior parte está concentrada no Banco Moneo (braço financeiro da companhia).

  • Quando se olha apenas para o segmento industrial, a empresa apresenta dívida líquida de cerca de R$ 69,5 milhões, o que corresponde a apenas 0,05x o EBITDA dos últimos 12 meses – na prática, um nível de alavancagem quase nulo.

  • A posição de caixa consolidada supera R$ 1,9 bilhão, com forte geração de caixa operacional no 3T25.

Isso significa que a empresa não depende de endividamento pesado para crescer e tem espaço para manter ou até aumentar a distribuição de proventos, se a administração entender que não há projetos de investimento mais rentáveis do que devolver capital ao acionista.

A queda do lucro não é perda de fundamento?

Uma das principais dúvidas do investidor é: se a empresa bate recorde de receita e melhora margens brutas, por que o lucro líquido não cresce na mesma proporção?

Os números do 3T25 mostram que:

  • A receita líquida subiu 8,2%, puxada por exportações e operações externas;

  • O lucro bruto cresceu quase 16%, com ganho de margem;

  • O EBITDA e o lucro líquido recuaram na comparação anual, influenciados por:

    • Impairment e perdas na equivalência patrimonial de coligadas (especialmente uma operação no exterior);

    • Aumento de despesas com vendas e administrativas, compatível com maior escala e estrutura global;

    • Efeitos pontuais em resultado financeiro e tributário.

Ou seja, a queda do lucro não está associada a um colapso da operação principal, mas a eventos contábeis e não recorrentes, além de ajustes em coligadas. Ao mesmo tempo, indicadores de rentabilidade como ROIC (25%) e ROE (cerca de 30%) seguem em patamares bastante elevados para o padrão da Bolsa brasileira.

Valuation: P/L de 6x, P/VP de 1,6x e potencial de alta segundo analistas

Na cotação atual, por volta de R$ 6,50, POMO4 negocia a:

  • P/L em torno de 6x

  • P/VP de cerca de 1,6x

  • Dividend yield de 19%–20% nos últimos 12 meses

Relatórios de mercado e consensos de analistas apontam que:

  • O preço-alvo médio para os próximos 12 meses gira em torno de R$ 10,60, o que implicaria um potencial de alta superior a 60% sobre a cotação atual;

  • Há “compra forte” no consenso, com a maioria dos analistas recomendando compra e poucos recomendando apenas manutenção;

  • Casas como Safra e outros bancos de investimento veem a Marcopolo como uma das principais apostas do setor de bens de capital para 2026, apoiadas em demanda consistente por ônibus e continuidade de margens acima da média.

Esse cenário reforça a ideia de que a ação combina desconto frente ao preço-alvo, rentabilidade elevada e fundamentos sólidos – mas, como sempre, sem garantia de que o mercado reconhecerá esse valor no curto prazo.

Onde está o risco para o investidor?

Apesar do quadro atrativo, há riscos que o investidor não pode ignorar:

  • Dependência do ciclo econômico e do crédito: ônibus são bens de alto valor; juros altos e crédito restrito pesam sobre a demanda interna, como já visto em 2025.

  • Exposição a mercados internacionais: embora seja uma força (diversificação), também expõe a empresa a volatilidade cambial, mudanças regulatórias e ciclos de demanda em outros países.

  • Impostos e ambiente de negócios no Brasil: o setor industrial sofre com carga tributária elevada ao longo de toda a cadeia produtiva, o que limita margens e competitividade.

  • Dividendos extraordinários não são garantidos: o yield perto de 20% não deve ser encarado como promessa recorrente, já que depende de decisões da diretoria, resultados futuros e de como a companhia escolherá usar sua folga de caixa.

Oportunidade em uma combinação de baixa com dividendos altos

O quadro atual da Marcopolo (POMO4) junta vários elementos que chamam a atenção:

  • Ação com desconto relevante após forte correção;

  • Dividend yield próximo de 20% nos últimos 12 meses, com proventos robustos anunciados para dezembro;

  • Operação global em expansão, com recorde de receita e margens brutas em alta, puxadas por exportações e unidades no exterior;

  • Dívida industrial muito baixa e bons indicadores de rentabilidade;

  • Consenso de preço-alvo bem acima da cotação atual.

Para o investidor que aceita volatilidade típica de small caps industriais e entende que parte dos dividendos atuais é extraordinária, Marcopolo volta a aparecer como uma das candidatas mais comentadas quando o assunto é “ação barata que paga bons dividendos”. Como sempre, a decisão final passa por alinhamento ao perfil de risco, horizonte de investimento e diversificação de carteira.

Quer saber tudo
o que está acontecendo?

Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

ENTRAR NO GRUPO

ações baratas na Bolsa dividendos POMO4 investir em Marcopolo Marcopolo POMO4 small caps de dividendos
Siga-nos: Google Notícias Siga-nos: Instagram Siga-nos: WhatsApp
Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail
Artigo anteriorABEV3 está barata? Veja se ainda vale a pena entrar nas ações da Ambev hoje
Próximo artigo VULC3 combina mega dividendo e subscrição barata: oportunidade ou risco?
Carlos Menezes
  • Site

Carlos Menezes é economista e analista de mercado, com MBA em Finanças pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e mais de 15 anos de experiência acompanhando indicadores econômicos e políticas públicas. Na A Revista, analisa juros, inflação, câmbio, economia e mercados, com atenção às fontes dos dados, ao período de referência e aos efeitos para empresas e investimentos.

Leia Também

ISA Energia e Taesa ainda são boas pagadoras de dividendos? A dívida começa a mudar essa conta

ISA Energia e Taesa ainda são boas pagadoras de dividendos? A dívida começa a mudar essa conta

28 de setembro de 2026 Dividendos
MXRF11 tem resultado abaixo dos dividendos após emissão bilionária

MXRF11 tem resultado abaixo dos dividendos após emissão bilionária

28 de setembro de 2026 Dividendos
Petrobras (PETR4): alta do petróleo sustenta expectativa de dividendos

Petrobras (PETR4): alta do petróleo sustenta expectativa de dividendos

28 de setembro de 2026 Dividendos

ROMI3 anuncia novos dividendos; veja valores e datas

28 de setembro de 2026 Dividendos

TAEE11 paga dividendos em novembro e 3T26 pode definir novos proventos

26 de setembro de 2026 Dividendos
AXIA3: XP projeta dividend yield de até 14% e alvo de R$ 74,50

AXIA3: XP projeta dividend yield de até 14% e alvo de R$ 74,50

25 de setembro de 2026 Dividendos
Últimas Notícias
Nissan Rogue 2027 ganha nova geração híbrida e telas de 14,3 polegadas

Nissan Rogue 2027 ganha nova geração híbrida e telas de 14,3 polegadas

Por Thailane Oliveira28 de setembro de 20264 minutos lidos
NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

28 de setembro de 2026
Leapmotor B10 híbrido chega por R$ 179.990, roda até 900 km e coloca BYD e Jaecoo sob pressão

Leapmotor B10 híbrido chega por R$ 179.990, roda até 900 km e coloca BYD e Jaecoo sob pressão

28 de setembro de 2026
Quanto rendem R$ 50 mil no Tesouro Selic com os juros atuais?

Quanto rendem R$ 50 mil no Tesouro Selic com os juros atuais?

28 de setembro de 2026
INSTITUCIONAL
  • Expediente
  • Política de Cookies
  • Política Editorial
  • Quem Somos
  • Termos de Uso | A Revista
TRANSPARÊNCIA
  • Depoimentos sobre A Revista
  • Fontes Oficiais
  • Histórico
  • Aviso Legal
  • Política de Correções
EQUIPE E CREDIBILIDADE
  • Especialistas
  • Nossa linha editorial
  • Todas as editorias
  • Metodologia de Conteúdo
  • Equipe
© 2026 A Revista | Inteligência em Investimentos. Notícias e análises sobre ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo e mercados. Todos os direitos reservados. A Revista pertence à SEO Prime Soluções Web Ltda., CNPJ nº 39.501.110/0001-72. Conteúdo jornalístico e informativo. Publicidade não representa recomendação editorial.

Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.

Entrar ou Registrar

Bem vindo de volta!

Entre na sua conta abaixo.

Esqueceu a senha?