O mercado de opções segue crescendo em 2026, impulsionado por investidores que buscam geração de renda, proteção de carteira e estratégias com menor necessidade de capital. Nesse cenário, a escolha da corretora tornou-se um fator decisivo, já que diferenças aparentemente pequenas nas taxas podem impactar diretamente a rentabilidade líquida ao longo do tempo.
Além da corretagem, entram na conta os custos de exercício, a qualidade do home broker e a necessidade — ou não — de plataformas auxiliares para visualizar corretamente a cadeia de opções.
Clear: custo zero na negociação, mas taxa relevante no exercício
A Clear mantém em 2026 sua proposta de taxa zero para negociação de ações e opções. Não há cobrança de corretagem nem de custódia, o que atrai investidores iniciantes.
Custos principais:
Corretagem para compra e venda de opções: R$ 0
Exercício de opções: 0,5% sobre o volume financeiro
Emolumentos e taxas da B3: cobrados normalmente
Ponto de atenção:
O home broker não exibe a cadeia completa de opções. Para operar, o investidor precisa conhecer previamente o código exato da opção, o que dificulta a análise de strikes, vencimentos e prêmios. Na prática, o uso de plataformas externas se torna quase obrigatório para quem opera com frequência.
CM Capital: estrutura semelhante, com exercício escalonado
A CM Capital também opera com taxa zero para abertura e encerramento de posições em opções, mas passou a adotar um modelo escalonado para o exercício.
Custos principais em 2026:
Corretagem na negociação: R$ 0
Exercício de opções:
Até R$ 25 mil: 0,40%
De R$ 25 mil a R$ 250 mil: 0,35%
De R$ 250 mil a R$ 10 milhões: 0,30%
Acima de R$ 10 milhões: isento
Home broker:
Funcional, porém limitado para opções. Assim como na Clear, o investidor precisa digitar manualmente o código da opção, sem acesso visual à cadeia completa.
XP: custos variáveis e dependência da assessoria
A XP apresenta uma estrutura mais complexa em 2026. Embora a instituição seja única, as condições finais dependem fortemente da assessoria vinculada à conta.
Custos padrão divulgados:
Envio de ordem: entre R$ 8 e R$ 12, conforme o volume
Mesa de operações: R$ 20 por ordem
Exercício de opções: varia conforme negociação com a assessoria
Em assessorias específicas, é possível encontrar:
Exercício com valor fixo reduzido
Descontos de até 80% nas taxas da B3
Isenção de corretagem via automações e robôs
Home broker:
Mais moderno e estável, porém ainda não exibe a cadeia completa de opções. Para análise detalhada, o uso de plataformas adicionais segue sendo necessário.
BTG/Necton: diferencial no home broker e custo fixo por exercício
O BTG, por meio da Necton, se destaca em 2026 por oferecer um home broker preparado para opções sem a necessidade de ferramentas externas.
Custos operacionais observados:
Compra e venda de opções: taxa zero
Exercício de opções: R$ 1 fixo por ticker exercido
Emolumentos e taxas da B3: cobrados normalmente
Home broker:
O sistema apresenta cadeia completa de opções, com visualização clara de calls, puts, strikes e vencimentos, funcionando de forma muito semelhante a plataformas profissionais. Também inclui calculadora de risco integrada, sem custo adicional.
Esse modelo reduz drasticamente o custo operacional em estratégias recorrentes, especialmente quando comparado a corretoras que cobram percentual sobre o volume exercido.
Comparação prática de custos no exercício
Em um exercício financeiro de R$ 11.190:
Clear (0,5%): custo aproximado de R$ 5,95
CM Capital (0,4%): custo aproximado de R$ 4,76
XP (dependendo da assessoria): pode superar R$ 8 por ordem
BTG/Necton (fixo): R$ 1 por ticker exercido
A diferença se amplia conforme o número de exercícios ao longo do ano, impactando diretamente o retorno líquido das estratégias.
Qual corretora faz mais sentido em 2026?
A escolha depende do perfil do investidor:
Iniciantes podem se atrair por taxa zero inicial, mas precisam considerar as limitações do home broker.
Operadores frequentes tendem a se beneficiar de custos fixos e plataformas completas.
Investidores em renda com opções precisam olhar além da corretagem e focar no custo do exercício.
Em 2026, a eficiência operacional se tornou tão importante quanto a estratégia em si.
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